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	<title>Arquivos Nutrição - Blog Descobrindo Crianças</title>
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	<description>Descomplicando a Infância</description>
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	<title>Arquivos Nutrição - Blog Descobrindo Crianças</title>
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	<item>
		<title>Benefícios do consumo de fibras para a saúde das crianças</title>
		<link>https://blog.descobrindocriancas.com.br/2025/11/12/beneficios-do-consumo-de-fibras-para-a-saude-das-criancas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabiana Jarussi [Nutricionista]]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Nov 2025 18:59:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Nutrição]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Descubra os benefícios das fibras na alimentação infantil e saiba como garantir uma dieta saudável, equilibrada e rica em nutrientes para sua criança.</p>
<p>O post <a href="https://blog.descobrindocriancas.com.br/2025/11/12/beneficios-do-consumo-de-fibras-para-a-saude-das-criancas/">Benefícios do consumo de fibras para a saúde das crianças</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.descobrindocriancas.com.br">Blog Descobrindo Crianças</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Sabemos que uma alimentação saudável na infância é essencial para assegurar a saúde e o crescimento adequados. Normalmente, os pais se preocupam &#8211; com razão &#8211; em oferecer alimentos variados, naturais e nutritivos, de todos os grupos alimentares.</p>
<p>Mas poucos atentam para a ingestão de fibras pelas crianças. Talvez por falta de conhecimento, ou porque poucos profissionais da saúde orientam sobre a importância desse nutriente.</p>
<h2>O que são as fibras alimentares?</h2>
<p>Várias definições sobre fibras alimentares são usadas atualmente. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) define fibras como “qualquer material comestível que não seja hidrolisado pelas enzimas endógenas do trato digestivo”.</p>
<p>Ou seja, as fibras são carboidratos vegetais que não são digeridos pelo organismo humano. As fibras podem ser classificadas como solúveis ou insolúveis, conforme sua capacidade de se dispersar em água:</p>
<p><strong>Fibras solúveis</strong>: dissolvem-se em água e formam um “gel” no intestino, ajudando a promover saciedade, controlar a glicemia e reduzir o colesterol. São encontradas em alimentos como aveia, feijão, maçã, cenoura e sementes de chia.</p>
<p><strong>Fibras insolúveis</strong>: não se dissolvem na água e aumentam o volume das fezes, acelerando o trânsito intestinal e prevenindo a constipação. Estão presentes em farelo de trigo, grãos integrais, nozes, sementes, frutas com casca e vegetais como brócolis e couve.</p>
<h2>Por que as fibras são tão importantes para a saúde infantil?</h2>
<p>Existem quatro mecanismos principais que evidenciam o papel das fibras no organismo:</p>
<ol>
<li>Estímulo ao trânsito intestinal: as fibras favorecem o funcionamento adequado do intestino e reduzem a constipação;</li>
<li>Sensação de saciedade: aumentam o volume do bolo alimentar, ajudando no controle da ingestão alimentar;</li>
<li>Controle da absorção de nutrientes: retardam o esvaziamento gástrico e reduzem o tempo de absorção de carboidratos e gorduras;</li>
<li>Equilíbrio da microbiota intestinal: servem de substrato para a fermentação microbiana no intestino grosso, estimulando o crescimento de bactérias benéficas e a produção de substâncias importantes para a saúde intestinal e geral.</li>
</ol>
<h2>Microbiota intestinal e imunidade: o papel das fibras</h2>
<p>Este último ponto merece destaque. Muitas vezes lembramos das fibras apenas para tratar a constipação, mas esquecemos que uma microbiota intestinal saudável depende diretamente delas. A microbiota é um ecossistema composto por bilhões de bactérias, vírus e fungos. O equilíbrio e a predominância de microrganismos benéficos são fundamentais para a nossa saúde.</p>
<p>A colonização intestinal começa logo após o nascimento e se desenvolve intensamente nos três primeiros anos de vida. Fatores como via de parto, alimentação, ambiente e características individuais da criança influenciam esse processo. Nos bebês amamentados, há grande presença de bifidobactérias, o que difere dos bebês alimentados com fórmula infantil.</p>
<p>Uma microbiota equilibrada fortalece o sistema imunológico, ajuda na maturação das defesas do organismo e atua na prevenção de doenças a curto e longo prazo. Por isso, o consumo adequado de fibras desde a infância é essencial não apenas para o intestino, mas também para a imunidade.</p>
<h2>Quantidade ideal de fibras por dia</h2>
<p>Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), adultos devem consumir pelo menos 25 gramas de fibras por dia. Para as crianças, a Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda uma fórmula simples:</p>
<p>Idade da criança + 5 gramas de fibras por dia, até o limite de 25 g/dia.</p>
<p>Por exemplo: uma criança de 4 anos deve consumir cerca de 9 g de fibras por dia (4 + 5 g). Atingir esse valor é mais fácil do que parece &#8211; o equivalente a cinco porções de frutas com casca e vegetais crus por dia já é suficiente.</p>
<h2>Como garantir o consumo adequado de fibras?</h2>
<p>Na prática clínica, observa-se que a maioria das crianças não atinge a recomendação diária. Para mudar isso, é fundamental incentivar uma alimentação saudável e balanceada desde cedo.</p>
<p><strong>Recomendações básicas:</strong></p>
<p>🍎 Alimentação rica em frutas, verduras e legumes: a melhor fonte de fibras é natural &#8211; não há necessidade de suplementação quando há variedade no prato;</p>
<p>🌈 Variedade é a chave: quanto mais colorido o prato, melhor;</p>
<p>🎨 Apresentação divertida: use a criatividade para deixar os alimentos mais atrativos. Formatos de bichinhos, letras ou nomes de personagens (“esse molho verde é do Hulk!”) costumam funcionar bem;</p>
<p>🌾 Prefira alimentos integrais: além das fibras, eles oferecem vitaminas e minerais importantes para o crescimento.</p>
<p><strong>Dicas práticas para o dia a dia</strong></p>
<ul>
<li>Café da manhã: inclua aveia, granola sem açúcar ou cereais integrais; adicione sementes de chia ou linhaça a iogurtes, frutas ou vitaminas.</li>
<li>Almoço e jantar: prefira arroz e macarrão integrais; inclua feijão, lentilha ou grão-de-bico nas refeições; ofereça verduras, legumes e frutas com casca (bem lavadas).</li>
<li>Lanches intermediários: ofereça maçã com casca, mamão ou kiwi; acrescente sementes de abóbora ou chia a iogurtes e lanches.</li>
</ul>
<p>💧<strong> Dica importante</strong>: ao aumentar o consumo de fibras, aumente também a ingestão de água, para evitar a constipação.</p>
<h2>Quando buscar orientação profissional</h2>
<p>Não há contraindicações para o consumo adequado de fibras em crianças saudáveis. Porém, crianças com problemas gastrointestinais ou em terapia nutricional devem ter acompanhamento especializado. Nesses casos, consulte sempre um nutricionista.</p>
<p>Por Fabiana Jarussi<br />
Nutricionista &#8211; CRN 11217.</p>
<p>O post <a href="https://blog.descobrindocriancas.com.br/2025/11/12/beneficios-do-consumo-de-fibras-para-a-saude-das-criancas/">Benefícios do consumo de fibras para a saúde das crianças</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.descobrindocriancas.com.br">Blog Descobrindo Crianças</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>10 dúvidas comuns no consultório de nutrição</title>
		<link>https://blog.descobrindocriancas.com.br/2025/02/04/10-duvidas-comuns-no-escritorio-de-nutricao/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabiana Jarussi [Nutricionista]]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Feb 2025 13:50:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Desenvolvimento infantil]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Nutrição]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Dúvidas comuns sobre nutrição infantil: café, açúcar, telas nas refeições e mais. Saiba como promover hábitos saudáveis para crianças!</p>
<p>O post <a href="https://blog.descobrindocriancas.com.br/2025/02/04/10-duvidas-comuns-no-escritorio-de-nutricao/">10 dúvidas comuns no consultório de nutrição</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.descobrindocriancas.com.br">Blog Descobrindo Crianças</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Início de ano e muitas famílias querem modificar seus hábitos e ter uma vida mais saudável, incluindo melhorar a alimentação das crianças. Nesse texto compartilho com vocês dúvidas muito comuns que recebo no consultório e que podem facilitar essa busca.</p>
<h2><strong>1) Meu filho pode tomar café?</strong></h2>
<p>Embora seja uma das bebidas mais consumidas no nosso país, o uso rotineiro de café não é aconselhado em nenhuma dosagem para crianças menores de 12 anos por diversas Comunidades Científicas.</p>
<p>Isso porque o café contém cafeína, uma substância estimulante e que não traz nenhum benefício à saúde de crianças e adolescentes, pelo contrário, pode até interferir no desenvolvimento neurocognitivo, influenciar o sistema cardiovascular, além do risco de dependência e intoxicação¹.</p>
<p>Lembro que a cafeína não está presente somente no café, mas também em outras bebidas como chimarrão, refrigerantes à base de cola, energéticos, alguns tipos de chás, etc.</p>
<h2><strong>2) Como saber se meu filho está comendo o suficiente?</strong></h2>
<p>De um modo geral, avalio no consultório o desenvolvimento da criança, o que inclui o peso e a altura. O importante é que a criança evolua nas curvas de crescimento durante um intervalo de tempo.</p>
<p>Se percebo que a criança tem problemas com esse desenvolvimento e apresenta outros sinais, a solicitação de exames bioquímicos pode ser feita, especialmente para checar os níveis de ferro, vitaminas e outros nutrientes.</p>
<p>Lembro que, assim como os adultos, algumas crianças comem mais, outras menos. Se tudo está certo com o desenvolvimento dela, fuja de comparações.</p>
<h2><strong>3) Quando a criança já pode comer açúcar?</strong></h2>
<p>Como os pais são ansiosos com essa questão! A recomendação do Ministério da Saúde, em consonância com outros órgãos de saúde mundiais, é que alimentos adoçados sejam evitados até o segundo ano.</p>
<p>Lembre que a criança terá a vida inteira para consumir alimentos açucarados! E mais: esses alimentos não trazem benefícios para ninguém!</p>
<h2><strong>4) Meu filho não come nada. O que fazer? </strong></h2>
<p>Primeiramente, avalio criteriosamente o que os pais querem dizer com “não come nada”. Muitas vezes, a criança come pouco, mas o necessário para se desenvolver bem. Ou então, rejeita pontualmente um alimento ou um tipo de preparo, o que também é normal.</p>
<p>A partir daí, se de fato diagnosticarmos algum problema alguns exames podem ser solicitados para checar se há alguma condição física que esteja por trás disso (doenças no aparelho digestivo e/ou respiratório, por exemplo).</p>
<p>A maioria das queixas relacionadas à seletividade alimentar, porém, é de origem comportamental. A saída para melhorar a situação, em geral, é criar uma <a href="https://blog.descobrindocriancas.com.br/2023/03/21/introducao-alimentar-a-importancia-da-educacao-alimentar/">rotina alimentar</a> agradável, sem distrações, incentivando as refeições em família sempre que possível.</p>
<p>Também vale oferecer os alimentos recusados mais vezes e de outras formas (se ela não gosta de espinafre refogado, ele pode ser adicionado a panquecas ou tortas, por exemplo), além de substituí-los por outros do mesmo grupo alimentar.</p>
<p>Mas atenção, forçar a criança a comer ou fazer chantagens não adianta. Temos vários textos que trazem esse assunto aqui no blog, caso queira se aprofundar mais.</p>
<h2><strong>5) Como evitar a obesidade infantil desde cedo?</strong></h2>
<p>A prevenção é mesmo a palavra-chave, já que o tratamento da obesidade, uma doença multifatorial, é mais complexo. A prevenção começa na gestação, porque o estado nutricional da grávida influencia o peso do bebê desde o início da vida.</p>
<p>Hoje sabemos também que o aleitamento materno prolongado (por 2 anos ou mais) também é um fator de proteção contra a obesidade. Planejar uma introdução alimentar adequada também é importante.</p>
<p>Ela deve ser feita no período recomendado e de forma adequada (quanto mais equilibrada e natural, melhor). Além disso, a família toda deve investir em bons hábitos alimentares e a criança deve ter uma vida ativa.</p>
<h2><strong>6) Posso dar suplementos alimentares para o meu filho?</strong></h2>
