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	<title>Arquivos Terapia ocupacional - Blog Descobrindo Crianças</title>
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	<description>Descomplicando a Infância</description>
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	<title>Arquivos Terapia ocupacional - Blog Descobrindo Crianças</title>
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	<item>
		<title>Meu filho tem Dislexia e agora?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Suellen Merencio [Terapeuta Ocupacional]]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Jun 2019 21:42:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Terapia ocupacional]]></category>
		<category><![CDATA[Blog Descobrindo Crianças]]></category>
		<category><![CDATA[Dislexia]]></category>
		<category><![CDATA[Leitura]]></category>
		<category><![CDATA[Terapia Ocupacional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O que vem ser a Dislexia? Na minha família convivemos ... <a title="Meu filho tem Dislexia e agora?" class="read-more" href="https://blog.descobrindocriancas.com.br/2019/06/28/meu-filho-tem-dislexia-e-agora/">Ler +</a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O que vem  ser a Dislexia?</p>



<p>Na minha família convivemos com cinco crianças, com idade
entre 2 e 7 anos. Recentemente, fomos pegos (quase) de surpresa com a notícia
de que uma das crianças tem diagnóstico de Dislexia. </p>



<p>Eu digo quase de surpresa, pois todos percebiam que algo
estava errado, mas ninguém sabia exatamente o quê. </p>



<p>O nome complicado causou espanto, mas também trouxe alívio
para saber o caminho a ser percorrido a partir de agora.</p>



<p>A Dislexia é um transtorno de aprendizagem de origem
neurobiológica e genético caracterizado pela dificuldade no reconhecimento e na
leitura fluente de palavras, na habilidade de decodificação e soletração. </p>



<p>Por isso, a Dislexia é comumente identificada na fase de
alfabetização. Quanto mais cedo o diagnóstico e o &nbsp;início do tratamento, &nbsp;melhores são os resultados.</p>



<p>Os sinais de alerta são:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Atraso
do desenvolvimento da fala e da linguagem;</li><li>Confusão
para nomear esquerda e direita;</li><li>Desatenção
e dispersão;</li><li>Desorganização
geral e perda de seus pertences;</li><li>Dificuldade
de aprender rimas e canções;</li><li>Dificuldade
com quebra-cabeças;</li><li>Dificuldade
na aquisição e automação da leitura e da escrita;</li><li>Dificuldade
em copiar de livros e da lousa;</li><li>Desenvolvimento
alterado ou dificuldade na coordenação motora fina e/ou grossa;</li><li>Dificuldade
em manusear mapas, dicionários, listas, etc;</li><li>Falta
de interesse por livros impressos;</li><li>Pobre
conhecimento de rima (sons iguais no final das palavras) e aliteração (sons
iguais no início das palavras);</li><li>Vocabulário
pobre, com sentenças curtas e imaturas ou longas e vagas.</li></ul>



<p>O tratamento inclui atendimentos de uma equipe
multidisciplinar composta por: terapeuta ocupacional, fonoaudiólogo, psicólogo,
neurologista, pedagogo. Nesse texto, vou falar especificamente das
contribuições do terapeuta ocupacional com crianças disléxicas.</p>



<p>Crianças com Dislexia apresentam inteligência normal e, muitas vezes, dão conta de realizar tarefas complexas caso sejam estimuladas a fazê-lo. O que pode dificultar na execução das tarefas são as dificuldades motoras, mais especificamente da coordenação motora fina e da coordenação motora global.</p>



<p><a href="https://descobrindocriancas.com.br/2018/12/18/a-psicologia-escolar-e-sua-historia/">A Psicologia Escolar e Sua História</a></p>



<p>A atuação do terapeuta ocupacional será nas potencialidades e
habilidades da criança, visando garantir seu pleno desenvolvimento. </p>



<p>O profissional pode utilizar atividades lúdicas, jogos,
brincadeiras e treino de atividades. As atividades podem incluir lançar,
transferir objetos, alinhavar, recortar, colar, pegar, entre outras. Também são
desenvolvidos circuitos motores com diferentes níveis de dificuldade para
ajudar no desenvolvimento da lateralidade, noções de esquema corporal e noções
espaciais e temporais. </p>



<p>O terapeuta ocupacional pode realizar adaptação das
atividades, do ambiente e de materiais, ferramentas e utensílios, como
engrossar o lápis. </p>



<p>As atividades também podem ser graduadas do mais simples para
o mais complexo, oferecendo desafios na medida certa. </p>



<p>Para os disléxicos é mais fácil estudar as partes para depois
entender o todo. Desta forma, o treino de atividades de vida diária e
atividades instrumentais de vida diária podem ser realizados de maneira
gradual, visando o pleno desenvolvimento da criança.</p>



<p><strong>Dicas
gerais para o ambiente escolar:</strong></p>



<ul class="wp-block-list"><li>O aluno com Dislexia deve ser tratado
com naturalidade;</li><li>Ao falar, use linguagem direta, clara
e objetiva, usando frases simples e curtas;</li><li>Evite usar metáforas, linguagem
simbólica e sofisticada;</li><li>Fale olhando diretamente para ele;</li><li>Traga-o para perto da lousa e da mesa
do professor, mas explique porque esse é o melhor lugar para ele antes;</li><li>Discretamente, verifique se a criança
demonstra estar entendendo a sua exposição;</li><li>Repita sempre que preciso e apresente
outros exemplos, se for necessário;</li><li>Certifique-se de que as instruções
para determinadas tarefas foram compreendidas;</li><li>Observe discretamente se ele fez as
anotações da lousa e de maneira correta antes de apagá-la;</li><li>Observe se ele está se interagindo
com os colegas;</li><li>Estimule-o, incentive-o, faça-o
acreditar em si, a sentir-se forte, capaz e seguro;</li><li>Sugira-lhe “dicas”, “atalhos”,
“jeitos de fazer”, “associações”, que o ajudem a lembrar-se de como a executar
atividades ou a resolver problemas;</li><li>Não lhe peça para fazer coisas na
frente dos colegas, que o deixem na berlinda: principalmente ler em voz alta;</li><li>Apresente-lhe o conhecimento em
partes, de maneira indutiva;</li><li>Permita, sugira e estimule o uso de
gravador, tabuada, máquina de calcular, recursos da informática;</li><li>Permita, sugira e estimule o uso de
outras linguagens. </li></ul>



<p><strong>Em casa: </strong></p>



<ul class="wp-block-list"><li>Use pistas visuais que ajudem na
execução de tarefas;</li><li>Olhe para criança ao falar com ela;</li><li>Dê instruções simples e claras;</li><li>Evite apelidos ou expressões que
desqualifique ou acentue a dificuldade da criança;</li><li>Envolva a criança em atividades
práticas, a memorização dessas tarefas ocorre de forma mais efetiva;</li><li>Vai cozinhar? Chame a criança para
ajudar com a receita, mostrando e falando o nome dos produtos que serão
utilizados;</li><li>Quando for dizer o nome de um objeto
ou produto, coloque-o próximo a sua boca, assim a criança vê a articulação das
palavras;</li><li>Ajude nas tarefas da escola, mas
nunca faça por ela;</li><li>Sempre incentive a autonomia e a
independência do seu filho.</li></ul>



