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	<title>Arquivos Pedagogia - Blog Descobrindo Crianças</title>
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	<description>Descomplicando a Infância</description>
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	<title>Arquivos Pedagogia - Blog Descobrindo Crianças</title>
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	<item>
		<title>Aprender brincando: como inserir brincadeiras no ambiente escolar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernanda Colil [Pedagoga]]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jan 2025 23:26:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bebês]]></category>
		<category><![CDATA[Desenvolvimento infantil]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Pedagogia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Descubra dicas práticas para incorporar o brincar na escola, promovendo aprendizado significativo, criatividade e colaboração entre os alunos.</p>
<p>O post <a href="https://blog.descobrindocriancas.com.br/2025/01/14/aprender-brincando-como-inserir-brincadeiras-no-ambiente-escolar/">Aprender brincando: como inserir brincadeiras no ambiente escolar</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.descobrindocriancas.com.br">Blog Descobrindo Crianças</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O aprendizado infantil é um processo complexo que vai além da simples transmissão de conhecimentos.<strong> Aprender brincando</strong> é uma maneira das crianças absorverem melhor determinado conhecimento, pois há curiosidade, exploração e prazer na experiência educacional.</p>
<p>Nesse contexto, as brincadeiras desempenham um papel central, permitindo que os pequenos desenvolvam habilidades cognitivas, sociais, emocionais e motoras de forma natural e significativa.</p>
<p>Aprender brincando não é apenas um método complementar, mas uma abordagem essencial para o desenvolvimento integral da criança. Este artigo explora como a ludicidade pode ser incorporada ao ambiente escolar e os benefícios que essa prática traz para o aprendizado.</p>
<figure id="attachment_6941" aria-describedby="caption-attachment-6941" style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-6941" src="https://blog.descobrindocriancas.com.br/wp-content/uploads/crianca-e-escola-720x405.jpg" alt="Crianças e escola: como aprender brincando?" width="720" height="405" srcset="https://blog.descobrindocriancas.com.br/wp-content/uploads/crianca-e-escola-720x405.jpg 720w, https://blog.descobrindocriancas.com.br/wp-content/uploads/crianca-e-escola-1024x576.jpg 1024w, https://blog.descobrindocriancas.com.br/wp-content/uploads/crianca-e-escola-768x432.jpg 768w, https://blog.descobrindocriancas.com.br/wp-content/uploads/crianca-e-escola.jpg 1200w" sizes="(max-width: 720px) 100vw, 720px" /><figcaption id="caption-attachment-6941" class="wp-caption-text">Crianças e escola: como aprender brincando? Foto: Pexels / Montagem: Canva</figcaption></figure>
<h2>Por que aprender brincando é importante?</h2>
<p>Brincar é a principal atividade da infância e uma das formas mais eficazes de promover o desenvolvimento. Através das brincadeiras, as crianças exploram o mundo, expressam emoções, resolvem problemas e interagem com os outros.</p>
<p>Segundo o pedagogo suíço Jean Piaget, brincar permite que as crianças assimilem novos conhecimentos e os transformem em experiências concretas. Além disso, o jogo estimula o desenvolvimento cognitivo e motor, a criatividade e a capacidade de lidar com desafios.</p>
<p>De acordo com a neurociência, brincar ativa diversas áreas do cérebro, especialmente aquelas responsáveis pela memória, atenção e resolução de problemas. Brincadeiras desafiadoras fortalecem as conexões neurais e desenvolvem habilidades fundamentais como comunicação, empatia e colaboração.</p>
<h2>O brincar na escola: um espaço para exploração e descoberta</h2>
<p>Incorporar brincadeiras ao cotidiano escolar não significa abandonar os conteúdos curriculares, mas encontrar formas lúdicas de ensinar matemática, ciências, linguagem e outras disciplinas. Atividades lúdicas despertam o interesse dos alunos e tornam o aprendizado prazeroso e engajante.</p>
<h3>Jogos pedagógicos</h3>
<p>Jogos pedagógicos são ferramentas eficazes para ensinar conceitos escolares de forma divertida. Jogos de tabuleiro ajudam na matemática, raciocínio lógico e estratégia. Jogos de palavras e rimas favorecem a leitura e a escrita. Quando as crianças participam ativamente, o aprendizado se torna mais significativo e prático.</p>
<h3>Brincadeiras ao ar livre</h3>
<p>Atividades ao ar livre melhoram a saúde física e promovem o aprendizado. Brincadeiras como caça ao tesouro, jardinagem e esportes colaborativos ensinam sobre a natureza, ciências e habilidades sociais. Além disso, o contato com o ambiente natural estimula a criatividade, melhora o bem-estar emocional e contribui para a concentração e o desempenho acadêmico.</p>
<h3>Dramatizações e teatro</h3>
<p>Teatro e dramatizações são ótimas formas de explorar temas complexos. Representar situações do cotidiano ou personagens históricos ajuda os alunos a entender diferentes perspectivas e aprofundar conteúdos. Essa prática também desenvolve habilidades comunicativas, fortalece a autoestima e incentiva o trabalho em equipe.</p>