<p>A suplementação só deve ser realizada com supervisão do pediatra e do nutricionista, após avaliação e diagnóstico de carência de algum nutriente. O Ministério da Saúde considera as crianças um grupo mais vulnerável, portanto, os limites de consumo e os ingredientes autorizados são diferenciados².</p>
<h2><strong>7) Ele só come na frente de telas. E agora?</strong></h2>
<p>Esse tipo de distração na hora de comer é prejudicial porque a criança não consegue perceber o quanto come (levando-a a ingerir mais ou menos comida do que precisa), ou seja, atrapalha a saciedade.</p>
<p>O hábito também interfere no reconhecimento da textura e do sabor dos alimentos, e tudo isso pode levar à obesidade, entre outros problemas alimentares.</p>
<p>O ideal é fazer com que as crianças aumentem a concentração com a alimentação. Temos um texto aqui especial sobre <a href="https://blog.descobrindocriancas.com.br/2024/09/24/os-perigos-do-uso-de-telas-durante-as-refeicoes/">os perigos do uso de telas durante as refeições</a>.</p>
<h2><strong>8) Não consumo alimentos com lactose e glúten, posso eliminá-los da alimentação do meu filho?</strong></h2>
<p>A restrição desses ou de outros grupos alimentares só é indicada quando houver de fato um diagnóstico que a recomende, como é o caso de pessoas com a doença celíaca, que devem abrir mão do glúten. Do contrário, pode até mesmo ser prejudicial, já que a criança vai deixar de consumir certos nutrientes em um período importante para seu desenvolvimento.</p>
<h2><strong>9) Os alimentos orgânicos causam menos alergia nas crianças?</strong></h2>
<p>Esses alimentos podem ser mais saudáveis porque contêm menos agrotóxicos. Aconselho aos pais que sempre chequem se os alimentos comprados possuem uma certificação adequada, ou seja, se são de fato orgânicos. Mas não quer dizer que sejam menos alergênicos.</p>
<p>Se a criança tiver alergia a uma determinada substância, como amendoim, por exemplo, vai apresentar reações alérgicas de qualquer maneira, seja o alimento orgânico ou não.</p>
<h2><strong>10 ) Criança pode fazer “dieta” para emagrecer?</strong></h2>
<p>Não! Nenhuma criança deve fazer protocolos para perda de peso. Exceto em casos extremos e sempre sob orientação de um médico ou nutricionista.</p>
<p>Crianças com sobrepeso ou obesidade devem receber aconselhamento nutricional para modificar seus hábitos alimentares e corrigir possíveis excessos, mas sem seguir dietas restritivas.</p>
<p>¹ Cafeína: Cuidado com as crianças &#8211; <a href="https://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/23771c-NA_Cafeina_cuidado_com_as_Crc.pdf">Nota de alerta</a> &#8211; Sociedade Brasileira de Pediatria. Acessado em 28/01/2025:</p>
<p>² Disponível no <a href="https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/alimentos/suplementos-alimentares">site</a> da ANVISA. &gt; Acesso em: 28/01/2025.</p>
<p><em>Fabiana Jarussi</em></p>
<p><em>Nutricionista – CRN 11217</em></p>
<p>O post <a href="https://blog.descobrindocriancas.com.br/2025/02/04/10-duvidas-comuns-no-escritorio-de-nutricao/">10 dúvidas comuns no consultório de nutrição</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.descobrindocriancas.com.br">Blog Descobrindo Crianças</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>CONSENSO DE ALIMENTAÇÃO COMPLEMENTAR DA LASPGHAN 2023</title>
		<link>https://blog.descobrindocriancas.com.br/2024/11/12/consenso-de-alimentacao-complementar-da-laspghan-2023/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabiana Jarussi [Nutricionista]]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Nov 2024 11:37:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Nutrição]]></category>
		<category><![CDATA[Alimentação Complementar]]></category>
		<category><![CDATA[Blog Descobrindo Crianças]]></category>
		<category><![CDATA[Nutrição Infantil]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O que a LASPGHAN relata a alimentação complementar. LASPGHAN é ... <a title="CONSENSO DE ALIMENTAÇÃO COMPLEMENTAR DA LASPGHAN 2023" class="read-more" href="https://blog.descobrindocriancas.com.br/2024/11/12/consenso-de-alimentacao-complementar-da-laspghan-2023/">Ler +</a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O que a LASPGHAN relata a alimentação complementar.</p>
<p>LASPGHAN é a Sociedade Latino-Americana de Gastroenterologia, Hepatologia e Nutrição Pediátrica.</p>
<p>É uma sociedade científica composta por médicos pediatras e outros profissionais de saúde pediátrica toda América Latina.</p>
<p>Todos os anos a LASPGHAN organiza eventos com o intuito de que os profissionais compartilhem conhecimentos e experiências de suas áreas de atuação.</p>
<p>O último Consenso de alimentação complementar da LASPGHAN aconteceu em 2023 no Brasil e contou com a participação de 30 países e com mais de 1300 profissionais inscritos.</p>
<p>Nesse texto, vou compartilhar com vocês um resumo das recomendações desse Consenso de alimentação complementar<a href="#_ftn1" name="_ftnref1">[1]</a>.</p>
<ul>
<li>LEITE MATERNO:
<ul>
<li>O aleitamento materno deve ser incentivado e exclusivo durante os primeiros 6 meses de idade.</li>
<li>Em lactentes amamentados exclusivamente, recomenda-se o início da alimentação complementar aos 6 meses de idade.</li>
<li>Manter o aleitamento materno durante a alimentação complementar e até pelo menos 2 anos de idade.</li>
<li>A alimentação complementar em lactentes que receberam exclusivamente leite materno deve ser iniciada e mantida com alimentos de alta biodisponibilidade de ferro, zinco, cálcio, vitamina A e folato, tais como carne vermelha, vísceras, etc.</li>
</ul>
</li>
</ul>
<ul>
<li>FÓRMULA INFANTIL:
<ul>
<li>Nos lactentes alimentados com fórmula infantil (parcial ou totalmente), a alimentação complementar pode ser iniciada com 4 meses de idade.</li>
<li>Em lactentes saudáveis alimentos com fórmula infantil, a alimentação complementar pode ser iniciada com qualquer grupo alimentar, mas 2 semanas após o início, pelo menos um alimento de cada grupo deve ser oferecido.</li>
</ul>
</li>
</ul>
<ul>
<li>PREMATURO:
<ul>
<li>O início da alimentação complementar no prematuro pode ocorrer entre 4 e 6 meses da idade corrigida.</li>
<li>No prematuro, a alimentação complementar deve incluir todos os grupos alimentares, dando preferência aos alimentos com maior teor energético e proteico e com nutrientes como ferro, zinco, cálcio, vitamina A e folato.</li>
</ul>
</li>
</ul>
<ul>
<li>ALIMENTAÇÃO PERCEPTIVA:
<ul>
<li>Baseia-se nos sinais de fome e saciedade emitidos pela criança, no seu reconhecimento e na reposta correta do cuidador.</li>
</ul>
</li>
</ul>
<p>Ou seja, é importante que os cuidadores compreendam que os lactentes têm uma capacidade gástrica limitada e necessitam de porções e volumes adequados para sua idade e etapa de seu desenvolvimento.</p>
<p>Respeitar os sinais do lactente e lembrar que os bebês não conseguem verbalizar suas necessidades é fundamental.</p>
<ul>
<li>VEGANISMO:
<ul>
<li>Na alimentação complementar não é recomendado esquemas veganos crus e veganos macrobióticos.</li>
<li>Na situação em que cuidadores solicitem aconselhamento para implementar um esquema de alimentação complementar vegetariana, isto deve ser feito sob estrita supervisão de um profissional médico e nutricional habilitado.</li>
</ul>
</li>
<li>ÁGUA:
<ul>
<li>A ingestão de água potável natural pode ser oferecida desde o início da alimentação complementar.</li>
<li>A quantidade de água potável durante o período de alimentação complementar deve ser de aproximadamente 60 a 150mL para lactentes de 6 a 8 meses de idade, 240 a 300mL para lactentes de 9 a 11 meses e 450 a 600mLnpara lactentes entre 12 e 23 meses.</li>
</ul>
</li>
</ul>
<ul>
<li>ALIMENTOS AÇUCARADOS E SUCOS:
<ul>
<li>O uso de açúcar adicionado aos alimentos deve ser desencorajado durante os primeiros 2 anos de idade.</li>
<li>No primeiros 2 anos de idade também não é recomendada a ingestão de sucos naturais, industrializados ou qualquer outra bebida com adição de açúcares.</li>
<li>Não é recomendada a ingestão de bebidas cafeinadas, chás, infusões, refrigerantes, bebidas vegetais (amêndoa, aveia, arroz, soja, coco, entre outras) bebidas açucaradas e caldos nos primeiros 2 anos de idade.</li>
<li>Sopas são permitidas considerando o preparo e que contenha pelo menos 75% de alimentos sólidos.</li>
</ul>
</li>
</ul>
<ul>
<li>MEL:
<ul>
<li>Dada a potencial contaminação com esporos da bactéria <em>Clostridium botulinum </em>no mel, a sua ingestão não é recomendada para crianças menores de 2 anos de idade.</li>
</ul>
</li>
</ul>
<ul>
<li>SAL:
<ul>
<li>O uso racional do sal no preparo dos alimentos é considerado aceitável (apenas nas preparações) a partir dos 12 meses de idade.</li>
<li>Os temperos podem ser utilizados durante o preparo dos alimentos, preferencialmente após a criança ter sido exposta aos alimentos em seu sabor original.</li>
</ul>
</li>
<li>BLW E BLISS:
<ul>
<li>As abordagens de introdução de textura BLW (<em>Baby-Led Weaning</em>) ou BLISS (<em>Baby-Led Introduction to Solids</em>) devem ser aconselhadas por um nutricionista ou médico treinado. Os pais devem estar plenamente conscientes dos riscos que podem acarretar.</li>
<li>O método BLW tem como principal característica permitir que o bebê se alimente sozinho. O objetivo é encorajar que ele coma com a mão, pegando os alimentos e levando-os até a boca. Por consequência, o método acaba promovendo uma autonomia maior durante o processo da introdução alimentar.</li>
<li>O método BLISS é uma variação do BLW. O método também consiste em cortar os alimentos em pedaços grandes e permitir que o bebê pegue sozinho. Porém, há uma preocupação maior com a composição nutricional do prato e em evitar alimentos que possam oferecer maior risco de engasgo.</li>
</ul>
</li>
</ul>
<ul>
<li>ALIMENTOS ALERGÊNICOS:
<ul>
<li>Uma vez introduzida a alimentação complementar, todos os alimentos devem ser introduzidos, inclusive aqueles considerados potencialmente alergênicos, tais como ovos, peixes, trigo, ostras, soja, milho, mariscos e derivados, laticínios, etc, independentemente do histórico familiar de atopia.</li>
<li>A exposição a alimentos alergênicos deve ser feita frequentemente, pelo menos 2 vezes na semana, de forma a induzir e manter a tolerância imunológica.</li>
<li>Nos lactentes com alergias diagnosticadas, a introdução de alimentos considerados potencialmente alergênicos não é recomendada.</li>
</ul>
</li>
</ul>
<ul>
<li>ALIMENTAÇÃO COMPLEMENTAR ADEQUADA:
<ul>
<li>O peso dos lactentes não deve ser um indicador para iniciar ou a atrasar a alimentação complementar, mas sim os sinais de prontidão presentes.</li>
<li>Um novo alimento pode ser introduzido todos os dias. Caso não seja possível diariamente, não se deve ultrapassar 3 dias para a inclusão de um novo alimento.</li>
<li>A alimentação complementar deve ser variada, com alimentos de todos os grupos e certificando-se que os 5 gostos básicos estão presentes. 4 semanas após o início da alimentação complementar, pelos menos 2 alimentos de cada grupo devem ser incorporados.</li>
<li>A partir do inicio da alimentação complementar, podem ser oferecidas 3 refeições.</li>
<li>Deve ser promovida a exposição diária a frutas e vegetais variados para se conseguir uma melhor aceitação desses alimentos a longo prazo.</li>
<li>Bebês amamentados saudáveis requerem cerca de 10 exposições a alimento (especialmente vegetais) para terem reações positivas e aceitação a longo prazo.</li>
<li>Em bebês com maior sensibilidade a sabores e texturas ou alimentos com fórmula podem ser necessárias até 15 exposições para aceitação a curto e longo prazo.</li>
<li>A quantidade de alimento por refeição durante o período de alimentação complementar é de aproximadamente de 3 a 4 colheres de sopa para bebês de 6 a 8 meses de idade, 4 a 8 colheres de sopa para bebês entre 9 e 11 meses e de 8 a 12 colheres de sopa para bebês ente 12 e 23 meses de idade.</li>
<li>Recomenda-se começar com purês amassados e progredir para texturas grumosas e sólidos macios até os 10 meses de idade para reduzir o risco de aversão às texturas.</li>
</ul>
</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p>Para ter acesso ao documento completo e original, clique em <a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2255534X23000075?via%3Dihub">https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2255534X23000075?via%3Dihub</a>.</p>
<p>Se quiser outros artigos sobre esse tema, navegue pelo blog! Escrevi uma série bem completa sobre o tema!</p>
<p>E lembre-se sempre!</p>
<p>Os primeiros anos de vida do bebê representam uma incrível janela de oportunidades para que aprendam a aceitar e adquiram gosto por alimentos saudáveis, estabelecendo um padrão alimentar que pode prevenir muitas doenças a longo prazo. Invista na Nutrição nos primeiros anos de vida!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Por <a href="https://blog.descobrindocriancas.com.br/fabiana-cristina-da-silva-jarussi/">Fabiana Jarussi</a></p>