<p>Apesar de não ter cura, o tratamento adequado para a Dislexia
tende a ter resultados favoráveis, fazendo com que a criança tenha uma vida
normal. Nesse sentido, a família exerce papel fundamental na melhora da
criança. </p>



<p>Acredita na criança, valorizar suas conquistas, ajudar na execução das tarefas pedidas pelos professores e pelos terapeutas, são formas de incentivar e contribuir para a melhora do quadro.</p>



<p>Por <a href="https://descobrindocriancas.com.br/suellen-merencio-da-silva/">Suellen Merencio</a></p>



<p>Foto: <a href="https://br.freepik.com/search?dates=any&amp;format=search&amp;page=1&amp;query=leitura%20crian%C3%A7a&amp;sort=popular" target="_blank" rel="noreferrer noopener" aria-label="FreePik (abre numa nova aba)">FreePik</a></p>



<p>Leia também</p>



<p><a href="https://descobrindocriancas.com.br/2018/11/20/descobrindo-criancas-atraves-das-artes/">Descobrindo Crianças Através da Arte</a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>TDAH: Em Que a Terapia Ocupacional Pode Ajudar?</title>
		<link>https://blog.descobrindocriancas.com.br/2019/05/27/tdah-em-que-a-terapia-ocupacional-pode-ajudar/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Suellen Merencio [Terapeuta Ocupacional]]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 May 2019 21:42:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Terapia ocupacional]]></category>
		<category><![CDATA[Blog Descobrindo Crianças]]></category>
		<category><![CDATA[Reabilitação]]></category>
		<category><![CDATA[TDAH]]></category>
		<category><![CDATA[Terapeuta Ocupacional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Dando continuidade a série de textos sobre a Terapia Ocupacional ... <a title="TDAH: Em Que a Terapia Ocupacional Pode Ajudar?" class="read-more" href="https://blog.descobrindocriancas.com.br/2019/05/27/tdah-em-que-a-terapia-ocupacional-pode-ajudar/">Ler +</a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Dando continuidade a
série de textos sobre a Terapia Ocupacional na Reabilitação Infantil, esse mês
decidi falar sobre o Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade
(TDAH). </p>



<p>Segundo a Associação Brasileira do Déficit de Atenção, o
TDAH é um transtorno neurobiológico, de causas genéticas, que aparece na
infância e freqüentemente acompanha o indivíduo por toda a sua vida. Os
sintomas característicos desse transtorno são desatenção, inquietude e
impulsividade.</p>



<p>Quando falo em Reabilitação Infantil no TDAH, o terapeuta
ocupacional é o profissional que objetiva facilitar os processos de
aprendizagem e desenvolvimento das habilidades motoras e processuais
necessárias para o desempenho de atividades de vida diária, estudo, brincar e
lazer.</p>



<p>As habilidades motoras dizem respeito ao uso de nosso
sistema osteomuscular (ossos e músculos) e articulações. É comum pessoas com
diagnóstico de TDAH serem consideradas “estabanadas”, preferirem brincadeiras
infantis ou mais perigosas, por conta de prejuízos no funcionamento do sistema
osteomuscular e nas noções de esquema corporal.</p>



<p>Com o objetivo de amenizar os sintomas do TDAH,<a href="https://vestibular.uninassau.edu.br/?utm_source=uninassau&amp;utm_medium=conteudo"> são utilizadas atividades </a><a href="https://vestibular.uninassau.edu.br/?utm_source=uninassau&amp;utm_medium=conteudo" target="_blank" rel="noreferrer noopener" aria-label="recreativas  (abre numa nova aba)">recreativas </a>e lúdicas para estimular a criança ou adolescente a utilizarem habilidades artísticas, corporais e que envolvam a criação do próprio conteúdo trabalhado. O objetivo é possibilitar a integração corpo, atenção e memória, organizando no tempo e espaço da criança ou adolescente.</p>



<p>Parafraseando Katarina Bandeira, “essas
atividades devem contar com o apoio tanto do núcleo familiar quanto do âmbito
escolar, pois elas promovem a organização do indivíduo, ajudam a construir sua
independência e estruturar veias emocionais.”</p>



<p>As habilidades processuais, ou cognitivas, são necessárias
para o melhor desempenho ocupacional nas atividades de rotina. Algumas delas
são: atenção, foco, ritmo, escolhas, concentração, manipulação, iniciativa,
sequenciamento, organização, entre outras. Como vimos, o TDAH afeta
principalmente a área do cérebro responsável pela atenção, fazendo com que a
criança e o adolescente tenham maior dificuldade em manter-se nas atividades
que exigem mais dessa habilidade. </p>



<p>A criança e o adolescente com TDAH&nbsp; pode apresentar também prejuízos nas
habilidades de interação social. E por isso, a intervenção do terapeuta
ocupacional vai acontecer dentro dos contextos de vida da criança ou do
adolescente, ou seja, na escola, em casa, em parques.</p>



<p>Algumas estratégias para auxiliar a criança
ou adolescente com TDAH:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Estabeleça uma rotina estruturada com as
tarefas e atividades diárias claramente descritas. No texto “A rotina pode favorecer no desenvolvimento infantil?”,
publicado aqui no Blog, você pode saber um pouco mais sobre como estruturar a
rotina do seu filho.</li><li>Inclua atividades físicas, expressivas e
livres na rotina de seu filho;</li><li>Sempre elogie os acertos e encoraje nos
erros; </li><li>Defina regras claras e simples;</li><li>Use pistas visuais com o passo-a-passo da
atividade. Por serem mais desatentos, pessoas com TDAH desenvolvem melhor a
memória visual, ou seja, aquilo que ela vêem fica registrado, muito mais do que
aquilo que lhes é falado.</li></ul>



<p>No ambiente escolar, o terapeuta ocupacional pode
atuar junto aos professores dando apoio e orientação sobre as facilidades e
dificuldades do TDAH em sala de aula. Em minha atuação, eu busco fazer uma
análise da atividade proposta e propor adaptações e graduações que facilitam o
processo de aprendizagem da criança e do adolescente. Outros recursos que podem
ser utilizados são filmes, passeios, teatro, música, expressões artísticas.</p>



<p>Se o objetivo é mediar conflitos e favorecer o
desenvolvimento de habilidades de interação social, o terapeuta ocupacional
pode utilizar “técnicas de pintura, jogos teatrais, jogos cooperativos,
contação de histórias e outras atividades de interesse das crianças, com o
objetivo de despertar um espaço lúdico na escola, com valorização da
criatividade, experimentação, convivência e criação de vínculos.”</p>



<p>Manter uma aproximação com a família também é de
extrema importância. O terapeuta ocupacional pode propor oficinas de atividades
como um espaços de acolhimento, trocas de experiências e informações a respeito
do TDAH.</p>



<p>Por fim, a promoção de autonomia e a independência de seus clientes são sempre o foco principal do terapeuta ocupacional na Reabilitação Infantil. Vestir-se, despir-se, preparar e comer uma refeição são exemplos de atividades que podem ser trabalhadas na terapia.</p>



<p>Por <a href="https://descobrindocriancas.com.br/suellen-merencio-da-silva/">Suellen Merencio</a></p>