<h2>Desenvolvimento socioemocional e o brincar</h2>
<p>Brincar é essencial para o desenvolvimento socioemocional das crianças. Nas brincadeiras, elas aprendem a compartilhar, esperar a vez, negociar regras e lidar com frustrações — competências fundamentais para a convivência em sociedade.</p>
<p>Atividades colaborativas, como jogos em grupo, promovem empatia e ensinam a importância da cooperação. Em vez de competir, as crianças aprendem a celebrar conquistas coletivas e a valorizar o esforço do grupo, fortalecendo a inteligência emocional e a capacidade de se colocar no lugar do outro.</p>
<h2>O papel do professor no aprendizado lúdico</h2>
<p>O professor desempenha um papel fundamental em ambientes que valorizam o aprendizado lúdico. Ele deve ser mediador e facilitador, criando situações que estimulem a curiosidade e incentivem a autonomia dos alunos. Planejar atividades desafiadoras, mas adequadas ao nível de desenvolvimento infantil, é essencial.</p>
<p>Além disso, o professor deve observar como as crianças se envolvem nas brincadeiras, ajustando as atividades para garantir a participação de todos. Brincar também pode ser usado para reforçar conceitos já trabalhados e introduzir novos conteúdos de forma natural.</p>
<h2>Brincar e aprender: o lúdico e o desempenho acadêmico</h2>
<p>Estudos indicam que brincar está diretamente relacionado a melhores resultados acadêmicos. Crianças que participam regularmente de atividades lúdicas têm maior concentração, capacidade de resolver problemas e criatividade. Além disso, a ludicidade reduz a ansiedade e torna a escola um ambiente mais acolhedor.</p>
<p>Em disciplinas como matemática, jogos ajudam a compreender conceitos abstratos de maneira prática e divertida. Já na alfabetização, brincar com palavras e histórias desperta o interesse pela leitura e melhora a compreensão textual.</p>
<h2>Brincar e incluir: uma ferramenta para todos os alunos</h2>
<p>O aprender brincando se torna um momento lúdico e inclusivo, pois respeita os diferentes ritmos e estilos de aprendizagem. Alunos com algum tipo de deficiência ou necessidade específica, por exemplo, se beneficiam dessas práticas, que favorecem o aprendizado prático e colaborativo.</p>
<p>Além disso, as brincadeiras criam um ambiente escolar mais igualitário, no qual as diferenças individuais são valorizadas. Durante os jogos, as crianças aprendem a respeitar a diversidade e a trabalhar em equipe.</p>
<h2>Dicas para incorporar o brincar no cotidiano escolar</h2>
<p>Incorporar o brincar ao ambiente escolar é fundamental para tornar o aprendizado mais envolvente e significativo. Confira algumas dicas práticas para aplicar essa abordagem no dia a dia:</p>
<ol>
<li>Reserve tempo diário para atividades lúdicas, reconhecendo sua importância no aprendizado;</li>
<li>Integre brincadeiras aos conteúdos curriculares com criatividade;</li>
<li>Envolva os alunos na criação de atividades para aumentar o engajamento;</li>
<li>Utilize diferentes espaços, como pátios, parques e bibliotecas, para enriquecer a experiência lúdica;</li>
<li>Promova a colaboração em grupo para desenvolver empatia e trabalho em equipe.</li>
</ol>
<h2>Desafios e superação de obstáculos</h2>
<p>Embora o aprendizado lúdico traga muitos benefícios, sua implementação enfrenta desafios, como pressão por resultados, falta de tempo e recursos. Para superar essas barreiras, é essencial que escolas e famílias reconheçam a importância do brincar.</p>
<p>Outro desafio é a formação de professores. Muitos educadores não recebem treinamento específico para incorporar o brincar ao currículo. Investir em capacitação docente e na troca de experiências entre profissionais é fundamental.</p>
<h2>A importância de brincar para aprender</h2>
<p>Brincar é uma ferramenta poderosa para promover aprendizado significativo e desenvolvimento integral. A escola deve ser um espaço onde curiosidade, imaginação e diversão coexistam com o ensino de conteúdos.</p>
<p>Quando o aprendizado é prazeroso, os alunos se tornam mais motivados, autônomos e confiantes. Incorporar a ludicidade à rotina escolar não é apenas uma tendência pedagógica, mas uma necessidade para preparar as crianças para os desafios do futuro com criatividade, empatia e prazer pelo conhecimento.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>SINDROME DE DOWN O PROCESSO EDUCACIONAL E SOCIAL</title>
		<link>https://blog.descobrindocriancas.com.br/2024/03/19/a-sindrome-de-down-e-o-processo-educacional-e-social/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Érica Lacerda [Pedagoga]]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Mar 2024 11:52:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Pedagogia]]></category>
		<category><![CDATA[Blog Descobrindo Crianças]]></category>
		<category><![CDATA[Desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[Escola]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Síndrome de Down e o Processo Educacional e Social ... <a title="SINDROME DE DOWN O PROCESSO EDUCACIONAL E SOCIAL" class="read-more" href="https://blog.descobrindocriancas.com.br/2024/03/19/a-sindrome-de-down-e-o-processo-educacional-e-social/">Ler +</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A Síndrome de Down e o Processo Educacional e Social</p>