<p>Referência</p>
<p><a href="#_ftnref1" name="_ftn1">[1]</a> Vázquez-Frias R, Ladino L, Bagés-Mesa MC et al. Consenso de alimentación complementaria de la Sociedad Latinoamericana de Gastroenterología, Hepatología y Nutrición Pediátrica: COCO 2023. Rev Gastroenterol Méx. 2023;88:57&#8212;70.</p>
<p>O post <a href="https://blog.descobrindocriancas.com.br/2024/11/12/consenso-de-alimentacao-complementar-da-laspghan-2023/">CONSENSO DE ALIMENTAÇÃO COMPLEMENTAR DA LASPGHAN 2023</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.descobrindocriancas.com.br">Blog Descobrindo Crianças</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>OS PERIGOS DO USO DE TELAS DURANTE AS REFEIÇÕES</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabiana Jarussi [Nutricionista]]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Sep 2024 14:11:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Nutrição]]></category>
		<category><![CDATA[Nutrição Infantil]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde mental infantil]]></category>
		<category><![CDATA[Telas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O uso das Telas durante as  refeições combinam? Quem nunca ... <a title="OS PERIGOS DO USO DE TELAS DURANTE AS REFEIÇÕES" class="read-more" href="https://blog.descobrindocriancas.com.br/2024/09/24/os-perigos-do-uso-de-telas-durante-as-refeicoes/">Ler +</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O uso das Telas durante as  refeições combinam?</p>
<p>Quem nunca de deparou com essa situação: crianças assistindo vídeos no celular ou tablet enquanto os pais enfiam colheradas em sua boca.</p>
<p>Ou ainda, assistindo um desenho na televisão, enquanto realiza as refeições no sofá.</p>
<p>Este cenário é muito mais comum do que imaginamos e ouço bastante no consultório que a única maneira da criança comer é em frente às telas. Isto é um perigo para a saúde.</p>
<p>Mas essa situação não é recente. Já reparou que os formatos foram apenas adaptados?</p>
<p>Antigamente, na hora do almoço, ligávamos a televisão ou o rádio no programa do meio dia. Hoje, as telas continuam presentes, mas em formatos e tamanhos variados.</p>
<p>O uso de telas já está incorporado na nossa rotina. Afinal, a maioria das pessoas trabalham com o uso de celulares, computadores&#8230; Muitas crianças se utilizam de tablets ou notebooks em atividades escolares.</p>
<p>Muito difícil abrimos mão desta tecnologia e do uso das telas. Mas não podemos ser reféns dela, especialmente durante as refeições.</p>
<p><a href="https://blog.descobrindocriancas.com.br/2022/06/11/as-telas-sao-mocinhas-ou-vilas/">https://blog.descobrindocriancas.com.br/2022/06/11/as-telas-sao-mocinhas-ou-vilas/</a></p>
<p>A Academia Americana de Pediatria preconiza que o tempo do uso das telas dispendido em frente à TV pelos jovens não deva ultrapassar 1h a 2h por dia<a href="#_ftn1" name="_ftnref1">[1]</a>.</p>
<p>No entanto, observa-se aumento crescente desta exposição em nível mundial. Nos Estados Unidos, em 10 anos, o tempo médio gasto em frente à televisão por crianças e adolescentes de 8 a 18 anos de idade aumentou de 3h45min para 4h30min por dia, e, somado às horas despendidas com videogame, computador, e outras mídias, o tempo em frente a telas aumentou de 7h30min para quase 11h diárias.<a href="#_ftn2" name="_ftnref2">[2]</a></p>
<p>No Brasil, a Pesquisa Nacional de Saúde Escolar (PeNSE) mostrou que 79,5% dos escolares do nono ano no ensino fundamental assistiam TV por duas ou mais horas diárias<a href="#_ftn3" name="_ftnref3">[3]</a>. Já a Pesquisa Brasileira de Mídia 2015 observou que os indivíduos entre 16 e 25 anos assistem cerca de 4h19min de TV por dia.<a href="#_ftn4" name="_ftnref4">[4]</a></p>
<p>Entendo que na correria do dia-a-dia, as telas parecem ser tentadoras para distrair as crianças de forma segura. Nos grandes centros urbanos, a preocupação com a segurança das crianças têm impedido muitas de brincarem de forma rotineira em ruas, praças ou parquinhos públicos.</p>
<p>E para muitas famílias atrair a atenção das crianças para brincadeiras ou outras atividades de lazer, demanda muito esforço em uma rotina apertada.</p>
<p>Pensando do ponto de vista da Nutrição, o uso de telas está no caminho totalmente oposto às orientações que sugerimos para termos uma alimentação saudável.</p>
<p>Alimentar-se bem vai além da comida colocada no prato. Implica também em se conectar com os alimentos e tornar a refeição um momento de prazer e auto-cuidado.</p>
<p>A experiência de uma refeição é muito importante no desenvolvimento de uma criança, já que esse é um momento de exploração, onde ela começa a entender que comer não é apenas ingerir um alimento.</p>
<p>Esse momento é também de aprendizagem, já que é preciso tocar os alimentos, levar a boca, entender às texturas, sabores e temperaturas.</p>
<p>As refeições também trabalham o desenvolvimento social, uma vez que alimentar-se pode ser considerada uma atividade social, pois é a hora de sentar à mesa e compartilhar com a família e amigos.</p>
<p>Esse ambiente trabalha a habilidade de interagir com outras pessoas, então é importante que seja uma ocasião tranquila e acolhedora na rotina diária.</p>
<p>Durante as refeições é preciso evitar distrações e trazer a concentração para o alimento que está sendo consumido.</p>
<p>Quando a criança está na frente de uma tela, toda a concentração está naquilo que ela está vendo e ouvindo, enquanto ela deveria estar com o foco total nos alimentos que está consumindo.</p>
<p>Isso pode atrapalhar o desenvolvimento do paladar, uma vez que ela não está concentrada nas diferentes texturas, sabores e temperaturas dos alimentos. Também pode levar a criança a comer mais, já que aos poucos essa desconexão pode prejudicar a habilidade de identificar os sinais de saciedade enviados pelo organismo infantil.</p>
<p>Sem contar o estímulo para a escolha de alimentos menos saudáveis. Segundo uma pesquisa realizada pela Universidade Federal de Santa Catarina, crianças e adolescentes que usam mais telas à noite tendem a consumir menos alimentos saudáveis nas refeições noturnas.</p>
<p>Em vez de frutas, verduras e legumes, a dieta desses jovens pode conter mais alimentos ultraprocessados e ricos em açúcares e gorduras, como doces, hambúrguer e pizza<a href="#_ftn5" name="_ftnref5">[5]</a>.</p>
<p>Mas como controlar o uso das telas durante as refeições? Confira algumas dicas que passo para os pacientes:</p>
<ol>
<li>Mostre que dá tempo de fazer tudo!</li>
</ol>
<p>Você pode começar criando uma tabelinha de regras e horários, que tal? A ideia é não fazer algo impositivo demais, mas algo que a criança tenha vontade de cumprir. Inclua na tabela tarefas que a criança goste de fazer.</p>
<p>Coloque em um mural os sete dias da semana, inserindo o tempo para os eletrônicos e outras coisas, como dia do quebra-cabeça, dia de ir ao parque e até receitas saborosas, para que ela te ajude no preparo! Pode ser o dia do macarrão, por exemplo.</p>
<p>A ideia aqui é mostrar que o momento de comer não vai tirar o tempo da criança de se entreter com os eletrônicos.</p>
<ol start="2">
<li>Incentive na prática</li>
</ol>
<p>Procure não mexer no celular durante as refeições, afinal de contas, a criança precisa interagir com alguém, não é? Então, para voltar a atenção a ela, é importante mostrar que você tem interesse em aproveitar o momento longe das telas também. Afinal, os pais são os exemplos!</p>
<p>Você pode criar junto à criança uma caixinha decorada com personagens para colocar os celulares e os controles da tv e do videogame, por exemplo, na hora de comer.</p>
<ol start="3">
<li>Estimule o diálogo</li>
</ol>
<p>À mesa ou fora dela: é mais legal conversar ao vivo e a cores do que digitar e assistir alguém que não está te enxergando do outro lado da tela!</p>
<p>Converse sobre assuntos que a criança goste, como os desenhos que assiste ou os temas que ela aprendeu na escola. O importante é ela se sentir confortável e engajada para continuar a conversa.</p>
<p>O estímulo (ou a falta dele) pode ajudar na criação de novos hábitos! Ao nos afastarmos das telas, a probabilidade de mexermos nelas sem nos darmos conta é muito menor.</p>
<p>Muitas vezes, o ato de mexer no eletrônico é automático, sem que prestemos atenção no que estamos fazendo. Quando deixamos longe o objeto responsável pelo hábito nós não somos estimulados a utilizá-lo!</p>
<p>É assim que funciona o chamado “loop de hábito”, que acontece em três fases: a deixa (um gatilho que nos estimula a tomar determinada decisão); a rotina (a frequência com que isso acontece); e a recompensa (que nos faz memorizar a ação até que se torne um hábito).</p>
<p>Por isso, a dica de “plantar” um estímulo em um local para criar um hábito (inserir os celulares e controles em uma caixinha antes de comer) ou retirar o estímulo responsável por um antigo hábito (afastar os eletrônicos da mesa) funciona!</p>
<p>Invista na conexão de toda a família na hora das refeições. Leve sua criança para a cozinha. Coisas incríveis vão acontecer! Façam as refeições de forma calma, tranquila e prazerosa. Afinal, nossa rotina já é cansativa e corrida demais!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Referência</strong></p>
<p><a href="#_ftnref1" name="_ftn1">[1]</a> American Academy of Pediatrics, Committee on Public Education. Children, adolescents, and elevision. Pediatrics. 2001;107(2):423-6. DOI:10.1542/peds.107.2.423</p>
<p><a href="#_ftnref2" name="_ftn2">[2]</a> Rideout VJ, Foehr UG, Roberts DF. Generation M2 : media in the lives of 8-to 18-year olds: a Kaiser Family Foundation Study. Menlo Park, CA: The Henry J Kaiser Family Foundation; 2010 [citado 2015 jul 27]. Disponível em: http://files.eric.ed.gov/ fulltext/ED527859.pdf. Acesso em: 27.ago.2024</p>
<p><a href="#_ftnref3" name="_ftn3">[3]</a> Levy RB, Castro IRR, Cardoso LO, Tavares LF, Sardinha LMV, Gomes FS et al. Consumo e comportamento alimentar entre adolescentes brasileiros: Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), 2009. Cienc Saude Coletiva. 2010;15 Supl 2:3085-97. DOI:10.1590/S1413-81232010000800013</p>
<p><a href="#_ftnref4" name="_ftn4">[4]</a> Presidência da República (BR), Secretaria de Comunicação Social. Pesquisa Brasileira de Mídia 2015: hábitos de consumo de mídia pela população brasileira. Brasília (DF): Secom; 2014 [citado 2015 jul 27]. Disponível em: http://www. secom.gov.br/atuacao/pesquisa/ lista-de-pesquisas-quantitativase-qualitativas-de-contratos-atuais/ pesquisa-brasileira-de-midiapbm-2015.pdf Presidência da República (BR), Secretaria de Comunicação Social. Pesquisa Brasileira de Mídia 2015: hábitos de consumo de mídia pela população brasileira. Brasília (DF): Secom; 2014 [citado 2015 jul 27]. Disponível em: http://www. secom.gov.br/atuacao/pesquisa/ lista-de-pesquisas-quantitativase-qualitativas-de-contratos-atuais/ pesquisa-brasileira-de-midiapbm-2015.pdf</p>
<p><a href="#_ftnref5" name="_ftn5">[5]</a>Roberto DMT, Basniak LC, Costa SS, Silva SS, Vieira FGK, Hinnig PF. Association between screen use at night, food consumption at dinner, and evening snack in schoolchildren aged 7 to 14 years with and without overweight, Florianópolis, Santa Catarina, Brazil. Rev Nutr. 2024;37:e230108. <a href="https://doi.org/10.1590/1678-%209865202437e230108">https://doi.org/10.1590/1678- 9865202437e230108</a>. Acesso em: 29.ago.2024</p>
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			</item>
		<item>
		<title>DEFICIÊNCIAS NUTRICIONAIS NA PRIMEIRA INFÂNCIA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabiana Jarussi [Nutricionista]]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Jul 2024 21:06:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bebês]]></category>
		<category><![CDATA[Desenvolvimento infantil]]></category>
		<category><![CDATA[Nutrição]]></category>
		<category><![CDATA[B]]></category>
		<category><![CDATA[Blog Descobrindo Crianças]]></category>
		<category><![CDATA[Introdução Alimentar]]></category>
		<category><![CDATA[Nutrição Infantil]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Deficiências nutricionais são comuns na infância devido ao rápido crescimento das crianças. Entenda todas as informações a seguir. </p>
<p>O post <a href="https://blog.descobrindocriancas.com.br/2024/07/26/deficiencias-nutricionais-na-primeira-infancia/">DEFICIÊNCIAS NUTRICIONAIS NA PRIMEIRA INFÂNCIA</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.descobrindocriancas.com.br">Blog Descobrindo Crianças</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>É comum bebês e crianças possuírem deficiências nutricionais na primeira infância, pois essa etapa é caracterizada por um rápido crescimento e desenvolvimento físico e cognitivo, havendo grande demanda de energia e nutrientes.</p>