<p>Leia também:  <a href="https://descobrindocriancas.com.br/2018/11/23/a-prematuridade-pode-provocar-alteracoes-no-desenvolvimento-infantil/">A prematuridade pode provocar alterações no desenvolvimento infantil?</a></p>



<p>Foto: FreePik<br><br></p>
<p>O post <a href="https://blog.descobrindocriancas.com.br/2019/05/27/tdah-em-que-a-terapia-ocupacional-pode-ajudar/">TDAH: Em Que a Terapia Ocupacional Pode Ajudar?</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.descobrindocriancas.com.br">Blog Descobrindo Crianças</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Terapia Ocupacional e Reabilitação Infantil no Autismo</title>
		<link>https://blog.descobrindocriancas.com.br/2019/04/23/terapia-ocupacional-e-reabilitacao-infantil-no-autismo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Suellen Merencio [Terapeuta Ocupacional]]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Apr 2019 09:04:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Desenvolvimento infantil]]></category>
		<category><![CDATA[Terapia ocupacional]]></category>
		<category><![CDATA[Autismo]]></category>
		<category><![CDATA[Blog Descobrindo Crianças]]></category>
		<category><![CDATA[Reabilitação]]></category>
		<category><![CDATA[Terapia Ocupacional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A partir deste mês, iniciarei uma série de textos sobre ... <a title="Terapia Ocupacional e Reabilitação Infantil no Autismo" class="read-more" href="https://blog.descobrindocriancas.com.br/2019/04/23/terapia-ocupacional-e-reabilitacao-infantil-no-autismo/">Ler +</a></p>
<p>O post <a href="https://blog.descobrindocriancas.com.br/2019/04/23/terapia-ocupacional-e-reabilitacao-infantil-no-autismo/">Terapia Ocupacional e Reabilitação Infantil no Autismo</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.descobrindocriancas.com.br">Blog Descobrindo Crianças</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A partir deste mês, iniciarei uma série de textos sobre a atuação do terapeuta ocupacional nos diferentes contextos de reabilitação infantil.</p>



<p> Como no dia 02 de abril foi comemorado o Dia Mundial de Conscientização do Autismo e por ser uma das minhas áreas de atuação profissional, escolhi falar sobre esse tema.</p>



<p>O Transtorno do Espectro Autista (TEA), nomenclatura usada para
fins diagnóstico, é uma condição neurológica caracterizada pelos prejuízos na
comunicação e linguagem, na interação social e nos padrões restritos e
repetitivos do comportamento. </p>



<p>A palavra<a href="https://descobrindocriancas.com.br/2018/04/05/entao-vamos-falar-sobre-autismo/"> autismo</a> tem etimologia grega e significa: “ação ou estado de si mesmo”, por isso comumente dizemos que autistas estão em seu próprio mundo.O terapeuta ocupacional é um profissional importantíssimo quando
falamos em reabilitação infantil, sendo o principal objetivo de suas
intervenções promover o desenvolvimento de habilidades motoras, cognitivas,
sensoriais e sociais para o melhor desempenho de atividades cotidianas e
significativas.</p>



<p>Crianças com autismo podem apresentar dificuldade no planejamento
motor, o que impacta na forma como se relacionam com seu próprio corpo, objetos
e com o ambiente a sua volta. Nesses casos, as ações do terapeuta ocupacional
visam estimular noções de esquema corporal e de autoconsciência, habilidades
importantes para a aquisição de autonomia e independência nas atividades de
vida diária, como alimentação e vestuário.</p>



<p>Circuitos motores e sensoriais, atividades na frente do espelho,
brincadeiras de roda são exemplos de atividades que podem ser realizadas para
estimular o planejamento motor.</p>



<p>Outra função que necessita do olhar do terapeuta ocupacional
quando o assunto é autismo está relacionado com o processamento e integração
sensorial. Autistas costumam ter respostas inadequadas aos estímulos
sensoriais, podendo apresentar uma resposta exacerbada a determinados estímulos
e pouca, ou nenhuma, resposta a outros. Você pode saber mais no texto:
“Estímulos Sensoriais: Processamento e Integração”, publicado aqui no Blog.</p>



<p>A Terapia de Integração Sensorial é um método desenvolvido por
Jean Ayres que busca estimular e desafiar os sentidos da criança de forma
gradual e regulada, a fim de que ela aprenda a dar respostas sensoriais
adequadas ao ambiente. E tornou-se um dos métodos mais eficazes no tratamento
de criança e adolescentes com autismo. O método é exclusivo para terapeutas
ocupacionais e só pode ser aplicado por profissionais devidamente certificados.</p>



<p>Hoje, com os inúmeros estudos relacionados ao autismo, existem
diversos métodos, técnicas, instrumentos, programas e protocolos de
intervenção. Porém, nenhuma dessas intervenções será eficaz sem a participação
e colaboração ativa de pais e familiares no processo de reabilitação.</p>



<p>Segue abaixo algumas dicas para pais e familiares sobre como agir
com seu filho autista:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Seja flexível: permita
que seu filho realize comportamentos a fim de acomodar suas necessidades e
garantindo uma participação bem-sucedida nas atividades propostas;</li><li>Antecipe: sempre
apresente e fale antecipadamente sobre a ida em diferentes lugares ou
ambientes;</li><li>Tenha uma rotina
flexível, mas com regras e metas;</li><li>Faça combinados claros e
explique os pausadamente;</li><li>Tente graduar as
atividades em etapas, da mais simples para a mais complexa;</li><li>Mantenha os ambientes
seguro e confiável, confortável e agradável durante as atividades de higiene
pessoal, vestuário e alimentação;</li><li>Sempre que possível, use
pistas visuais com etapas da atividade;</li><li>Utilize linguagem
visual, por meio de fotos, figuras ou objetos;</li><li>Dê comandos claros e
objetivos; e</li><li>Prefira uma ação
provocativa ao diálogo para que a criança responda.</li></ul>



<p>Já vimos aqui no Blog, no texto “<a href="https://descobrindocriancas.com.br/2018/05/26/o-que-e-brincar/">O Que é Brincar na Terapia Ocupacional?</a>”, que o brincar é uma das ocupações que mais contribuem para a aquisição de habilidades motoras, cognitivas, sensoriais e sociais. </p>



<p>O diferencial quando falamos em autismo é que a brincadeira seja desempenhada de forma ativa pelo adulto para despertar interesse na criança. Também é necessário entender e respeitar o tempo de tolerância dela, flexibilizando e começando uma nova brincadeira quando ela solicitar.</p>



<p>Brincar na altura da criança e olhar nos seus olhos; escolher brinquedos sonoros, coloridos e que chamem a atenção da criança; deixá-la iniciar as brincadeiras; observar os gestos, ações e sons que ela desenvolve; dizer comentários e cantar durante a brincadeira, favorecendo a comunicação da criança; &nbsp;mudar a estrutura da brincadeira quando a criança estiver acostumada; sempre exagerar nas expressões e nos gestos; fazer sons diferentes; desafiar a criança na medida certa são algumas das estratégias para estimular a criança autista. </p>



<p>É importante que o adulto tenha paciência, compreensão e evite questionamentos e direcionamentos durante o desempenho da atividade, garantindo o engajamento da criança.</p>