<p>A Síndrome de Down (SD) pode ser chamada de trissomia 21, pois é um acidente genético por um desequilíbrio na constituição cromossômica ocorrente no par do cromossomo 21, com um cromossomo extra, fazendo com que o número total de cromossomos na SD seja 47 e não 46.</p>



<p>A síndrome de Down pode ocorrer devido a três
comprometimentos cromossômicos: trissomia simples, translocação e mosaicismo.</p>



<p>A trissomia simples “ocorre a não disjunção do cromossomo
21; percebe-se claramente a trissomia, ou seja, o 3º cromossomo extra ao par
21, causando a síndrome” (VOIVODIC, 2011, p.
40), sendo a mais comum entre os casos de SD.</p>



<p>A trissomia por translocação ocorre porque o “cromossomo
adicional está sobreposto a um cromossomo de outro par, portanto não se trata
de uma trissomia livre” (VOIVODIC, 2011, p.
40), ocorre em 2% dos casos.</p>



<p>O mosaicismo é a “presença de um percentual de células
normais (46 cromossomos) e outro percentual com células trissômicas (47
cromossomos)” (VOIVODIC, 2011, p. 40),
ocorre também em cerca 2% dos casos.</p>



<p>A presença extra desse cromossomo acarreta no desenvolvimento intelectual um retardo leve ou moderado, em virtude de alterações cerebrais. </p>



<p>É oportuno destacar que esse atraso no desenvolvimento cognitivo não implica necessariamente em uma má qualidade de vida, ao contrário, é possível sim, se possibilitar uma vida com qualidade para essas pessoas (CASTRO E PIMENTEL, 2009, p. 304).</p>



<p>As crianças com Síndrome de Down apesar de possuírem alterações fenotípicas semelhantes como: aparência arredondada da cabeça, pálpebras estreitas, única prega palmar possuem também, menor tonicidade nos músculos e atraso no desenvolvimento intelectual. </p>



<p>A possibilidade de nascer uma criança com SD aumenta à medida que a mulher e o homem ficam mais velhos e a SD não é progressiva e nem contagiosa.</p>



<p>Em relação ao aspecto cognitivo, “a deficiência mental (DM) <a href="#_ftn1">[1]</a> tem sido considerada uma das características mais constantes na SD, com um atraso em todas as áreas do desenvolvimento” (VOIVODIC, 2011, p. 43).</p>



<p>No processo de ensino
aprendizagem da pessoa com SD é preciso ressaltar que devido as suas
características físicas, esta pode interferir nesse processo, pois o contato de
olho começa mais tarde, apresentando reações mais lentas devido ao atraso no
desenvolvimento motor.</p>



<p>É evidente que devido às características específicas, oriundas de sua deficiência, as crianças com SD necessitam uma ação educativa adequada para atender suas necessidades educativas especiais. </p>



<p>Não há como implementar processos de inclusão que visem de fato a uma escolarização de qualidade, sem levar em conta as características da criança com deficiência (VOIVODIC, 2011, p. 18)</p>



<p>Mantoan (1997) <em>apud</em>
Moreira, El-Hani e Gusmão (2000) observa que,</p>



<p>a psicopedagogia tem avançado no sentido de estimular na pessoa com deficiência mental o desenvolvimento da consciência metacognitiva, isto é, o conhecimento pela pessoa do funcionamento de seu pensamento e a utilização desse conhecimento para controlar seus processos mentais. </p>



<p>Esse direcionamento abre novos caminhos para o sujeito com deficiência mental, tendo em vista as implicações do déficit da consciência metacognitiva na adaptação e na autonomia (p. 98).</p>



<p>Neste sentindo, uma boa educação é um bem enorme que produz benefícios pessoais por toda a vida. </p>



<p>Para amenizar as dificuldades encontradas quando se trata de educar uma pessoa com SD é preciso que o professor conheça e estimule capacidades de desenvolvimento desses sujeitos, considerando suas particularidades e limitações para um bom desempenho por parte do aluno, incluindo-o na escola e sociedade.</p>



<p> Faz-se necessário planejar atividades para alunos com SD que se adequem ao tempo de realização desses sujeitos, pois perdem a concentração facilmente e não querendo mais realizar tal atividade, por isso é preciso respeitar o tempo de cada um e repetindo as ações sempre que necessário para melhor aprendizagem dos alunos com SD.</p>



<p><a href="https://blog.descobrindocriancas.com.br/2020/11/21/capacitismo/">Capacitismo</a></p>