<p>Deficiências de micronutrientes no início da vida podem prejudicar significativamente a saúde a longo prazo. Uma nutrição pobre durante o desenvolvimento inicial não apenas aumenta o risco de doenças para a criança, mas também aumenta a suscetibilidade para desenvolver condições médicas significativas ao longo da vida, como por exemplo:</p>



<ul>
<li>Raquitismo;</li>
<li>Anemia;</li>
<li>Doença coronariana;</li>
<li>Diabetes tipo 2;</li>
<li>Câncer;</li>
<li>Osteoporose;</li>
<li>Deficiências Nutricionais e Peso Corporal.</li>
</ul>



<p>Um ponto importante a destacar é que as deficiências nutricionais <strong>não têm relação direta com o peso</strong>. Crianças abaixo, acima ou no peso ideal podem apresentar problemas nutricionais.</p>



<h2><strong>Deficiência Nutricional no Brasil</strong></h2>



<p>A deficiência nutricional durante a infância é um problema comum em todo o mundo, afetando também crianças brasileiras. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), quase um terço da população mundial infantil é afetada por uma ou mais deficiências de micronutrientes.</p>
<p>De acordo com o Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil &#8211; <a href="https://enani.nutricao.ufrj.br/relatorios/">ENANI</a>, as crianças brasileiras possuem carências nutricionais importantes, sendo elas: </p>





<h3><strong>Ferro</strong></h3>
<ul>
<li><strong>Funções no organismo</strong>: Necessário para o transporte do oxigênio, produção de energia e formação do sangue;</li>
<li><strong>Fontes alimentares</strong>: Carnes (especialmente vermelhas), fígado, leguminosas (feijões), sementes e folhas verde-escuras;</li>
<li><strong>Consequências da carência</strong>: Anemia, falta de apetite, cansaço, fadiga e queda de cabelo.</li>
</ul>



<h3><strong>Zinco</strong></h3>



<ul>
<li><strong>Funções no organismo</strong>: Importante para o bom funcionamento cerebral, desenvolvimento e crescimento infantil;</li>
<li><strong>Fontes alimentares</strong>: Carnes vermelhas, frutos do mar, ovos, nozes e leguminosas (feijões);</li>
<li><strong>Consequências da carência</strong>: Redução da taxa de crescimento, dificuldade de aprendizagem, diminuição do apetite e paladar.</li>
</ul>



<h3><strong>Vitamina A</strong></h3>



<ul>
<li><strong>Funções no organismo</strong>: Papel importante na manutenção da visão;</li>
<li><strong>Fontes alimentares</strong>: Ovos, peixes, laticínios e alimentos alaranjados como cenoura, abóbora e manga;</li>
<li><strong>Consequências da carência</strong>: Alteração na visão e cegueira noturna.</li>
</ul>



<h3><strong>Vitamina B12</strong></h3>



<ul>
<li><strong>Funções no organismo</strong>: Apoia o desenvolvimento motor;</li>
<li><strong>Fontes alimentares</strong>: Carnes (especialmente vermelhas), vísceras, gema de ovo, frutos do mar e laticínios;</li>
<li><strong>Consequências da carência</strong>: Anemia perniciosa, cansaço, perda de apetite e alterações neurológicas.</li>
</ul>



<h3><strong>Vitamina D</strong></h3>



<ul>
<li><strong>Funções no organismo</strong>: Importante para o desenvolvimento dos ossos;</li>
<li><strong>Fontes alimentares</strong>: Gema do ovo, fígado, sardinha, leite e manteiga, além de exposição ao sol;</li>
<li><strong>Consequências da carência</strong>: Alteração na saúde óssea, suores noturnos, fraqueza muscular e vertigem.</li>
</ul>



<h2><strong>Prevenção das Deficiências Nutricionais</strong></h2>
<p>Diversos hábitos podem ser adotados para ajudar na prevenção de deficiências nutricionais na primeira infância. Abaixo listamos as principais sugestões que auxiliarão no processo de nutrição dos pequenos. Veja a seguir:</p>



<h3><strong>Primeiros 1000 Dias</strong></h3>



<p>Já conversamos sobre a importância dos mil primeiros dias na saúde das crianças e o impacto da nutrição nesse período para as demais fases da vida. Se você ainda não leu esse artigo, <a href="https://blog.descobrindocriancas.com.br/2020/12/01/alimentacao-nos-primeiros-1000-dias/">clique aqui</a>.</p>



<p>Os primeiros 1000 dias são uma grande janela de oportunidades para impactar de forma positiva a saúde das crianças com resultados que serão sentidos ao longo dos anos futuros.</p>
<p>Esse período compreende desde a concepção até os dois anos de idade, e a nutrição durante a gestação até a chegada da alimentação sólida faz total diferença no impacto nutricional das crianças.</p>



<h3><strong>Amamentação</strong></h3>



<p>A gestante deve fazer o pré-natal, tomar os suplementos recomendados para esta fase e ser encorajada a amamentar. Sabemos hoje que a amamentação nos primeiros minutos de vida é muito importante para as crianças.</p>
<p>Mesmo aquelas mães que tiverem dificuldade devem ser estimuladas a amamentar. O leite materno sempre é a melhor recomendação para as crianças.</p>



<p>A mãe deve ser incentivada e ajudada por toda a sua rede de apoio para conseguir amamentar. Nesse sentido, o acolhimento e auxílio em muitos aspectos da sua rede de apoio são cruciais. Temos também um artigo explicando só sobre esse assunto. Não deixe de ler, <a href="https://blog.descobrindocriancas.com.br/2021/08/03/amamentacao-e-promocao-de-saude/">clicando aqui</a>.</p>



<h3><strong>Alimentação Complementar</strong></h3>



<p>Quando a criança completa seis meses, geralmente diminui-se a amamentação e se inicia a alimentação complementar. Essa é outra fase muito importante para a nutrição, pois evita carências nutricionais a curto, médio e longo prazo. </p>



<h3><strong>Alimentação para Crianças Maiores de 2 Anos</strong></h3>



<p>Como deve ser o prato? A variedade do cardápio contribui para a nutrição adequada em todas as idades. É importante incluir uma gama de nutrientes: vitaminas e minerais (especialmente os listados acima), além de alimentos proteicos e energéticos (carboidratos).</p>
<p>Colocarei algumas informações aqui, mas trarei informações específicas em outro texto. O que posso resumir para vocês, é que a variedade do cardápio contribui para a nutrição adequada, em TODAS as idades.</p>
<p>Segundo o <a href="https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_alimentar_populacao_brasileira_2ed.pdf">Guia Alimentar para a População Brasileira</a>, o prato adequado de após a introdução alimentar deveria ser assim:</p>
<figure id="attachment_6843" aria-describedby="caption-attachment-6843" style="width: 533px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class=" wp-image-6843" src="https://blog.descobrindocriancas.com.br/wp-content/uploads/deficiencias-nutricionais-na-primeira-infancia-720x541.png" alt="Deficiências nutricionais na primeira infância" width="543" height="408" srcset="https://blog.descobrindocriancas.com.br/wp-content/uploads/deficiencias-nutricionais-na-primeira-infancia-720x541.png 720w, https://blog.descobrindocriancas.com.br/wp-content/uploads/deficiencias-nutricionais-na-primeira-infancia-768x577.png 768w, https://blog.descobrindocriancas.com.br/wp-content/uploads/deficiencias-nutricionais-na-primeira-infancia.png 787w" sizes="(max-width: 543px) 100vw, 543px" /><figcaption id="caption-attachment-6843" class="wp-caption-text">Deficiências nutricionais na primeira infância<br />                   Foto: montagem / Guia Alimentar para a População Brasileira</figcaption></figure>