<p>É comum eu ouvir pais dizendo que não conversam com seu filho, pois ele não entende. Pais conversem com seus filhos, pois a compreensão deles pode não ser a mesma que a nossa, mas eles entendem. De forma única e singular seu filho é capaz de entender e sentir tudo que se passa no contexto familiar.</p>



<p>Se você tem interesse em conhecer mais sobre o autismo, confere aqui no Blog os links abaixo:</p>



<p><a href="https://descobrindocriancas.com.br/2018/04/05/entao-vamos-falar-sobre-autismo/">Então Vamos Falar Sobre Autismo?</a></p>



<p><a href="https://descobrindocriancas.com.br/2018/04/02/os-pais-na-intervencao-terapeutica-do-autismo/">Engajamento dos pais na Intervenção Terapêutica do Autismo</a></p>



<p><a href="https://descobrindocriancas.com.br/2018/01/29/autismo-ve-e-interagir-com-o-mundo/">Autismo, uma Maneira Diferente de Ver e Interagir com o Mundo</a></p>



<p>Livros de apoio:</p>



<p>SANDBERG, E.H.; SPRITZ, B.L. <strong><a href="https://www.saraiva.com.br/breve-guia-para-tratamento-do-autismo-9439683.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener" aria-label="Breve Guia para Tratamento do Autismo.  (abre numa nova aba)">Breve Guia para Tratamento do Autismo</a></strong><a href="https://www.saraiva.com.br/breve-guia-para-tratamento-do-autismo-9439683.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener" aria-label="Breve Guia para Tratamento do Autismo.  (abre numa nova aba)">. </a>São Paulo: M.Books do Brasil Editora Ltda, 2007.</p>



<p>BONATO, E.M. <strong>Metodologia de Intervenção Corporal para Autistas</strong>. São Paulo: Edições Loyola, 2016.</p>



<p>Por <a href="https://descobrindocriancas.com.br/suellen-merencio-da-silva/">Suellen Merencio</a></p>



<p>Foto: Autorizada da Colunista Fernanda Alves </p>
<p>O post <a href="https://blog.descobrindocriancas.com.br/2019/04/23/terapia-ocupacional-e-reabilitacao-infantil-no-autismo/">Terapia Ocupacional e Reabilitação Infantil no Autismo</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.descobrindocriancas.com.br">Blog Descobrindo Crianças</a>.</p>
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		<title>O Papel Do Terapeuta Ocupacional no Contexto Escolar</title>
		<link>https://blog.descobrindocriancas.com.br/2019/03/12/o-papel-do-terapeuta-ocupacional-no-contexto-escolar/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Suellen Merencio [Terapeuta Ocupacional]]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Mar 2019 18:16:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Terapia ocupacional]]></category>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Você sabia que o Terapeuta Ocupacional pode atua no escola?</p>



<p>A Terapia Ocupacional atua em diferentes contextos de reabilitação infantil e um deles é contexto escolar. A educação é uma importante ocupação humana e fornece a base para um desenvolvimento saudável e próspero. </p>



<p>Nesse texto, vou abordar o papel do terapeuta ocupacional no contexto escolar e como esse profissional pode contribuir para o desenvolvimento de crianças e adolescentes.</p>



<p>A
terapia ocupacional é uma profissão da área da saúde e assistência social
responsável pelo uso terapêutico de atividades e ocupações humanas, sejam de
autocuidado, trabalho, estudo e lazer. Considerando isso, o principal objetivo
do terapeuta ocupacional na escola é promover a facilitação dos processos de
aprendizagem por meio de atividades estruturadas, lúdicas e brincadeiras. </p>



<p>O profissional busca ainda auxiliar no desenvolvimento de habilidades motoras, cognitivas e sociais que facilitem o desempenho dos estudantes em atividades cotidianas e escolares.</p>



<p><a href="https://descobrindocriancas.com.br/2018/11/20/descobrindo-criancas-atraves-das-artes/">Descobrindo Crianças Através das Artes</a></p>



<p>No
contexto escolar, crianças e adolescentes tem a oportunidade de ampliar sua
visão de mundo e isso só é possível quando a família trabalha em conjunto com a
escola. Portanto, o terapeuta ocupacional atua em parceria com a família, a
equipe pedagógica (professores, pedagogos, psicopedagogos) e com profissionais
de apoio (profissionais que se encarregam da alimentação e higiene das
crianças), visando contribuir para o desenvolvimento dos alunos. </p>



<p>O
terapeuta ocupacional pode ainda:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Orientar pais,
professores e colaboradores sobre estratégias para auxiliar no aprendizado das
crianças e adolescentes.</li><li>Estruturar a rotina dos
alunos e professores em sala de aula para organização do cotidiano escolar. Um
dos métodos utilizados é o Sistema de Comunicação por Troca de Figuras (PEC’s) que
consiste em mostrar uma imagem ao aluno daquilo que ele irá realizar na
sequência. Por exemplo, mostrar uma imagem de crianças comendo antes de iniciar
o lanche. O uso das PEC’s é muito utilizado com crianças autistas ou com
dificuldade de flexibilização, através da visualização das imagens a criança
prepara-se para finalizar uma atividade e iniciar outra.</li><li>Melhorar e adaptar o
ambiente, tornando-o mais lúdico e interessante ao aprendizado.</li><li>Facilitar o
aprendizado por meio de brincadeiras e realizar treino de habilidades e
atividades.</li><li>Promover a
independência e autonomia dos alunos nas atividades de vida diária, ou seja,
treinar a alimentação, escovação de dentes e uso do banheiro.</li><li>Favorecer respostas a
estímulos sensoriais, através de atividades que envolvam o uso dos sentidos. </li><li>Confeccionar adaptações
e materiais de apoio para o aluno, quando necessário, visando ampliar sua
participação nas atividades.</li></ul>



<p>Apesar
do público alvo do terapeuta ocupacional serem crianças e adolescentes com
transtorno do desenvolvimento, disfunção neuromotora, processamento sensorial
ou múltipla deficiência, não apenas elas podem aproveitar-se da intervenção
desse profissional. </p>



<p>O
terapeuta ocupacional tem em sua expertise um olhar sobre o desenvolvimento
humano saudável e pode avaliar e identificar possíveis disfunções no desempenho
ocupacional. </p>



<p>Além disso, seu foco de trabalho é sempre na pessoa, no contexto e ambiente e na ocupação. Dessa forma, o profissional pode contribuir para a promoção da autonomia e independência dos alunos focando em seu desempenho nas atividades que sejam significativas e importantes para eles. </p>



<p>Por <a href="https://descobrindocriancas.com.br/suellen-merencio-da-silva/">Suellen Merencio</a></p>



<p>Leia também: <a href="https://descobrindocriancas.com.br/2018/10/26/papeis-ocupacionais-voce-sabe-o-que-e/">Papéis Ocupacionais: Você Sabe o que é?</a></p>
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]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Sono, Gestação e Desenvolvimento infantil</title>
		<link>https://blog.descobrindocriancas.com.br/2019/02/22/sono-gestacao-e-desenvolvimento-infantil/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Suellen Merencio [Terapeuta Ocupacional]]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Feb 2019 10:11:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Terapia ocupacional]]></category>
		<category><![CDATA[Blog Descobrindo Crianças]]></category>
		<category><![CDATA[Gestação]]></category>
		<category><![CDATA[Sono]]></category>
		<category><![CDATA[Terapia Ocupacional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Sono influencia no desenvolvimento gestacional? A vida se inicia ... <a title="Sono, Gestação e Desenvolvimento infantil" class="read-more" href="https://blog.descobrindocriancas.com.br/2019/02/22/sono-gestacao-e-desenvolvimento-infantil/">Ler +</a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O Sono influencia no desenvolvimento gestacional?</p>