<p>&nbsp;Acredita-se que as dificuldades do aluno com SD “não são inerentes à sua condição, mas têm um caráter interativo: dependem das características do aluno, do ambiente familiar e educacional e da proposta educativa a ele oferecida” (VOIVODIC, 2011, p. 18).</p>



<p>&nbsp;Durante o processo de alfabetização da criança com SD é preciso considerar o seu atraso na aquisição da linguagem, pois este se dá mais tardiamente do que as crianças consideradas “normais”.</p>



<p>Nas pessoas com SD é comum um déficit de atenção e por consequência um déficit na memória afetando a produção e aquisição da linguagem.</p>



<p>A criança não reproduz frases, pois retém somente algumas palavras do que ouve.</p>



<p> Apresenta também déficit na memória a longo prazo, o que pode interferir na elaboração de conceitos, na generalização e no planejamento de situações  (VOIVODIC, 2011, p. 45).</p>



<p>Assim, o mediador do conhecimento junto à criança com SD, </p>



<p>precisará ficar atento para outras formas de manifestação da linguagem utilizadas pela criança (oral, gestual, gráfica etc.), pois, a depender do momento de seu desenvolvimento, a criança poderá fazer uso de diferentes formas de comunicação para propiciar o fluxo de trocas de significados durante as interações. </p>



<p>Os usos dessas formas alternativas de comunicação podem também contribuir para ampliar o vocabulário total dessas crianças e paralelamente, contribuir para a aquisição de conceitos (PIMENTEL, 2012, p. 70).</p>



<p>Por isso tal importância da interação entre mediador e a criança com SD, pois é preciso considerar os fatores da própria SD e todos os meios de aquisição e construção da linguagem e de conhecimento pela criança através de suas diferentes manifestações e comunicação para com seu mediador.</p>



<p><a href="https://descobrindocriancas.com.br/2019/03/12/o-papel-do-terapeuta-ocupacional-no-contexto-escolar/">O papel do Terapeuta Ocupacional no contexto escolar</a></p>



<p>Por muito tempo, o que era proposto para a educação de pessoas com deficiência intelectual foi as escolas especiais, substituindo o ensino regular. </p>



<p>Supunha-se que as
crianças com deficiência mental não tivessem proveito em classes regulares, com
outras crianças da mesma idade, e que estas, por sua vez, seriam prejudicadas
por estarem com crianças com atraso (VOIVODIC,
2011, p. 58).</p>



<p>No entanto, a escola especial não atingiu sua meta de mediar e construir o conhecimento juntamente com os alunos com SD para tornarem-se sujeitos autônomos, sendo capazes de se desenvolverem em sociedade.</p>



<p>Com isso, foi a partir dos anos 1990 que as crianças com SD puderam frequentar as escolas regulares de ensino.</p>



<p>A possibilidade de que
as crianças, com ou sem deficiência, possam aprender juntas, em classes
heterogêneas, com alunos da mesma faixa etária, foi um passo decisivo para
eliminar atitudes segregatórias e discriminatórias (VOIVODIC,
2011, p. 60).</p>



<p> No atendimento educacional de pessoas com Sindrome de Down é preciso avaliar as dificuldades e suas necessidades podendo “considerá-las em uma perspectiva interativa dos fatores que determinam a intervenção educacional” (VOIVODIC, 2011, p. 60).</p>



<p>Realizando adaptações nas atividades e no conhecimento em que for mediado com cada pessoa, bem como o uso de recursos especiais para a realização de atividades, pois as pessoas com Síndrome de Down podem realizar os mesmos conteúdos dos demais alunos, porém, a forma como o conhecimento é apresentado, deve ser diferente, com adaptações.</p>



<p>Assim, segundo Melero (1999) <em>apud</em> Voivodic (2011, p. 61), </p>



<p>“para favorecer a educação da criança com SD, é importante o trabalho com os processos cognitivos: percepção, atenção, memória e organização de itinerários mentais&#8221;.</p>



<p> Melhorando assim o processo de ensino aprendizagem da criança com SD na escola bem como a interação social, pois “são as determinações sociais, e não somente as biológicas ou genéticas que irão lhes permitir o desenvolvimento e, consequentemente, sua constituição enquanto sujeito” (WUO, 2007).</p>



<p>Percebe-se com a inserção de alunos com SD em escolas regulares que houve aspectos positivos em relação ao “desenvolvimento da linguagem, maior incorporação das regras sociais e diminuição de comportamentos agressivos” (VOIVODIC, 2011, p. 63), a partir da interação com outros alunos e não apenas com alunos com SD. </p>



<p>Por isso se dá a importância de ter uma classe, uma escola heterogênea, acolhendo, mediando e construindo o conhecimento com todos, sem exceção e sem a rejeição do diferente, da pessoa deficiente na escola, pois a “ideia de que elas só poderiam ser educadas em ambientes isolados fortaleceu os estigmas sociais e introjetar a rejeição em todos nós” (VOIVODIC, 2011), tendo, então, a discriminação que não deveria ter nas escolas e sociedade.</p>