<h2><strong>Dicas Básicas de Nutrição</strong></h2>



<p>Abaixo destaco algumas dicas que farão a diferença na hora de cuidar da nutrição de suas crianças e prevenir principais deficiências nutricionais na primeira infância. Veja a seguir:</p>



<ul>
<li>Inclua sempre alimentos de origem animal nas refeições principais, como carnes e laticínios. Caso a criança seja vegetariana, procure orientação nutricional específica para evitar carências nutricionais;</li>
<li>Se for oferecer sucos, sempre coloque uma fonte de vitamina C como laranja e limão, além de vegetais verde-escuros. Comer a fruta é sempre melhor que tomá-la;</li>
<li>Ofereça o alimento diversas vezes e em diferentes formas de apresentação. Tenho certeza que terá sucesso. Não desista;</li>
<li>Em caso de resistência, mude o tipo de corte: palito, cubos, pedacinhos, alimento inteiro;</li>
<li>Inclua a criança em todas as fases da alimentação, inclusive na compra e preparo;</li>
<li>Ofereça alimentos diferentes do mesmo grupo ao longo dos dias. Por exemplo, hoje batata, amanhã mandioca, depois inhame;</li>
<li>Priorize os alimentos da época (safra), porque geralmente são mais nutritivos;</li>
<li>Monte pratos coloridos, especialmente nas refeições principais &#8211; almoço e jantar. A dica que apresento para os pacientes é ter 5 cores no prato.</li>
</ul>



<h2><strong>Consulta com Nutricionista</strong></h2>



<p>A quantidade das porções adequadas devem ser ajustadas pelo nutricionista, de acordo com a idade, rotina, histórico clínico e atividade física de cada paciente. Na dúvida ou para qualquer questão individual, consulte um nutricionista. </p>
<p>Fabiana Jarussi<br />Nutricionista – CRN 11217</p>
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			</item>
		<item>
		<title>COMPULSÃO ALIMENTAR INFANTIL</title>
		<link>https://blog.descobrindocriancas.com.br/2024/04/06/compulsao-alimentar-infantil/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabiana Jarussi [Nutricionista]]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Apr 2024 11:59:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Nutrição]]></category>
		<category><![CDATA[Alimentação Infantil]]></category>
		<category><![CDATA[Blog Descobrindo Crianças]]></category>
		<category><![CDATA[Compulsão Alimentar]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Compulsão alimentar infantil: Como identificar e prevenir</p>



<p>Estamos acompanhando em um programa de televisão de grande audiência entre os brasileiros, onde uma das participantes apresenta questões importantes sobre compulsão alimentar.</p>



<p>Essa situação nos faz acender um alerta, uma vez que os números da compulsão alimentar e demais transtornos nutricionais têm crescido na infância e são alarmantes.</p>



<p>Segundo uma pesquisa<a id="_ftnref1" href="#_ftn1">[1]</a> realizada na Espanha, cerca de uma em cada cinco crianças entre 6 e 18 anos apresenta algum tipo de desordem alimentar que, se não tratada corretamente, pode se tornar um transtorno alimentar, como anorexia, bulimia e compulsão alimentar. </p>



<p>O mesmo estudo demonstrou que esse comportamento costuma ser mais comum entre as meninas — cerca de 30% delas apresentam a desordem, enquanto isso, o número cai para 17% quando falamos dos meninos.</p>



<p>Esses dados fazem parte de um estudo global, que avaliou mais de 63 mil crianças em 16 países, incluindo o Brasil.</p>



<p>De acordo com a Organização Mundial de Saúde a (<a href="http://Disponível em:< https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2022/setembro/mais-de-70-milhoes-de-pessoas-no-mundo-possuem-algum-disturbio-alimentar. &gt;. Acesso em: 26 feb.2024">OMS</a>), cerca de 4,7% dos brasileiros sofrem de distúrbios alimentares, no entanto, na adolescência esse índice chega até 10%.</p>



<p>Mas o que é compulsão alimentar? </p>



<p>Trata-se de uma ingestão descontrolada de grande quantidade de alimentos, mesmo estando sem fome ou apetite e, muitas vezes, quase sem mastigar, não respeitando a sensação de saciedade.</p>



<p>Pode acontecer de forma inconsciente, onde o paciente nem ao menos percebe o que comeu e qual foi a quantidade.</p>



<p>A compulsão alimentar, assim como outros distúrbios alimentares, pode ocorrer em qualquer estágio da vida, incluindo o infantil.</p>



<p>Os episódios geralmente começam na infância, quando a criança está desenvolvendo suas emoções e lidando com novas experiências, como a rotina escolar, por exemplo. </p>



<p>No entanto, o diagnóstico do transtorno de compulsão alimentar é mais comum na adolescência.</p>



<p>Os episódios são comuns na infância porque muitas mudanças são capazes de despertar sensibilidades nessa fase, e a comida pode ser um consolo para lidar com a ansiedade causada por dificuldades e transformações. Inseguranças com o corpo, comparações com os colegas e buliying são comuns. </p>



<p>Vimos muito essa situação no reality show comentado no início desse texto.</p>



<p>Contudo, existe uma diferença sutil entre comer em excesso e compulsivamente. Muitas vezes, a primeira situação está ligada aos hábitos familiares, geralmente com escolhas práticas e pouco saudáveis.</p>



<p>A criança se acostuma a comer em grandes quantidades porque é saboroso, por exemplo. Mas, não é só ela. </p>



<p>A família toda gosta de comer e ter uma refeição farta. É o exemplo alimentar da criança. Neste caso, rever o cardápio e frear o consumo diário é uma solução para todos!</p>



<p>A compulsão, no entanto, é mais grave, pois trata-se de uma doença que exige orientação profissional, como a de nutricionistas e psicólogos para o suporte emocional.</p>



<p>Por <a href="https://blog.descobrindocriancas.com.br/fabiana-cristina-da-silva-jarussi/">Fabiana Jarussi</a></p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p><a href="#_ftnref1" id="_ftn1">[1]</a> López-Gil JF&nbsp;,&nbsp;García-Hermoso A&nbsp;,&nbsp;Smith L, et al.&nbsp;Proporção global de transtornos alimentares em crianças e adolescentes&nbsp;:&nbsp;uma revisão sistemática e meta-análise&nbsp;.&nbsp;<em>JAMA Pediatr.&nbsp;</em>2023;177(4):363–372.&nbsp;doi:10.1001/jamapediatrics.2022.5848</p>



<p></p>



<p>.</p>
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		<title>COZINHA: LOCAL PARA SE DESENVOLVER HABILIDADES</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabiana Jarussi [Nutricionista]]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Oct 2023 21:16:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Nutrição]]></category>
		<category><![CDATA[Blog Descobrindo Crianças]]></category>
		<category><![CDATA[Cozinha]]></category>
		<category><![CDATA[Nutrição Infantil]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Cozinha: local para se desenvolver habilidades nas crianças.</p>



<p>Todos sabemos que outubro é o mês das crianças.</p>



<p>O que poucos sabem, é que também comemoramos o dia Mundial da Alimentação e devemos sempre que possível, estimular bons hábitos alimentares nas crianças.</p>



<p>Quem conhece meu trabalho sabe que eu sempre repito: cozinha também é lugar de criança. Lá ela pode brincar com os alimentos, aprender a cozinhar, e desenvolver muitas habilidades.</p>



<p>Sem contar que quanto maior é o contato direto da criança com os alimentos, maior é seu repertório de preferências alimentares. </p>



<p>A chance de se alimentar bem aumenta enormemente.</p>



<p>Quando a criança prepara qualquer receita, mesmo que simples, ela fica orgulhosa e se sente mais confiante. Obviamente, que a supervisão de um adulto é fundamental.</p>



<p>No texto de hoje, vou pontuar o quanto a cozinha pode ser enriquecedora para a educação nutricional e para o desenvolvimento cognitivo, sensorial e emocional das crianças.</p>



<p>Cozinhar não é só preparar algo para comer.</p>



<p>É aprimorar os conhecimentos de matemática (pesando, dividindo, medindo), é melhorar a alfabetização (lendo receitas ou escrevendo anotações em seu próprio caderninho), é ampliar os conhecimentos de ciências (observando as diferentes técnicas de preparo), é aumentar o conhecimento de geografia e história (aprendendo sobre a origem dos ingredientes e das receitas), e muito mais!</p>



<p>Vocês já tinham pensado na presença da criança na cozinha com esse olhar? </p>



<p>Além disso, cozinhar estimula os sentidos das crianças, pois ela pega e conhece novas texturas, cheira e experimenta novos sabores.</p>



<p><a href="https://blog.descobrindocriancas.com.br/2023/03/21/introducao-alimentar-a-importancia-da-educacao-alimentar/">Educação Alimentar</a></p>



<p>Se você não está convencido e ainda acha a cozinha um local impróprio para crianças, mesmo com a supervisão de um adulto, vamos lá&#8230;</p>



<p>Cozinhar pode ajudar no desenvolvimento das habilidades motoras finas, na coordenação motora e visomotora. Isso porque, dependendo da idade, a criança poderá cortar alimentos, por exemplo.</p>



<p>A criança também amplia seus conhecimentos de hora e percepção de tempo, pois acompanha o tempo de assar de um bolo, por exemplo.</p>



<p>Para encorajar você a deixar sua criança a se aventurar com você na cozinha, a seguir você encontrará um verdadeiro manual.</p>



<p>Dividi as crianças por faixas etárias, técnicas seguras de culinária e algumas ideias de pratos. Vamos lá?</p>



<p>GRUPO 1: Crianças de 3-5 anos</p>



<p>Nessa fase, a criança aumenta sua capacidade de atenção e consegue realizar qualquer atividade por mais tempo.</p>



<p>Mas quem tem criança dessa idade em casa, sabe que ela também é capaz de parar qualquer atividade quando quiser e largar tudo para continuar depois. </p>



<p>Paciência, porque estamos no início do processo de educação nutricional.</p>



<p>Nesse período a criança começa a gostar de se sentar à mesa (se for estimulada), conversar e comer o alimento que ela ajudou a preparar.</p>



<p>TÉCNICAS DE CULINÁRIA E AÇÕES SEGURAS NA COZINHA:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Ajudar a procurar os ingredientes da receita;</li><li>Tirar e pôr a mesa,</li><li>Amassar alimentos (vegetais, frutas, etc);</li><li>Distribuir (forminhas de cup cake na assadeira, rechear preparações, etc);</li><li>Empanar alimentos;</li><li>Misturar preparações;</li><li>Moldar massas;</li><li>Pincelar (óleo, manteiga, gema sobre massas ou assadeiras);</li><li>Rasgar folhas para a salada ou ervas;</li><li>Lavar vegetais e frutas.</li></ul>



<p>SUGESTÃO DE PRATOS QUE PODEM SER FEITOS COM A AJUDA DA CRIANÇA:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Saladas;</li><li>Sanduíches;</li><li>Montagem de pizzas;</li><li>Sucos;</li><li>Iogurte com frutas;</li><li>Picolé de frutas;</li><li>Biscoitinhos.</li></ul>



<p>GRUPO 2: Crianças de 5-7 anos</p>



<p>Em algum ponto desse estágio, a criança já está pronta para manusear uma faca pequena. Mas é importante que o adulto esteja sempre por perto orientando-a.</p>