<p>A vida se inicia no momento da
concepção e todas as informações ambientais que a mãe recebe são também
passadas ao bebê. </p>



<p>Sabemos que a rotina da família,
principalmente da mãe, influencia diretamente no desenvolvimento da criança
desde a fase intrauterina. Uma delas é a rotina de sono e descanso. </p>



<p>Durante a gestação, o cansaço e a
fadiga fazem a mãe ter mais sono do que o comum. Isso acontece pelos altos
níveis de progesterona no organismo da gestante. </p>



<p>Esse hormônio tem como função preparar
o interior do útero para receber um óvulo fecundado, e isso acontece por meio
do aumento da espessura e da circulação sanguínea, dando início à gestação. É
formador também do muco do ovário, necessário para que seja possível a
implantação do óvulo. Ou seja, a progesterona é a principal responsável para
que a gravidez aconteça.</p>



<p>O sono é um importante processo para
restaurar nosso organismo tanto no aspecto físico, mental ou emocional.
Enquanto dormimos acontecem funções importantes como a liberação dos hormônios
do crescimento e das substâncias formadoras dos músculos. </p>



<p><em>Dormir também auxilia para que tenhamos maiores períodos de atenção, eficiência, atividade e volição em nosso cotidiano. </em></p>



<p><a href="https://descobrindocriancas.com.br/2017/09/21/sono-infantil-e-seus-reflexos-no-desenvolvimento/">Sono infantil e seus reflexos no desenvolvimento</a></p>



<p>Por suas importantes funções e por
fazer parte do cotidiano, o sono e o descanso são considerados áreas da
ocupação. O mecanismo que governa nossa compulsão para desligar o sistema
consciente e deixar que o subconsciente tome conta de nosso corpo é rítmico e
intercala o estado de vigília (acordado) e de sono. Se esse ritmo está bem
estabelecido na gravidez terá impacto na chegada do bebê, pois a tendência é o
bebê entrar no mesmo ritmo de vida da mãe.</p>



<p>Algumas dicas para ajudar na hora de
estabelecer ritual de sono e assim criar bons hábitos na hora de dormir:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Prepare o ambiente, deixando a cama e o quarto
     arrumados;</li><li>Coloque uma música calma e relaxante para
     tocar. Dê preferência para sons de água, como cachoeiras e chuva;</li><li>Desligue equipamentos eletrônicos e/ou luzes;</li><li>Se possível, tome um banho morno antes de
     deitar-se;</li><li>Faça xixi antes de deitar-se;</li><li>Encontre posições confortáveis;</li><li>Evite assistir filmes, séries ou cenas de
     violência antes de dormir;</li><li>Evite alimentos pesados.</li></ul>



<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; As dicas acima listadas
podem ser adaptadas e usadas também para mamães e papais que já tem crianças
maiores. Um sono bom e restaurador depende de hábitos bem estabelecidos. Tente
perceber o que você tem feito duas horas antes de dormir e mude aquilo que possa
estar interferindo na rotina de sono e descanso.</p>



<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; E uma última dica: Não leve para cama tarefas que você terá que fazer no dia seguinte. Antes de deitar, anote todas as coisas importantes e que você precisa lembrar-se ao acordar. Essa estratégia ajudará você a desligar-se e garantirá bons sonhos.</p>



<p>Por <a href="https://descobrindocriancas.com.br/suellen-merencio-da-silva/">Suellen Merencio</a></p>



<p>Foto Capa: <a href="https://www.instagram.com/keyllagomesfotografia/" target="_blank" rel="noreferrer noopener" aria-label="Keylla Gomes (abre numa nova aba)">Keylla Gomes</a></p>