<p>Contudo, faz-se necessário um olhar diferente e mais humanizado acerca das pessoas com Síndrome de Down, bem como qualquer outra pessoa, deficiente ou não, para que haja uma boa educação e interação social promovendo a aprendizagem e inclusão social e educacional de todos.</p>



<p>Por: Erica Lacerda<br></p>



<p>Foto Capa: <a href="http://educacaofocus.blogspot.com/2016/05/inclusao-de-portadores-de-sindrome-de.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener" aria-label=" (abre numa nova aba)">Educação Focus </a></p>



<hr class="wp-block-separator has-css-opacity"/>



<p>1 <em><code>O termo deficiência mental, usado por muitos autores, foi substituído por deficiência intelectual, pois a deficiência intelectual refere-se ao funcionamento do intelecto especificamente e não ao funcionamento da mente como um todo.</code></em></p>



<p><strong>Referências</strong></p>



<p>VOIVODIC, M. A. M. A. <strong>Inclusão escolar de crianças com síndrome de Down.</strong> 6 ed.
Petrópolis: Vozes, 2011.</p>



<p>CASTRO, A. S. A.; PIMENTEL, S. C. Síndrome de
Down: desafios e perspectivas na inclusão escolar. In: DÍAZ, F. <em>et al</em> (Org.). <strong>Educação</strong> <strong>inclusiva,
deficiência e contexto social:</strong> questões contemporâneas. Salvador: EDUFBA,
2009. Disponível em: &lt; https://repositorio.ufba.br/ri/bitstream/ufba/170/1/Educacao%20Inclusiva.pdf&gt;.
Acesso em: 09 de ago. de 2019.</p>



<p>MOREIRA,
L. M.; EL-HANI, C. N.; GUSMÃO, F. AF. A síndrome de Down e sua patogênese:
considerações sobre o determinismo genético. <strong>Rev Bras Psiquiatr.</strong> São Paulo, Vol. 22, nº 2, p. 96-99, 2000.
Disponível em: &lt; http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1516-44462000000200011&gt;.
Acesso em: 08 de ago. de 2019.</p>



<p>PIMENTEL, S. C. <strong>Conviver com a síndrome de Down em escola inclusiva: </strong>mediação
pedagógica e formação de conceitos. Petrópolis: Vozes, 2012.</p>



<p>WUO, A. S. A construção social da Síndrome de
Down. <strong>Cad. Psicopedag.</strong> Vol. 6, nº
11, São Paulo, 2007. Disponível em:
&lt;http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttex&amp;pid=S1676-10492007000100002&gt;.
Acesso em: 10 de ago. de 2019.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>O PAPEL DA ESCOLA COMO PROVEDORA DA DESCONSTRUÇÃO DO PRECONCEITO</title>
		<link>https://blog.descobrindocriancas.com.br/2023/02/07/o-papel-da-escola-como-provedora-da-desconstrucao-do-preconceito/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernanda Colil [Pedagoga]]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Feb 2023 20:21:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Pedagogia]]></category>
		<category><![CDATA[Blog Descobrindo Crianças]]></category>
		<category><![CDATA[Discriminação]]></category>
		<category><![CDATA[Escola]]></category>
		<category><![CDATA[Preconceito]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A construção da identidade e o papel da escola como provedora da desconstrução do preconceito</p>



<p>Já sabemos que as crianças assimilam conceitos presenciados em seu dia a dia. </p>



<p>Podemos concluir, que da mesma forma ocorre a construção de ideias preconcebidas sobre o outro, baseadas naquilo que veem, ouvem e vivem em seu entorno. </p>



<p>São pequenas falas, pequenas atitudes, que vão tomando forma de pequenos preconceitos que aos poucos fazem com que as crianças comecem a ter atitudes de exclusão de indivíduos de determinado grupo, segregando aqueles que não se encaixam no padrão estabelecido pela construção errônea de sociedade. </p>



<p>Baseada em uma experiência realizada há mais de 50 anos pelo psicólogo social Henri Tajfel que teve como objetivo estudar a origem do preconceito, uma professora do ensino fundamental da cidade de Quebec, Canadá,<strong> </strong>fez uma pequena experiência com os seus alunos de terceiro ano para constatar a discriminação e os seus efeitos.</p>



<p>A proposta inicial foi dividir a sala em dois grupos: altos e baixos.</p>



<p>Para justificar essa separação, a professora argumentou que pesquisas recentes indicavam que as crianças baixas eram inteligentes, criativas, rápidas e sábias, enquanto que as altas o oposto.</p>



<p>Houve o questionamento e a discordância de diversos alunos, alegando e justificando que não fazia sentido tal afirmação, considerando que todos crescem e não deixam de ser inteligentes, porém num quadro geral, foi feita uma divisão claro entre os altos e os baixos, principalmente porque a professora incentivou a separação e supostamente, confirmava as características que diferenciava os altos dos baixos.</p>