<p>Nessa faixa etária a criança já tem mais noção de tempo, peso e leitura. A vontade de ajudar aparecerá naturalmente. </p>



<p>Deixe-a ler as receitas, medir os ingredientes e até adicionar um alimento diferente à receita, uma vez que é a fase da curiosidade e dos por quês.</p>



<p>TÉCNICAS DE CULINÁRIA E AÇÕES SEGURAS NA COZINHA:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Abrir latas e garrafas;</li><li>Cortar alimentos ao meio;</li><li>Cortar alimentos em rodelas grossas;</li><li>Medir ingredientes;</li><li>Moldar;</li><li>Pesar ingredientes e alimentos;</li><li>Quebrar ovo;</li><li>Ralar;</li><li>Abrir massas;</li><li>Espremer e peneirar alimentos.</li></ul>



<p>SUGESTÃO DE PRATOS QUE PODEM SER FEITOS COM A AJUDA DA CRIANÇA:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Ovos mexidos;</li><li>Cuscuz marroquino;</li><li>Hambúrguer de forno;</li><li>Bolos e pães;</li><li>Tortas de liquidificador;</li><li>Vitaminas;</li><li>Salada de frutas.</li></ul>



<p>GRUPO 2: Crianças de 7-11 anos</p>



<p>É a fase da independência e da autoconfiança. É muito provável que em algum momento dessa etapa, a criança possa fazer sozinha a receita. </p>



<p>Tente dar apoio para que ela se sinta no comando, mas fique por perto, caso ela precise de ajuda.</p>



<p>Nessa fase, a crianças gostam de cozinhar com os amigos ou com os irmãos. Em uma era tão digital, acho ótimo que elas percebam que cozinhar pode ser sua “rede social”.</p>



<p> E ser muito divertido. Ela também já consegue auxiliar e ensinar irmãos menores.</p>



<p>A coordenação está muito mais desenvolvida, o que faz com que ela possa usar instrumentos com pontas mais finas e realizar cortes menores.</p>



<p>TÉCNICAS DE CULINÁRIA E AÇÕES SEGURAS NA COZINHA:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Bater clara em neve;</li><li>Derreter chocolate;</li><li>Descascar vegetais;</li><li>Cozinhar macarrão;</li><li>Cortar alimentos em pedaços pequenos;</li><li>Ralar;</li><li>Escorrer alimentos cozidos;</li><li>Sovar massas;</li><li>Servir alimentos.</li></ul>



<p>SUGESTÃO DE PRATOS QUE PODEM SER FEITOS COM A AJUDA DA CRIANÇA:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Massa de pizza;</li><li>Vegetais refogados;</li><li>Molhos;</li><li>Batata e vegetais recheados;</li><li>Macarrão gratinado;</li><li>Frutas assadas;</li><li>Pudim;</li><li>Risoto.</li></ul>



<p>É importante salientar que, embora eu tenha destacado ações para cada faixa etária, cada criança tem o seu próprio desenvolvimento. </p>



<p>Por exemplo, algumas crianças do último grupo podem fazer tudo sozinhas. Outras com auxílio de um adulto. </p>



<p>Outras ainda, dentro dessa mesma faixa etária só estejam seguras para realizar ações do grupo 1.</p>



<p>Não existe regra! Ou melhor, existe sim! Envolva a criança na cozinha da maneira que você achar mais adequada para sua família. </p>



<p>Aproveite o momento para brincar, criar vínculos e memórias.</p>



<p>A criança vai perceber que a cozinha é um local divertido. Que cozinhar é muito mais do que preparar comida. </p>



<p>Será independente e não ficará refém de serviços de <em>delivery</em> de comida na fase adulta. E tenho certeza, que se alimentará muito melhor.</p>



<p>E para finalizar, envolva sua criança também na limpeza do ambiente. </p>



<p>Assim como guardar os brinquedos é importante após a diversão, limpar a cozinha após o preparo também faz parte do processo!</p>



<p>Por <a href="https://blog.descobrindocriancas.com.br/fabiana-cristina-da-silva-jarussi/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Fabiana Jarussi</a></p>



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<p></p>
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		<title>Introdução Alimentar &#8211; Utensílios</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabiana Jarussi [Nutricionista]]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 21 Jan 2023 19:39:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Nutrição]]></category>
		<category><![CDATA[Blog Descobrindo Crianças]]></category>
		<category><![CDATA[Nutrição Infantil]]></category>
		<category><![CDATA[Pais e Filhos]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Como deve ser feita a introdução alimentar do bebê?</p>
<p>Como escolher os utensílios na introdução alimentar do bebê?</p>



<p>Estamos trazendo muitas orientações nessa série sobre introdução alimentar.</p>



<p>Hoje vamos conversar sobre os utensílios mais adequados para o bebê durante essa fase tão importante e como escolher os melhores.</p>



<p>Para começar, trago informações sobre um dos materiais mais utilizados nos produtos infantis: o plástico. Mas você sabia que dependendo da estrutura do plástico ele pode oferecer riscos à saúde das crianças?</p>



<p>Como assim Nutri?</p>



<p>Os utensílios de plásticos são tão seguros para crianças, não machucam&#8230; Não seriam os melhores?</p>



<p>A resposta é não!</p>



<p>No texto anterior, discorri um pouco sobre um componente muito nocivo chamado Bisfenol-A (BPA). Para ler o artigo, <a href="https://blog.descobrindocriancas.com.br/2022/11/22/como-dever-ser-a-introducao-alimentar/">clique aqui</a>. Hoje vamos nos aprofundar um pouco mais.</p>



<p>Embora esteja proibido em mamadeiras no Brasil desde 2012, o BPA continua presente em muitos utensílios que o bebê utiliza, incluindo pratos, copos e talheres, além de brinquedos.</p>



<p>O BPA é uma substância muito instável e pode ser transportada das embalagens ou utensílios aos alimentos muito rapidamente. Basta uma mudança de temperatura ou mesmo algum dano à embalagem e o conteúdo já está contaminado.</p>



<p>O principal perigo do BPA é a sua capacidade de desregular os hormônios do organismo, independente da idade. As crianças, de forma específica, podem ser muito prejudicadas, uma vez que estão vivenciando a fase de crescimento e desenvolvimento.</p>



<p>Uma dica que dou aos pais para saber se o utensílio tem BPA, é verificar o rótulo. Isso mesmo! Assim como os alimentos, devemos ler atentamente o rótulo dos utensílios. Avalia os <a href="https://amzn.to/42od1tw">utensílio</a></p>



<p>Caso o material seja policarbonato ou tenha os números 3 ou 7 junto ao símbolo da reciclagem, é melhor evitar.</p>



<p>Plásticos transparentes e mais duros, quando não contam com nenhuma identificação no símbolo da reciclagem, também costumam levar o BPA na estrutura do plástico. Sinal vermelho também!</p>



<p>Muitos itens já vêm com a inscrição BPA Free ou livre de BPA, que devem ter, portanto, a escolha priorizada.</p>



<p>Como alternativa ao plástico, temos muitos materiais atualmente que compõe os pratinhos, os copos e os talheres infantis e que trazem segurança na introdução alimentar. Exemplos são o bambu e o inox.</p>



<p>Pensando especificamente nos pratinhos, hoje encontramos facilmente diversas opções no mercado: pratos térmicos, com ventosa, com divisórias, com os mais diferentes personagens e desenhos… A escolha depende muito do gosto e das possibilidades financeiras de cada família.</p>



<p>Sempre sugiro às famílias que busquem pratos fundos tipo cumbuca, que facilitam a alimentação e evitam sujeiras, ou seja, dificulta que a criança derrame muito o conteúdo.</p>



<p>As opções com divisórias também são interessantes para dividir os alimentos e facilitar o reconhecimento pela criança e também sua escolha, especialmente para aquelas que praticam BLW.</p>



<p>Em relação aos talheres, na fase da introdução alimentar, recomendo usar apenas uma colher de silicone transparente.</p>



<p>O silicone é um material macio e flexível, não oferecendo risco de machucar a criança, e é confortável para segurar. O ideal é que os talheres não sejam nem muito rasos nem muito fundos. </p>



<p>Recomendo que o bebê tenha pelo menos duas ou três colheres, mesmo no início da introdução alimentar.</p>



<p>Como elas caem no chão com certa frequência, ter uma boa quantidade disponível torna o momento da refeição mais prático e dinâmico. </p>



<p>Quando a criança aprender a se alimentar sozinha e iniciar o movimento de pinça, que é a capacidade de segurar objetos entre o indicador e o polegar, ela pode receber pequenos garfos e facas sem pontas dos materiais de preferência da família, como inox, bambu ou até mesmo o próprio silicone.</p>



<p>Os copos também são indispensáveis na fase da introdução alimentar, e existem infinitas opções para serem escolhidas conforme a preferência dos pais e da criança.</p>



<p>Os modelos de copos de treinamento e de<a href="https://amzn.to/43ARgIg"> copos 360</a> tornam o manuseio mais fácil e reduzem as chances de sujeira. Podem ser com ou sem alças.</p>



<p>Os copos de transição também são interessantes. Esse modelo possui um bico com formato ideal para facilitar a transição gradual do seio ou da mamadeira para o copo comum.</p>



<p>O sistema anti-vazamento também pode ser encontrado em diversos modelos disponíveis no mercado. Na etapa inicial do processo de introdução alimentar, dois copos são suficientes. </p>



<p>Indico sempre que as famílias procurarem opções fáceis de limpar e sem muitos detalhes e relevos.</p>



<p>O grande problema dos copos infantis, é que a maioria das opções que encontramos no mercado ainda são de plástico.</p>



<p>Assim, atenção redobrada ao rótulo buscando sempre as opções livres de BPA. Como alternativa, sugiro procurar pequenos copos de inox ou de vidro.</p>



<p>O vidro ainda traz receio à maioria das famílias e pode ser deixado como opção quando a criança estiver mais desenvolvida, segura com a alimentação e com mais autonomia.</p>



<p>Atenção especial também deve ser dada às panelas. O preparo da comida do bebê é tão importante quanto o momento de servir.</p>



<p>As melhores opções são as panelas de<a href="https://amzn.to/4j4pMyU"> vidro</a>, de <a href="https://amzn.to/3DY9Yiw">cerâmica</a> ou de<a href="https://amzn.to/4lcOvmI"> inox</a>. Esses materiais não liberam substâncias prejudiciais à saúde nem soltam partes do seu revestimento.</p>



<p>Assim, são consideradas mais seguras para o preparo do alimento que o bebê e a família vão consumir.</p>



<p>A hora do armazenamento dos alimentos também é importante.</p>



<p>Muitas famílias optam por cozinhar os alimentos do bebê uma única vez na semana, planejando cada refeição e para que a dieta contenha todos os nutrientes necessários e a variedade recomendada.</p>



<p>Para isso, vale montar pequenas porções, separá-las em potes e congelar. </p>



<p>Mas qual seria o pote ideal?</p>
<p>Sempre recomendo potes de vidro e de tamanho pequeno para facilitar o porcionamento e também o descongelamento dos alimentos.</p>



<p>Hoje já encontramos <a href="https://amzn.to/3E16hIO">potes de vidro</a> específicos para a introdução alimentar. Normalmente esses recipientes vêm com tampas plásticas. Assim, é bom se certificar que essa tampa não é descartável, ou seja, que pode ser reutilizada, e se é livre de BPA.</p>



<p>Os potes de vidros de conservas podem ser reutilizados para garantir um armazenamento mais seguro. Nesse caso, é importante se certificar que o alimento não tenha contato com a tampa metálica.</p>