<p>Leia também: <a href="https://descobrindocriancas.com.br/2019/01/18/e-quem-cuida-de-voce/">E quem cuida de você?</a></p>
<p>O post <a href="https://blog.descobrindocriancas.com.br/2019/02/22/sono-gestacao-e-desenvolvimento-infantil/">Sono, Gestação e Desenvolvimento infantil</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.descobrindocriancas.com.br">Blog Descobrindo Crianças</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>E Quem Cuida de Você?</title>
		<link>https://blog.descobrindocriancas.com.br/2019/01/18/e-quem-cuida-de-voce/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Suellen Merencio [Terapeuta Ocupacional]]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Jan 2019 09:24:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Terapia ocupacional]]></category>
		<category><![CDATA[Blog Descobrindo Crianças]]></category>
		<category><![CDATA[Crianças]]></category>
		<category><![CDATA[Cuidado]]></category>
		<category><![CDATA[Terapia Ocupacional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>E quem cuida de você? Em meu trabalho com famílias ... <a title="E Quem Cuida de Você?" class="read-more" href="https://blog.descobrindocriancas.com.br/2019/01/18/e-quem-cuida-de-voce/">Ler +</a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>E quem cuida de você?</p>
<p>Em meu trabalho com famílias essa é uma pergunta que sempre rodeia a terapia. Mães, pais, avós e avôs, cuidadores… não importa quem seja, a resposta é sempre a mesma: um suspiro acompanhado de “não sei” ou “pois é”.</p>
<p>Pensando nisso, e considerando as ações da<em> campanha do Janeiro Branco</em>, resolvi dedicar esse texto a você que cuida, se preocupa e se dedica a tornar a vida de outras pessoas melhores e mais fácil. Às vezes até sem o reconhecimento desejado.</p>
<p>As comemorações do Janeiro Branco tiveram início em 2014 e a campanha foi pensada por um grupo de psicólogos preocupados em divulgar a importância do cuidado com a saúde mental e emocional. O mês foi escolhido aproveitando sua fama de mês de reflexões, recomeços e renovações. Mas, é necessário que esse tema esteja sempre presente, pois o cuidado com a saúde mental e emocional deve ser constante e contínua.</p>
<p>Não é fácil cuidar de outrem e são vários os tipos de cuidado. Cuidar da casa, das crianças, dos animais de estimação. Cuidar para não esquecer um compromisso, um produto a ser comprado, uma consulta.</p>
<p>Todas essas formas de cuidado fazem partes das atividades instrumentais de vida diária (AIVDS) estudadas pela Terapia Ocupacional. As AIVDS são atividades muito complexas, pois para desempenhá-las são necessárias habilidades previamente adquiridas.</p>
<p>Na tentativa de cuidar de todo mundo e de tudo, muitas vezes, o cuidador se sente sobrecarregado, esgotado e mal recompensado. O cuidar torna-se a única ocupação significativa na vida da pessoa, ao mesmo tempo que lhe concede prazer e também o deixa triste.</p>
<p>É importante lembrar que a saúde física, emocional e mental daquele que cuida também são afetadas pelos problemas daqueles por quem ele é responsável.</p>
<p>E o que muitos cuidadores esquecem é que para ter um bom desempenho no ato de cuidar é necessário antes de tudo estar bem consigo mesmo. É preciso cuidar de si. Se colocar em primeiro lugar não é egoísmo, é amor próprio.</p>
<p>Exaustão, cansaço, sensação de estar fisicamente esgotado; raiva diante de pedidos e demandas; pensamento negativo, irritabilidade; ideias persecutórias; ganho ou perda de peso; dores de cabeça e sintomas gastrointestinais frequentes; insônia; limiar de tolerância rebaixado em situações cotidianas;<br />
falta de ar; sensação de desamparo; e pouca atenção diante de situações de risco são alguns sinais de alerta.</p>
<p>Ficar atento a esses sinais e buscar ajuda são essenciais para prevenir o adoecimento e preserva a sua saúde física e mental.</p>
<p>Quando foi a última vez que você dedicou um tempo só para você?</p>
<p>Quando foi a última vez que você optou por tomar banho antes de dar banho nas crianças?</p>
<p>Quando você deixou de lado as tarefas de casa e ficou de pernas para o ar?</p>
<p>Quando foi a última vez que você saiu com amigos ou foi passear?</p>
<p>Parar para refletir sobre essas questões ajuda a pensar em estratégias para o autocuidado. Aproveito para dar uma dica: faça um planejamento diário, semanal ou mensal das tarefas que você precisa realizar. Nesse planejamento, tente perceber quanto tempo você tem gasto no cuidado com os outros e acrescente um tempo para dedicar a você.</p>
<p>Comece com uma atividade física, um curso, leia um livro, vá ao cinema. Enfim, procure atividades que sejam significativas para você e que lhe concedam sensação de bem-estar.</p>
<p>Desconecte-se das tarefas cotidianas por um dia ou por um período do dia para fazer algo por você.</p>
<p>E caso apareça algum sentimento de culpa, mande o embora na mesma hora. Cuidar-se é primordial e essencial para quem quer cuidar de outras pessoas. Nunca se esqueça disso!</p>
<p>Portanto, o cuidador também precisa ser cuidado!</p>
<p>Por Suellen Merencio</p>
<p>Leia Também: <a href="https://descobrindocriancas.com.br/2018/10/26/papeis-ocupacionais-voce-sabe-o-que-e/">Papeis Ocupacionais: Você sabe o que é?</a></p>
<p>Imagem: FreePik</p>
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			</item>
		<item>
		<title>DESMETICANDO A SEXUALIDADE INFANTL</title>
		<link>https://blog.descobrindocriancas.com.br/2018/12/14/desmistificando-a-sexualidade-na-infancia-e-adolescencia/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Suellen Merencio [Terapeuta Ocupacional]]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Dec 2018 20:22:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Terapia ocupacional]]></category>
		<category><![CDATA[Sexualidade Infantil]]></category>
		<category><![CDATA[Terapia Ocupacional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Falar sobre sexualidade não é tarefa fácil, imagina quando o ... <a title="DESMETICANDO A SEXUALIDADE INFANTL" class="read-more" href="https://blog.descobrindocriancas.com.br/2018/12/14/desmistificando-a-sexualidade-na-infancia-e-adolescencia/">Ler +</a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Falar sobre sexualidade não é tarefa fácil, imagina quando o assunto envolve os filhos.</p>
<p>O contexto é rodeado de muitos tabus e dúvidas entre os pais.</p>
<p>Inclusive, a sugestão deste tema veio de uma colega de trabalho, mãe de dois filhos, em uma conversa sobre a dificuldade em responder as perguntas que as crianças fazem sobre sexo.</p>
<p>A sexualidade acompanha o ser humano durante toda sua vida, da infância à velhice.</p>
<p>Por isso, é preciso entender que sexualidade não se relaciona apenas ao ato erótico e sexual, mas também a experimentação do prazer pelo corpo, a partir das relações que estabelecemos com os outros.</p>
<p>Provamos experiências sexuais ao comer uma comida boa, ao ouvir uma música que gostamos, ao sentir um cheiro agradável.</p>
<p>Alguns pais acreditam que falar sobre sexo com os filhos irá, de certa forma, influencia-los a ter uma vida sexual mais cedo. Pelo contrário, quanto mais informações os filhos conseguirem com os pais, melhor será sua experiência sexual no futuro.</p>
<p>O diálogo entre pais e filhos diminui as chances das crianças e adolescentes caírem em informações equivocadas sobre o assunto quando buscam na <em>internet.</em></p>
<p>Sim! Em algum momento seu filho vai buscar informações sobre o tema seja com amigos, parentes próximos, <em>internet</em>, livros. Então, o melhor é que as pessoas que mais amam eles possam esclarecer as dúvidas, ou seja, os pais.</p>
<p>O primeiro passo para desmistificar a sexualidade infantil é agir naturalmente em relação ao assunto. Muitos pais evitam falar sobre isso ou falam de formas muito abstratas, das quais a criança mal consegue entender.</p>
<p>Falar com clareza, respeitar o tempo da criança e responder apenas aquilo que ela perguntou são estratégias para responder.</p>
<p>Quando você não souber como responder ao seu filho, vale a honestidade. Diga que não sabe a resposta para àquela pergunta, mas que irá pesquisar para contar lhe depois. É importante conversar de acordo com a idade da criança, pois cada fase tem sua individualidade.</p>
<p>Cabe aos pais ajudar os filhos na construção de uma identidade sexual. Ensinar a criança sobre tocar o próprio corpo e identificar as sensações de prazer e desprazer que ela irá experimentar durante este ato são formas de abordar o assunto.</p>
<p>É preciso sempre alertar as crianças sobre o abuso. Adulto tocando sexualmente criança é abuso!</p>
<p><a href="https://descobrindocriancas.com.br/2018/05/18/18-de-maio/">18 de maio: Diga não à violência infantil</a></p>
<p>Algumas crianças apresentam comportamentos que são facilmente rotulados por adultos como masturbação. Na realidade, quando a criança está tocando o próprio corpo ela está buscando uma forma de responder sensorialmente ao ambiente.</p>
<p>Não é um ato de busca de prazer, apesar de esse sentimento vir atrelado ao comportamento. É pura e simplesmente uma forma de organizar-se.</p>
<p>Nesse momento, é formidável explicar para criança ou adolescente que existem ambientes e momentos adequados para isso, como quando ele está em seu quarto ou no banheiro.</p>
<p>A atividade sexual é uma atividade de vida diária (AVD) e, na nomenclatura da Terapia Ocupacional, refere-se ao envolvimento em atividades que proporcionam satisfação sexual e/ou satisfazer as necessidades relacionais ou reprodutivas.</p>
<p>Portanto, nada de vergonha ao falar sobre sexo com os filhos.</p>
<p>Como eu disse anteriormente, a identidade sexual que as crianças e os adolescentes construíram ao longo da vida depende das informações e vivências que eles terão. O melhor caminho é sempre o diálogo e os melhores professores são sempre os pais.</p>
<p>Assunto muito relevante, ele será mais citado pelas colegas de outras áreas.</p>
<p>Deixe nos comentários a sua pergunta.</p>
<p>Por <a href="https://descobrindocriancas.com.br/suellen-merencio-da-silva/">Suellen Merencio</a></p>
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]]></content:encoded>
					