<p>Quase que imediatamente, a discriminação começou a ocorrer.</p>



<p>Os sentimentos das crianças dos dois grupos, suas fisionomias, falas e reações, bem como o clima que se estabeleceu na sala foi notável.</p>



<p>A partir daí, haviam desde crianças que estavam no grupo privilegiado se sentido bem devido à sua posição, tinham também aqueles que estavam muito tristes por seus amigos pertencerem ao grupo discriminado e ainda acompanhar o olhar daqueles que sofriam o preconceito instalado.</p>



<p>No dia seguinte, como planejado pela professora, a situação se inverte, mas os resultados não são exatamente os esperados.</p>



<p>As crianças visivelmente aprendem muitas coisas, principalmente sobre os sentimentos daqueles que são discriminados, mas se isso se perpetua e se reflete em outras instâncias de suas vidas não é possível ter claro. A experiência traz mais perguntas do que respostas.</p>



<p>De qualquer forma, uma coisa fica clara a todos e se traduz nas palavras de um aluno discriminado antes da experiência por estar acima do peso<strong>: “a discriminação não serve para nada, só para fazer as pessoas chorarem e ficarem com raiva”.</strong></p>



<p><a href="https://blog.descobrindocriancas.com.br/2022/10/24/pequenos-invisiveis/">Pequenos invisíveis</a></p>



<p>Trabalhar as relações do preconceito e do  de racismo não é apenas uma questão de interesse. </p>



<p>É obrigação legal desde 2003, quando foi aprovada a <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/L10.639.htm">lei 10.639</a>, que determinou a inserção de conteúdos de história e cultura afro-brasileira e africana nos currículos escolares.</p>



<p>E a boa notícia é que, ao adotar tema preconceito, você ajuda a combater o racismo não apenas fora, mas também dentro da escola.</p>



<p>Afinal, crianças e jovens que aprendem a valorizar o diferente tendem a superar preconceitos.</p>



<p>A escola tem o papel de formar o aluno para o exercício de cidadania, do trabalho e continuar aprendendo ao longo da vida.</p>



<p>Esta é a orientação da Lei de Diretrizes de Bases e das Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino no Brasil.</p>



<p>Ampliar a cidadania é um dos objetivos principais que devem orientar o trabalho pedagógico, por causa disso, a escola tem que buscar o desenvolvimento de competência e habilidades que permitam compreender a sociedade que vivemos. </p>



<p>Mas esta sociedade deve ser entendida como uma produção “dinâmica” dos seres humanos, um processo permanente de construção e reconstrução do preconceito.</p>



<p>O entendimento deste desenvolvimento da cidadania também significa a capacitação para saber avaliar o sentido do mundo em que se vive, os processos sociais e o papel de cada um nesses processos.</p>



<p>Confira a seguir dicas para trabalhar e combater o racismo na escola:</p>



<h6 class="wp-block-heading"><strong>Valorizar as&nbsp;</strong><a href="https://educador360.com/gestao/inclusao-social-escolas/"><strong>diferentes culturas</strong></a><strong></strong></h6>



<p>Abrir o diálogo estruturado, crítico e democrático é uma maneira de dar voz àqueles que vivenciam o racismo em seu cotidiano, seja na vida comunitária, na escola, na família ou nas redes sociais.</p>



<p>Reconhecer e valorizar os diferentes grupos étnicos presentes em nossa sociedade, sempre inserindo aos alunos a consciência de que toda história tem dois lados, é fundamental para expor as desigualdades estruturais que perduram em nossa sociedade.</p>



<p>Já pararam para pensar que em nosso currículo, a história sempre é contada pela versão dos brancos?</p>



<p>Mesmo conscientes de que negros e índios tiveram e continuam tendo papel importante na história e na construção de nossa sociedade, porque ainda há a insistência apenas em propagar a “versão branca” de nossa história?</p>



<p>Esse papel precisaria ser evidenciado no mínimo, exercendo um discurso de igualdade de importância na construção da história de nosso país.</p>



<h6 class="wp-block-heading"><strong>Trazer as culturas afro-brasileira e africana para dentro da escola</strong></h6>



<p>Um grande passo inicial para o combate ao racismo e ao preconceito é estudar as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino da História e Cultura Afro-Brasileira e Africana.</p>



<p>Esse documento vai servir para ampliar a sua compreensão do tema e do que se espera desse passo.</p>



<p>Feito isso, torna-se fundamental incluir o compromisso com o combate ao racismo no Plano Político Pedagógico, o PPP, da escola.</p>



<p>Feita a inclusão, o trabalho das questões raciais se torna perene e constante na escola, e não se limita a projetos isolados, como uma semana de Cultura Afro-Brasileira, por exemplo.</p>



<h6 class="wp-block-heading"><strong>Leve diversidade cultural para a sala</strong><strong></strong></h6>



<p>Uma coisa é aprender sobre África e seus povos numa aula expositiva, com o uso de um livro.</p>