<p>Além dos utensílios é importante que a criança esteja bem acomodada para se alimentar. Além dos <a href="https://amzn.to/4495nof">cadeirões</a>, hoje encontramos as mesinhas portáteis que podem ser acopladas facilmente na cadeira da mesa da família.</p>



<p>Essa foi a opção que escolhi para a introdução alimentar aqui em casa. Além de práticas, podem facilmente ser transportadas, facilitando as viagens e os passeios.</p>



<p>As famílias precisam optar pela ergonomia e pela praticidade. Sugiro sempre a escolha de modelos lisos e fáceis de limpar. Você vai ver que muita sujeira acontece na hora da alimentação infantil.</p>



<p>Se limpeza for importante para a família, assentos com capas, almofadas ou acolchoados devem ser evitados, pois ficarão sujos com mais facilidade.</p>



<p>Os <a href="https://amzn.to/41U2PZR">móveis com</a><strong> uma bandeja removível também podem ser muito úteis, pois a limpeza é muito rápida.</strong></p>



<p><strong>E por último mais ainda importante, não devemos esquecer dor</strong><a href="https://amzn.to/3E16hIO"><strong> babador</strong></a><strong>. Na imensidade de opções que temos, sempre importante escolher aqueles que mais se adaptam à família.</strong></p>



<p>Por exemplo, se a família optar pelo <a href="https://amzn.to/42aMIWB">babador de silicone</a>, que é mais fácil de limpar, a criança não precisará de muitas unidades, no máximo 2.</p>



<p>Se a família preferir os <a href="https://amzn.to/3E16hIO">tradicionais de tecido,</a> é interessante ter uma quantidade maior disponível, já que eles ficam sujos rapidamente e precisam ser lavados. Nesse caso, sugiro ao menos um babador por refeição. </p>



<p>Outra opção interessante são os <a href="https://amzn.to/3E16hIO">babadores</a> tipo avental, muito usados por famílias que adotam o método BLW. </p>



<p>Normalmente são de plástico e podem ser limpos com muita facilidade e rapidez.</p>



<p>Viu quantos detalhes merecem a atenção na introdução alimentar! <a href="https://amzn.to/4jcgaT1">Aproveite</a> as informações e curta esse momento tão delicioso! </p>
<p>Por <a href="https://blog.descobrindocriancas.com.br/fabiana-cristina-da-silva-jarussi/">Fabiana Jarussi</a></p>





<p>Leia também os textos anteriores da série</p>



<p><a href="https://blog.descobrindocriancas.com.br/2022/12/28/introducao-alimentar-do-bebe-parte-2/">Introdução alimentar do Bebê</a></p>



<p><a href="https://www.youtube.com/@descobrindocriancas">www.youtube.com/@descobrindocriancas</a></p>
<p>O post <a href="https://blog.descobrindocriancas.com.br/2023/01/21/introducao-alimentar-utensilios/">Introdução Alimentar &#8211; Utensílios</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.descobrindocriancas.com.br">Blog Descobrindo Crianças</a>.</p>
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		<title>DESCOBERTAS DA INTRODUÇÃO ALIMENTAR</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabiana Jarussi [Nutricionista]]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Nov 2022 11:08:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Nutrição]]></category>
		<category><![CDATA[Blog Descobrindo Crianças]]></category>
		<category><![CDATA[Introdução Alimentar]]></category>
		<category><![CDATA[Nutrição Infantil]]></category>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Como deve ser feita a introdução alimentar do bebê?</p>



<p>Essa é uma dúvida muito comum no consultório, especialmente para pais de “primeira viagem”.</p>



<p>Muitos ficam perdidos e não sabem como realizar a introdução alimentar. Para tentar auxiliar, esse texto faz parte de uma série onde abordarei com detalhes o assunto.</p>



<p>Como saber se o bebê está pronto para a alimentação sólida?</p>



<p> Qual o melhor método? </p>



<p>Quais alimentos devem ser priorizados?</p>



<p> Quais devem ser excluídos? </p>



<p>Quais utensílios são corretos? </p>



<p>Como saber a quantidade certa e seu o bebê está alimentado ou não? </p>



<p>Como vou saber se ele possui alergia a algum alimento ou não?</p>



<p>São tantas questões que recebo&#8230; Nesse texto vou compartilhar com vocês as respostas para algumas dessas questões. Outras ficarão para um segundo momento.</p>



<p>Quero começar salientando que até os seis meses de idade, nenhum alimento deve ser oferecido além do leite materno ou das fórmulas infantis adequadas à faixa etária, na impossibilidade da amamentação.</p>



<p> Nem mesmo água, já que o leite materno supre todas as necessidades do bebê.</p>



<p>Definindo os termos, chamamos de introdução alimentar a fase em que a alimentação dos bebês começa a incorporar outros alimentos, sólidos, líquidos ou pastosos, além do leite materno.</p>



<p>Mesmo com a introdução de novos alimentos, o Ministério da Saúde recomenda a amamentação até dois anos ou mais.</p>



<p>A oferta de alimentos antes dos seis, além de desnecessária, pode ser prejudicial, uma vez que a criança não está “madura” o suficiente para recebê-los. </p>



<p>É o que chamamos de sinais de prontidão, ou seja, indicadores que mostram que o bebê já possui desenvolvimento motoro e cognitivo para receber novos alimentos e que geralmente aparecem próximo aos seis meses.</p>



<p><a href="https://blog.descobrindocriancas.com.br/grupo-online-de-amamentacao/">Grupo Online de Amamentação</a></p>



<p>Além disso, só por volta dos seis meses, as enzimas digestivas e as bactérias intestinais já estão mais preparadas para proteger o bebê de possíveis infecções, </p>



<p>os rins já estão mais preparados para eliminar maiores quantidades de sódio e o sistema imunológico já está pronto para entrar em contato com novos nutrientes e proteínas, reduzindo o risco de alergias alimentares. </p>



<p>Vale a pena esperar, não é mesmo?</p>



<p>Os principais sinais de prontidão que os pais precisam observar são:</p>



<h3 class="wp-block-heading">1. <strong>O bebê senta sozinho e sem apoio</strong>:</h3>



<p>Ocorre quando o bebê já consegue sentar sem ajuda e não precisa de apoio para se manter na posição, ou precisa de muito pouco apoio. </p>



<p>Ele também sustenta a cabeça e o tronco sem muita dificuldade.</p>



<p>Com essa maturidade corpórea, o bebê já pode ser colocado no cadeirão ou em qualquer outro lugar seguro para comer. Sendo assim, os alimentos serão oferecidos e o bebê terá habilidades de pegá-los e levá-los à boca.</p>



<h3 class="wp-block-heading">2. <strong>O bebê não possui reflexo de protusão da língua:</strong></h3>



<p>A protusão da língua é um reflexo que os bebês têm de&nbsp;projetar a língua para fora da boca, o que impede que alimentos e outros itens perigosos sejam engolidos, se assim ele desejar.</p>



<p>Quando esse reflexo diminui ou é perdido totalmente, é mais um sinal de que a introdução de alimentos sólidos pode ser iniciada.</p>



<h3 class="wp-block-heading">3. <strong>O bebê faz o movimento de pinça:</strong></h3>



<p>O movimento de pinça é aquele no qual o indicador e o dedão se juntam para “pinçar” algum objeto ou, nesse caso, os alimentos. Desse modo, a criança os levará à boca com maior precisão para poder experimentar.</p>



<h3 class="wp-block-heading">4. <strong>O bebê faz pressão palmar:</strong></h3>



<p>Diferentemente do movimento de pinça, a pressão palmar é aquela que o bebê usa todos os dedinhos para arrastar o alimento para a palma da mão e os prende ali para, em seguida, levar à boca. Acontece com objetos menores ou brinquedos também.</p>



<h3 class="wp-block-heading">5. <strong>O bebê está propenso à mastigação e aparenta ter “vontade” de comer</strong>:</h3>



<p>Mesmo que o bebê tenha pouco ou nenhum dente, conseguimos perceber quando ele começar a fazer o&nbsp;movimento de mastigação, querendo participar das refeições em família e levando alimentos à boca.</p>



<p>Ressalto que esses sinais podem se manifestar de forma diferente entre as crianças e não é exatamente o corte do sexto mês o indicativo. </p>



<p>Algumas crianças possuem um desenvolvimento mais rápido ou mais tardio, especialmente se possuem alguma doença motora ou neurológica associada.</p>



<p>O que sempre digo aos pais é que não tenham pressa pra começar a introdução alimentar do seu bebê. Importante respeitar os sinais de prontidão, baixar a ansiedade e deixar esse processo fluir naturalmente. </p>



<p>O bebê vai comer, e é algo que acontecerá na hora certa e para o resto da vida dele.</p>



<p>Lembre-se </p>



<p><em>A fase de introdução alimentar é vital para o desenvolvimento do paladar e o início de um hábito alimentar saudável e diversificado, que poderá ser levado para as outras fases da vida. O cuidado agora é essencial para garantir um padrão alimentar adequado. </em></p>



<p>Outra dúvida muito comum é sobre os métodos ou formas para se realizar a introdução alimentar. Temos basicamente três tipos de métodos: o Tradicional, o BLW e o Participativo.</p>



<p><strong>Método Tradicional:</strong></p>



<p>O método tradicional baseia-se na introdução gradual dos novos alimentos na rotina alimentar da criança com gerenciamento e supervisão dos pais ou cuidadores.</p>



<p>Nessa abordagem, os pais ou cuidadores oferecem a refeição, utilizando-se de colheres ou copos. Dessa forma, os adultos possuem todo o controle da alimentação do bebê: quantidade, qualidade, ritmo e duração da refeição.</p>



<p>Como a criança pouco interage com os alimentos, a refeição pode ficar monótona (resultante em menor interessante, especialmente nos bebês mais ativos) e há uma dificuldade maior em reconhecer os sinais de saciedade.</p>



<p><strong>Método BLW:</strong></p>



<p>A sigla BLW refere-se ao método Baby-Led Weaning, criado em 2008, pela enfermeira inglesa Gill Rapley e que tem sido muito divulgado.</p>



<p>O método preconiza a introdução alimentar gradual e natural, propondo a auto-alimentação do bebê desde o início, isto é, sem auxílio/interferência dos pais ou cuidadores.</p>



<p>Os alimentos devem ser oferecidos em pedaços maiores, na forma de tiras ou bastões para o bebê experimentar e descobrir texturas e sabores com as próprias mãos.</p>



<p>O método BLW confere total autonomia ao bebê, dando-lhe todo o controle sobre a quantidade de alimento ingerido e o tempo de duração da refeição, criando assim o seu hábito alimentar, favorecendo também o reconhecimento do sinal de saciedade.</p>



<p>A alimentação complementar por BLW não inclui administração do alimento com a colher ou nenhum utensílio, exceto às mãos do bebê, proporcionado assim, um grande desenvolvimento sensorial, motor e cognitivo.</p>



<p>Sempre pontuo algumas questões para os pais com relação ao BLW. </p>



<p>Primeiro, é que os pais ou cuidadores precisam dar o tempo suficiente para o bebê e depois administrar a sujeira e bagunça pós- refeição. </p>



<p>Lembre-se que quem tem o controle de todo o processo é o bebê.</p>



<p>Depois, é importante ficar atento à quantidade real que o bebê ingeriu de alimentos, uma vez que boa parte pode ficar no cadeirão, na roupa e no chão.</p>



<p>Problemas nutricionais podem ocorrer, especialmente se a ingestão de alimentos for inadequada ou se o bebê que apresentar algum atraso em seu desenvolvimento.</p>



<p><strong>Método Participativo:</strong></p>



<p>Confesso que esse é o meu preferido e o que adotei com minhas crianças. </p>



<p>É uma proposta de introdução alimentar que nasceu da flexibilização do método BLW, mas que reúne conceitos das duas abordagens que descrevi anteriormente.</p>