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		<item>
		<title>Descobrindo Crianças Através das Artes</title>
		<link>https://blog.descobrindocriancas.com.br/2018/11/20/descobrindo-criancas-atraves-das-artes/</link>
					<comments>https://blog.descobrindocriancas.com.br/2018/11/20/descobrindo-criancas-atraves-das-artes/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Suellen Merencio [Terapeuta Ocupacional]]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Nov 2018 09:11:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Terapia ocupacional]]></category>
		<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Blog Descobrindo Crianças]]></category>
		<category><![CDATA[Descobrindo]]></category>
		<category><![CDATA[Terapia Ocupacional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Arte é toda forma de expressão e manifestação do seu ... <a title="Descobrindo Crianças Através das Artes" class="read-more" href="https://blog.descobrindocriancas.com.br/2018/11/20/descobrindo-criancas-atraves-das-artes/">Ler +</a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Arte é toda forma de expressão e manifestação do seu ser interior e das vivências exteriores. Tem ligação com a sensibilidade e a imaginação colocadas em prática de alguma forma.</p>
<p>Existem onze tipos de belas artes, são elas: a música; a dança; a pintura; a escultura; o teatro; a literatura; o cinema; a fotografia; as histórias em quadrinhos; os jogos em multimídia e a arte digital.</p>
<p>Mas em que a arte pode favorecer no desenvolvimento do seu filho?</p>
<p>Nos primeiros sete anos, segundo a visão antroposófica do desenvolvimento humano, a criança admira a bondade. Tudo para ela é bom! O jeito como seus pais agem, a natureza, a forma como sua vida é. Conforme vai crescendo, sua percepção do ambiente externo vai mudando, assim como seu interior também está em transformação.</p>
<p>Então, dos sete aos quatorzes anos, a criança passa a admirar aquilo que é belo. E é aqui que o papel da arte tem maior importância. Quando em contato com as diferentes formas de arte, a criança pode ter em seu despertar uma visão mais crítica e autocrítica do mundo, valores essenciais para vivermos em sociedade.</p>
<p>A criança não usa conceituações teóricas ou reflexões filosóficas para falar sobre as artes, ela aprecia e se encanta de forma espontânea, seguindo seus instintos. E por ser uma manifestação natural do universo infantil, também é possível através da arte despertar talentos, interesses e habilidades.</p>
<p>Como?</p>
<p><a href="http://www.descobrindocriancas.com.br/mandala"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-2929" src="https://descobrindocriancas.com.br/wp-content/uploads/Mandala-e1542068602299.jpg" alt="" width="446" height="397" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A arte tem o potencial de despertar em nosso ser diversos sentimentos, desta forma a criança tem a possibilidade de expressar suas emoções e a forma como ela interpreta a realidade usando expressões artísticas, como a pintura e o desenho.</p>
<p>Em relação a dança, além de trabalhar a expressão corporal, a criança pode desenvolver as suas habilidades motoras, noção e esquema corporal e a exploração do próprio corpo através do reconhecimento de suas potencialidades e limitações.</p>
<p>A dança permite também uma maior liberação de energia, característica tão presente na infância. A atividade artística fortalece a compreensão da linguagem corporal, da estrutura do movimento e da noção de tempo e esforço.</p>
<p>A pintura, fotografia, a literatura são formas de arte que estimulam a criatividade, a imaginação, a capacidade de enxergar o mundo fora da caixa. A percepção de mundo fica mais aguçada, o que facilita no processo de aprendizagem por associação.</p>
<p>O interesse pelas atividades artísticas só será possível a partir da disponibilidade dos pais em proporcionar isso aos filhos. É comum que crianças gostem do mesmo estilo musical que os pais. Se interessem pelo teatro e cinema se são levados até lá. Assim como é comum que crianças admirem pintura e desenho se são estimuladas a observar e realizar essas atividades.</p>
<p>No meu trabalho com crianças, tento proporcionar a elas diversas vivências. Entre essas, a vivência das artes. Desenvolvi, junto com colaboradores, uma atividade de confecção de mandalas de grãos diversos, areia e pedras coloridas. O resultado foi incrível.</p>
<p>As crianças puderam vivenciar a textura dos materiais, exercitar sua autonomia e aprender sobre confeccionar um produto final. Demonstraram-se organizadas, planejaram suas ações, esperaram a vez na hora de colar o material no desenho. Por ser uma atividade desenvolvida em grupo, as crianças puderam também interagir e socializar com os colegas.</p>
<p>No mundo contemporâneo em que vivemos, tudo é feito na correria. Não paramos para olhar o que nos rodeia, nem viver plenamente nosso dia a dia. Proporcionar momentos de contemplação do belo e de qualquer forma de arte, a arte é uma vivência única que ficará marcada para sempre nas memórias de seu filho. E para isso não é preciso gastar, ir a museus ou ser intelectual. Só é preciso disponibilidade e olhos sensíveis para observar e enxergar aquilo que te rodeia.</p>
<p>Por <a href="https://descobrindocriancas.com.br/suellen-merencio-da-silva/">Suellen Merencio</a></p>
<p>Leia Também: <a href="https://descobrindocriancas.com.br/2018/10/26/papeis-ocupacionais-voce-sabe-o-que-e/">Papéis Ocupacionais: Você Sabe O que é?</a></p>
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		<title>Papéis Ocupacionais: Você Sabe O Que É?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Suellen Merencio [Terapeuta Ocupacional]]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Oct 2018 21:20:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Terapia ocupacional]]></category>
		<category><![CDATA[Blog Descobrindo Crianças]]></category>
		<category><![CDATA[Crianças]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Mães]]></category>
		<category><![CDATA[Papeis]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Papéis ocupacionais são conjuntos de comportamentos socialmente esperados e moldados ... <a title="Papéis Ocupacionais: Você Sabe O Que É?" class="read-more" href="https://blog.descobrindocriancas.com.br/2018/10/26/papeis-ocupacionais-voce-sabe-o-que-e/">Ler +</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Papéis ocupacionais são conjuntos de comportamentos socialmente esperados e moldados de acordo com a cultura e o contexto que vivemos. Cada papel ocupacional carrega consigo obrigações que precisamos cumprir para atingir determinados objetivos.</p>
<p>Por exemplo, o papel de mãe vem carregado de significados que vão desde dar de comer, cuidar, dar afeto até educar e dar limites aos filhos, entre outras tantas funções de mãe.</p>
<p>Desempenhar cada um desses papéis exige esforço, dedicação e compromisso. Afinal, não é fácil chegar em casa após um dia exaustivo de trabalho e ainda ter energia para dar atenção aos filhos. Ou para preparar o jantar. Ou ainda para deixar pronta a lancheira que as crianças vão levar no dia seguinte.</p>
<p>Os papéis ocupacionais precisam fazer sentido para aquele que executa, ou seja, a pessoa precisa sentir que desempenhar determinado papel trás satisfação para ela.</p>
<p>Em minha experiência conduzindo grupo de famílias, observei a quantidade de papéis ocupacionais aos quais as mulheres, principalmente, se submetem para dar conta de cuidar de todos os membros da família. As mulheres são filhas, mães, esposas, namoradas, cônjuges, tias, avós, sogras, amigas, irmãs, madrinhas. Além disso são trabalhadoras, donas de casa, cuidadoras, estudantes, religiosas, voluntárias, entre outros.</p>