<p>Outra, bem diferente, é sentir, ouvir, tocar, vivenciar essa cultura apresentada por meio de suas músicas, instrumentos musicais, palavras e dialetos, contos populares, histórias pessoais de imigrantes, obras de arte, artesanato, alimentos, fotografias, tecidos e joias.</p>



<p>Tente trazer estes “adereços” multissensoriais para sua sala quando for apresentar novas culturas.</p>



<p> Faça com que os alunos conheçam uma variedade de pessoas e ambientes. </p>



<p>A maioria das pessoas teme e rejeita tudo o que não conhece ou simplesmente não teve a oportunidade de ter contato. Conhecer pessoas e passar tempo com elas é uma forma de derrubar barreiras e preconceitos</p>



<h6 class="wp-block-heading"><strong>Não se limite às da</strong>tas comemorativas</h6>



<h6 class="wp-block-heading">Claro que as datas comemorativas devem ser celebradas, mas não é por isso que durante todo o restante do ano esse assunto deva ser deixado de lado.</h6>



<h6 class="wp-block-heading">Uma dica é fazer uso de personalidades históricas e eventos marcantes na história da luta racial no Brasil e no mundo.</h6>



<h6 class="wp-block-heading">Com os alunos mais velhos, organize debates sobre como o cruzamento de etnia, religião, cultura, geografia e status socioeconômico resulta em experiências de vida muito diversas para diferentes grupos de pessoas.</h6>



<h6 class="wp-block-heading"><strong>Recorra à arte e aos livros</strong></h6>



<p>Uma ferramenta muito eficiente para trabalhar o combate ao racismo pode ser a arte. Livros, por exemplo, ajudam a compartilhar experiências pessoais de diferentes indivíduos.</p>



<p>Por isso, escolha títulos que tragam essa diversidade e sugira leituras em grupo, seguidas de discussão, ou mande os livros para casa com a orientação de que o aluno, no retorno, compartilhe com a turma aquilo que aprendeu. <strong>Insira sempre que possível, lições explícitas sobre racismo e resolução de conflitos</strong><strong></strong></p>



<p>É um grande desafio abordar o racismo no Brasil, especialmente quando estamos com crianças, mas o fato é que é um assunto que não pode simplesmente ser ignorado.</p>



<p>Se o professor evita os conflitos e desafios das diferenças humanas, pode passar a falsa mensagem de que tudo é só harmonia no mundo, já que todas as culturas são divertidas e interessantes.</p>



<h6 class="wp-block-heading"><strong>Ensine sobre justiça social</strong></h6>



<p>Assim como o bullying, o racismo, infelizmente, ainda é muito comum em escolas.</p>



<p> Quando desenvolvido de forma contínua, os trabalhos que envolvam a temática de justiça social desenvolverão novos olhares sociais, com valorização da autoestima de crianças negras,&nbsp;indígenas, entre outras, na escola, e o reconhecimento de comportamentos desiguais e preconceituosos.</p>



<p>Como podemos ver, <strong>combater o racismo é algo muito mais profundo que repreensão, violência ou segregação.</strong></p>



<p>Trata-se de um trabalho árduo e constante que exige dedicação do professor, sugerindo inclusive que seja tratado com outros professores, de maneira interdisciplinar, pauta em reuniões pedagógicas, reuniões de pais, prestando atenção a situações cotidianas que podem reproduzir o problema, você certamente estará ajudando a combatê-lo em sua escola desde cedo.</p>



<p>Também é nosso papel construir e instruir nossas crianças e jovens baseadas em valores e justiça social sobretudo, a inserção constante de sentimentos que aproximam e acolhem com empatia e respeito.</p>



<p>Por Fernanda Colli</p>



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<p>Capa: <a href="https://br.freepik.com/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Freepik</a></p>
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		<title>COMO BRINCAR COM MEU FILHO</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dri Lucchin]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Jan 2022 20:17:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Pedagogia]]></category>
		<category><![CDATA[Blog Descobrindo Crianças]]></category>
		<category><![CDATA[Brincar]]></category>
		<category><![CDATA[Pais e Filhos]]></category>
		<category><![CDATA[Psicomotricidade]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Eu não sei brincar com meu filho. Como faço?</p>



<p>Você já se fez essa pergunta?</p>



<p>Desde a gravidez as mães se preocupam em dar o melhor para seus filhos: o quarto bem decorado, as roupinhas mais lindas e fofinhas, a refeição de qualidade e claro, os brinquedos, de preferência, os de última geração!</p>



<p>Será que você, tem consciência da importância do <strong>brincar</strong> com seus filhos?</p>



<p>&nbsp;O brincar auxilia na criação de hábitos, nos valores, nas atitudes, na educação, no raciocínio lógico, na personalidade, nos relacionamentos, ou seja, na socialização como um todo e na formação do ser humano.</p>



<p>Você sabia que a lista das possibilidades e benefícios do brincar é imensa?</p>