<p>Ou seja, combina a alimentação independente com a alimentação assistida pelos pais ou cuidadores, permitindo tanto a participação do bebê, despertando o seu interesse pela comida, quanto o gerenciamento e supervisão dos adultos na alimentação.</p>



<p>Embora exista a administração de algumas refeições ou alimentos pelos responsáveis, o bebê não tem um papel passivo na alimentação participativa. </p>



<p>Ou seja, os adultos podem oferecer alguns alimentos através de utensílios e deixar outros à disposição da criança no cadeirão.</p>



<p>A abordagem participativa propõe uma introdução alimentar mais flexível e respeitosa, que favorece um contato leve e dinâmico de aprendizagem de uma alimentação saudável, aproveitando as vantagens do método BLW, mas também levando em conta a adaptação da criança e a rotina de cada família.</p>



<p>Independente do tipo de introdução alimentar é importante ressaltar que a escolha da abordagem varia de acordo com o bebê e com a segurança e vontade dos pais em escolher um método.</p>



<p>O auxílio de um profissional da Nutrição é essencial, especialmente no método BLW, onde os tamanhos dos alimentos são cruciais para se evitar problemas, como engasgos. </p>



<p>Não deixe de procurar auxílio adequado. </p>



<p>Não se baseie só em conteúdo de mídias sociais.</p>



<p>No próximo texto vamos conversar mais sobre esse assunto, abordando alimentos adequados, quantidades e utensílios. Espero você!</p>



<p>Por <a href="https://blog.descobrindocriancas.com.br/fabiana-cristina-da-silva-jarussi/">Fabiana Jarussi</a></p>



<p> Capa: <a href="https://br.freepik.com/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Freepik</a></p>
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		<title>FIBROSE CÍSTICA NA INFÂNCIA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabiana Jarussi [Nutricionista]]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Sep 2022 17:02:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Nutrição]]></category>
		<category><![CDATA[Blog Descobrindo Crianças]]></category>
		<category><![CDATA[Fibrose cística]]></category>
		<category><![CDATA[Nutrição Infantil]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde Infantil]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Dia 05 de setembro celebramos o Dia Nacional de Conscientização e divulgação da Fibrose Cística.</p>



<p>Mas você conhece ou já ouviu falar dessa importante <a href="https://www.nupad.medicina.ufmg.br/topicos-em-saude/fibrose-cistica/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">doença</a>?</p>



<p>A Fibrose Cística é uma doença genética causada por alterações no gene chamado CFTR (Cystic Fibrosis Transmembrane Regulator), que gera um desequilíbrio na concentração de cloro e sódio nas células que produzem as secreções do corpo, como muco e suor (glândulas exócrinas).</p>



<p>De maneira geral, as secreções do corpo ficam mais espessas e podem obstruir canais dos sistemas respiratório, digestivo e reprodutor, especialmente. Essas obstruções produzem os principais sintomas da doença.</p>



<p>Segundo o Núcleo de Ações e Pesquisa em Apoio Diagnóstico da Faculdade de Medicina da UFMG (<a href="http://[1] Fibrose Cística. Disponível em: < https://www.nupad.medicina.ufmg.br/topicos-em-saude/fibrose-cistica/>. Acesso em: 24 de ago. de 2022.&#8221; target=&#8221;_blank&#8221; rel=&#8221;noreferrer noopener&#8221;>NUPAD</a>)  nos pulmões, o muco (catarro) é dificilmente eliminado em pacientes com Fibrose Cística.</p>



<p>Acumulado nos brônquios, o muco dificulta a passagem do ar e facilita a entrada e a permanência de bactérias, o que pode levar a várias lesões.</p>



<p>Além disso, as consequências das doenças respiratórias <a href="http://[2] Lopes-Pacheco M. CFTR Modulators: Shedding Light on Precision Medicine for Cystic Fibrosis. Front Pharmacol. 2016;7:275. https://doi.org/10.3389/fphar.2016.00275." target="_blank" rel="noreferrer noopener">provocadas</a> pela Fibrose Cística representam as principais causas de mortalidade pela doença.</p>



<p>No pâncreas, as secreções produzidas obstruem os canais e levam à destruição progressiva do órgão. Como consequência, a produção das enzimas responsáveis pela digestão dos alimentos (gorduras, carboidratos, proteínas) é reduzida, bem como a absorção de algumas vitaminas.</p>



<p>O portador não consegue ganhar peso adequadamente, o que pode evoluir para desnutrição.</p>



<p>Nos órgãos reprodutores masculino e feminino a obstrução de canais leva à infertilidade.</p>



<p>Uma das características da Fibrose Cística é que os portadores podem ter o suor mais salgado que o normal e, consequentemente, a pele mais salgada também, principalmente em dias mais quentes ou quando suam mais.</p>



<p>Por isso a doença também é conhecida como a Doença do Beijo Salgado.</p>



<p>Olha que excelente motivo para beijar muito seus filhos! Você pode, sem querer, diagnosticar empiricamente a doença e buscar a confirmação clínica.</p>



<p>Vale destacar que quanto mais precoce for o diagnóstico, mais rapidamente o tratamento pode ser iniciado garantindo qualidade de vida e pleno desenvolvimento das crianças.</p>



<p>E o diagnóstico clínico é muito simples! Pode ser feito pelo exame de triagem neonatal nos recém-nascidos, o famoso teste do pezinho. Assim, esse exame tão acessível deve ser feito em todas as crianças.</p>



<p>O diagnóstico também pode ser feito através de testes genéticos para identificar mutações em genes. Mas ele é mais difícil de ser alcançado por todas as pessoas.</p>



<p>Os sinais e sintomas da Fibrose Cística costumam aparecer nos primeiros meses de vida, podendo variar de leves a graves de acordo com a mutação genética causadora da doença. Mas também podem se manifestar de forma tardia.</p>



<p>De acordo com a <a href="https://www.cff.org/Research/Researcher-Resources/Patient-Registry/2019-Patient-Registry-Annual-Data-Report.pdf/">Cystic </a>Fibrosis Foundation, cerca de 70 mil pessoas no mundo vivem com Fibrose Cística.</p>



<p>No Brasil, no <a href="http://portalgbefc.org.br/ckfinder/userfiles/files/REBRAFC_2018.pdf." target="_blank" rel="noreferrer noopener">Registro</a> Brasileiro de Fibrose Cística (REBRAFC), contabiliza-se cerca de 3.000 pessoas com a doença, mas é possível que existam muito mais pacientes sem diagnóstico e tratamento adequados, desconhecendo seu quadro e sofrendo com os sintomas.</p>



<p>A Fibrose Cística afeta tanto homens quanto mulheres, de todas as raças.</p>



<p>Apesar disso, ela é mais comum entre brancos e menos comum entre afrodescendentes.</p>



<p>Por ser uma doença genética hereditária, é preciso que dois genes afetados pela Fibrose Cística sejam herdados para que um indivíduo possa <a href="http://portalgbefc.org.br/site/pagina.php?idpai=6&amp;id=39">manifestar</a> a doença, sendo obrigatoriamente um do pai e outro da mãe.</p>



<p>Vale destacar que ambos os pais podem ser saudáveis e apenas carregar o gene sem manifestar a Fibrose Cística, mas o filho, ao receber os dois genes afetados, apresenta a doença.</p>



<p>O tratamento deve ser iniciado o mais cedo possível, para reduzir danos aos órgãos afetados pela doença e exige um trabalho multidisciplinar.</p>



<p>Os principais profissionais envolvidos são o Nutricionista, Pneumologista, Fisioterapeuta e Gastroenterologista. Dependendo da situação familiar, outros profissionais podem compor a equipe, como psicólogos, enfermeiros, assistente social, etc.</p>



<p>No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece tratamento multidisciplinar gratuito e integral em diversas unidades de saúde da rede pública para a Fibrose Cística.</p>



<p>Se seu filho, você ou algum conhecido precisa de tratamento adequado, procure a Secretaria de Saúde do seu município para ter acesso às unidades que disponibilizam o tratamento específico para a doença.</p>



<p>Dentre os vários tipos de tratamento para controle da doença, os cuidados com a alimentação é uma das bases.</p>



<p>Como já citado, a doença leva à má absorção de gorduras e vitaminas levando à desnutrição. Esse quadro pode levar ao comprometimento do desenvolvimento físico e cognitivo das crianças.</p>



<p>Portanto, o oferecimento de uma alimentação adequada em nutrientes é importante.</p>



<p>A alimentação do paciente com Fibrose Cística deve ser hipercalórica (rica em calorias), hiperlipídica (rica em gorduras de boa qualidade) e hiperproteica (rica em proteínas).</p>



<p>A suplementação de algumas vitaminas pode ser importante, especialmente as vitaminas A, D, E e K.</p>



<p>Alguns alimentos indicados para aumentar as calorias das refeições são os óleos vegetais que podem ser adicionados nas refeições.</p>



<p>Colocar um fio de azeite de oliva ao finalizar o prato, é um exemplo. Castanhas e demais oleaginosas, abacate e coco também são boas opções.</p>



<p>Outros alimentos da rotina diária que podem ser consumidos em maiores quantidades são pães, vegetais, arroz, macarrão e leguminosas (feijões).</p>



<p>Saliento que o objetivo principal da dieta é manter o peso e estatura dentro dos parâmetros normais para cada faixa etária das crianças.</p>



<p>Durante o primeiro ano de vida, a fase escolar e a adolescência, o cuidado com a alimentação deve ser ainda mais especial para os pacientes com Fibrose Cística, pois são períodos de crescimento e desenvolvimento acelerados e que naturalmente já exigem mais calorias.</p>



<p>Isso não quer dizer que o cuidado nutricional em outras faixas etárias, como adultos com Fibrose Cística, não deva ocorrer.</p>



<p>Na maioria dos casos ainda é necessário uma reposição enzimática para facilitar a digestão e absorção dos alimentos.</p>



<p>Esses suplementos só devem ser utilizados sob recomendação do Médico ou do Nutricionista.</p>



<p>Caso a criança/ adolescente não esteja ganhando peso e estatura dentro do esperado com a dieta, outros suplementos podem ser utilizados. Esses incluem suplementos proteicos, calóricos e de gorduras.</p>



<p>Muitos desses suplementos são fornecidos de forma gratuita pelas Secretarias Estaduais de Saúde, mediante a prescrição profissional.</p>



<p>Em todas as consultas de Nutrição, verificamos se o paciente está com peso e a estatura adequados, além verificar a função intestinal e a ingestão correta de alimentos, calorias, vitaminas e minerais e dos suplementos prescritos.</p>



<p>Dessa forma é possível avaliar de forma precoce possíveis carências e alterações nutricionais que podem comprometer o desenvolvimento e a saúde das crianças e adolescentes.</p>



<p>Como a doença não tem cura, o acompanhamento nutricional deve ser realizado por toda a vida.</p>



<p>Embora nesse texto estejam colocadas muitas informações e dicas, ele não substitui o aconselhamento médico e nutricional.</p>



<p><strong>A Fibrose Cística é uma doença importante e que deve ser tratada de forma adequada.</strong></p>



<p>O nutricionista é o profissional mais indicado para aconselhar o melhor tipo de alimento a ser ingerido, de acordo com as necessidades nutricionais de cada paciente.</p>



<p>Não deixe de consultar sempre um profissional capacitado!</p>



<p>Por <a href="https://blog.descobrindocriancas.com.br/fabiana-cristina-da-silva-jarussi/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Fa</a><a href="https://blog.descobrindocriancas.com.br/fabiana-cristina-da-silva-jarussi/">biana Jarussi</a></p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<p></p>
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