<p>A sobrecarga que cada papel impõe trás um grande impacto no cotidiano das pessoas. Na expectativa de que tudo saia o mais perto do perfeito possível, muitas vezes essas mulheres esquecem de cuidar de si mesmo. Não praticam atividades de lazer com o argumento: “isso é perda de tempo” ou “não tenho tempo para isso”. Deixam de cuidar de sua aparência física e, consequentemente, de suas emoções. Isso impacta diretamente na autoestima que vai ficando cada vez mais baixa.</p>
<p>É comum ouvirmos alguém dizer que sentem-se escravas dos membros da família e terem a sensação de ser desvalorizada por tudo que faz. Quando isso acontece: sinal de alerta! Muitas vezes, não percebemos que estamos pegando uma carga maior do que conseguimos carregar. Pois, os papéis ocupacionais são dotados de crenças, as quais passamos a acreditar ao longo da vida. E junto com cada um deles vem as implicações e tarefas a serem desempenhadas.</p>
<p>Da mesma forma que acrescentamos mais papéis ao longo da vida, também podemos abandonar aqueles que deixam de fazer sentido. Isso é totalmente esperado. Os papéis ocupacionais que executamos são valorizados socialmente e através deles podemos  fazer parte de grupos sociais. Mas o mais importante é que sejam valorizados por nós mesmos. Afinal somos nós que desempenhamos e sabemos o quanto custa desempenhar eles.</p>
<p>O equilíbrio é sempre a melhor estratégia. Então, tente dividir o tempo para cada papel e suas atribuições. Encontre um tempo para você!</p>
<p>E se você sente-se cansado e deseja revisar seus papéis ocupacionais, procure um terapeuta ocupacional. Esse profissional compreende como acontece a construção da identidade pessoal e social de cada pessoa e, através da análise dos papéis ocupacionais, pode auxiliar na escolha de novas maneiras de viver e contribuir para o bem-estar de si e dos outros.</p>
<p>Por <a href="https://descobrindocriancas.com.br/suellen-merencio-da-silva/">Suellen Merencio</a></p>
<p>Leia também: Descobrindo Crianças através dos jogos em equipe</p>
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		<title>Descobrindo Crianças Através dos Jogos em Equipe</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Suellen Merencio [Terapeuta Ocupacional]]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Sep 2018 21:21:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Terapia ocupacional]]></category>
		<category><![CDATA[Brincadeira]]></category>
		<category><![CDATA[Descobrindo Crianças]]></category>
		<category><![CDATA[Equipe]]></category>
		<category><![CDATA[Jogos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os jogos e as brincadeiras em grupo começam a fazer ... <a title="Descobrindo Crianças Através dos Jogos em Equipe" class="read-more" href="https://blog.descobrindocriancas.com.br/2018/09/18/descobrindo-criancas-atraves-dos-jogos-em-equipe/">Ler +</a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os jogos e as brincadeiras em grupo começam a fazer parte da vida das crianças aos cinco anos de idade. Isto significa que ela passa a ter interesse pela interação e trocas com outras crianças, de sua faixa etária, na hora de brincar. Por esse motivo, as brincadeiras e os jogos favorecem diretamente no desenvolvimento afetivo e social, ensinando sobre a empatia e respeito ao próximo.</p>
<p>Os jogos e brincadeiras também estimulam e aprimoram as habilidades motoras (pular, correr, saltar, coordenação motora, pegar, lançar, fluidez, ritmo) e cognitivas (atenção, foco, raciocínio, memória, planejamento, iniciativa, sequenciamento, iniciação e finalização, organização, ajustamento). Cada habilidade dessas é importante para o desempenho independente de atividades cotidianas, como comer, tomar banho, fazer lição de casa, entre outras.</p>
<p>A diferença entre o jogo e a brincadeira é bem simples. Enquanto na brincadeira a criança cria livremente seu universo, interagindo com objetos e brinquedos, no jogo ela precisa seguir regras.</p>
<p>A brincadeira pode não ter um fim definido previamente, o que significa que a criança pode parar quando ela quiser, ou cansar, ou quando é motivada por um fator externo (como para responder ao chamado dos pais). O jogo sempre terá um início e um fim já estabelecido, por exemplo, quando um participante atinge uma determinada pontuação e torna-se vencedor.</p>
<p>Os jogos são uma excelente forma de estimular e desafiar as crianças. Pois, elas sentem-se motivadas a cumprir aquilo que é solicitado. Ao mesmo tempo que seu filho está jogando, ele está aprendendo, criando, descobrindo, experimentando, inventando, interagindo, pensando sobre si mesmo e sobre os outros. Os jogos também impõem limites que favorece as relações com outras crianças e com adultos.</p>
<p>Existem dois tipos de jogos que podem ser realizados em equipe: os cooperativos e os competitivos.</p>
<p>Nos jogos competitivos o objetivo central é vencer. Sempre haverá aquele que perde e aquele que ganha. Os jogos de tabuleiro (xadrez, dama, ludo, banco imobiliário), de cartas (uno, baralho), esportivos (futebol, basquete, vôlei, peteca) são exemplos de jogos competitivos. Esses jogos proporcionam a criança o aprendizado sobre as frustrações, a importância de dar o seu máximo para alcançar um objetivo, além de melhorar o raciocínio estratégico.</p>
<p>Os jogos cooperativos, por outro lado, são um diferencial quando o assunto é ensinar o trabalho em equipe e a ajuda mútua. Nesse tipo de jogo não é o vencer o mais importante, mas finalizar as tarefas propostas. Cada criança é estimulada a mostrar suas potencialidades e talentos, pois o que conta é fazer o melhor pela equipe. São exemplos de jogo cooperativos: cabo de guerra, escravos de Jó, passando o bambolê, peteca.</p>
<p>O aprendizado de novas habilidades, a importância de seguir as regras e a criatividade são outros aspectos que os jogos podem propiciar. Enquanto joga, a criança fica relaxada, entendendo que há sempre momento para tudo, inclusive para pensar com calma e aguardar a vez.</p>
<p>O jogo pode ajudar na hora de ensinar ao seu filho valores humanos, como caráter e honestidade. Observar como seu filho interage durante os jogos é importante para perceber como ele tem lidado com os sentimentos de injustiça, frustração, derrota e vitória, medo, pessimismo. Durante um jogo pode surgir a oportunidade para uma boa conversa sobre assuntos diversos, como por exemplo, sobre os sentimentos dos seus filhos diante de situações adversas.</p>
<p>Portanto, os jogos representam uma ótima oportunidade para descobrir mais sobre a criança, suas potencialidades e habilidades. Além disso, é uma ótima maneira de relaxar! Então, vamos jogar?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Por <a href="https://descobrindocriancas.com.br/suellen-merencio-da-silva/">Suellen Merencio</a></p>
<p>Leia também: <a href="https://descobrindocriancas.com.br/2018/08/14/o-desenvolvimento-da-crianca-e-animais-de-estimacao/">O Desenvolvimento da Criança e Animais de Estimação</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O post <a href="https://blog.descobrindocriancas.com.br/2018/09/18/descobrindo-criancas-atraves-dos-jogos-em-equipe/">Descobrindo Crianças Através dos Jogos em Equipe</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.descobrindocriancas.com.br">Blog Descobrindo Crianças</a>.</p>
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