<p>Listei alguns benefícios, veja:</p>



<p>1. Ao experimentar o mundo físico é que a criança se constitui;</p>



<p>2. É onde a criança constrói as estruturas lógicas do pensamento,</p>



<p>3. Facilita a organização e elaboração de métodos de raciocínio que irão lhe permitir a lidar com problemas adultos.</p>



<p>4. É onde todos os mecanismos de defesa do eu, suas formas de adaptação, ajustamento, linguagem, emoções, problemas, contrariedades, reações, padrões de comportamento são vivenciados mais facilmente.</p>



<p>Quando ouvimos uma mãe se referir ao seu filho: “- Ele é assim mesmo”!</p>



<p>Esse “assim mesmo” foi construído na relação com a mãe, pai ou adulto que exerce esse papel, pelo sistema familiar e social, portanto, as relações afetivo-sociais estabelecidas pela criança.</p>



<p>Por que a criança naturalmente busca o brincar?</p>



<p>Porque ela precisa explorar, testar, experimentar situações e objetos para encontrar uma resposta que a satisfaça e lhe impulsione a buscar mais!</p>



<p><a href="https://blog.descobrindocriancas.com.br/2017/03/24/brincar-para-a-vida/">Brincar para a vida</a></p>



<p>E esse processo, essas experiências fazem parte do seu desenvolvimento cognitivo, do crescimento fisiológico das estruturas orgânicas e da sua maturação.</p>



<p>Piaget, epistemólogo suíço, estudou o desenvolvimento natural da criança e suas fases onde, segundo ele, “a criança explora e experimenta até encontrar uma resposta que a satisfaça e atinge o equilíbrio” (Pulaski, 1986 p.26).</p>



<p>O despertar da inteligência se faz envolvido em profundas emoções, resultado dessa convivência e a forma com que as relações foram estabelecidas para que ela possa atingir esse equilíbrio.</p>



<p>Seria conveniente que as experiências oferecidas, principalmente na infância fossem respaldadas sobre fortes bases afetivas. E nada melhor que essas experiências fossem vivenciadas por meio do&#8230; Brin &#8211; car!</p>



<p>A família são os primeiros educadores!</p>



<p>Toda ação educativa para evitar dores, experiências negativas, injustas ou dolorosas durante o processo de educação, não deveriam ser de forma diretiva, autoritária ou coercitiva. &nbsp;Concorda?</p>



<p>Se a criança explora, testa e experimenta, acredito que não caberia uma educação com base no autoritarismo. não é mesmo.</p>



<p>Como forma de educar, o que você me diria em criar desafios para ela?</p>



<p>Criar desafios é também educar!</p>



<p>E se esses desafios fossem em forma de brincadeira?</p>



<p>Utilizar o brincar como forma de educar e melhor conviver!</p>



<p>Para o Winnicott, “<em>brincar facilita o crescimento e, portanto, a saúde</em>”.</p>



<p>Como terapeuta de crianças, temos o brincar como um de nossos recursos técnicos, servindo como facilitador para entrar no mundo da criança. Utilizamos esse recurso porque a visão delas do brinquedo e o brincar é diferente do adulto.</p>



<p><strong>Para o adulto o brinquedo é algo do mundo externo, sem influência para ele. Já para a criança, serve como um meio de interpretar e/ou intervir no processo psíquico e corporal.</strong></p>



<p>O brinquedo pode simbolizar o próprio corpo da criança!</p>



<p>A cada fase do desenvolvimento psicossexual da criança correspondem algumas brincadeiras específicas que foram pesquisadas brilhantemente por Rocha (2005) e que sempre procuro compartilhar com as mães para entenderem o processo de crescimento de seus filhos.</p>



<p>Veja os benefícios de algumas brincadeiras, jogos ou atividades lúdicas abaixo, com o intuito de revelar como que o brincar pode contribuir para o desenvolvimento da criança:</p>



<p>&#8211; As brincadeiras que envolvem problemas de sequência e ordenação, desenvolvem a inteligência lógico-matemática;</p>



<p>&#8211; Aquelas que precisam utilizar a linguagem oral ou escrita, facilitam o desenvolvimento da inteligência linguística;</p>



<p>&#8211; Ao oferecer uma brincadeira com figuras, sólidos ou quebra-cabeças, estas, estimulam a inteligência espacial;</p>



<p>&#8211; Ao desenvolver um jogo que necessite de habilidades na identificação de problemas seus e do outro, a área estimulada será a inteligência social, pessoal e interpessoal;</p>



<p>&#8211; Quando há brincadeiras com sons, intensidades e tonalidades, estaremos desenvolvendo a inteligência musical;</p>



<p>&#8211; E, ao oferecer brincadeiras onde a criança execute macro e micro movimentos estaremos desenvolvendo a inteligência corporal cinestésica;</p>



<p>Você pode estar se perguntando se teriam brincadeiras para despertar temas específicos como: atenção, desenvolver a disciplina, responsabilidade, criatividade, espontaneidade, iniciativa, autoconhecimento, autoestima e desenvolver bons relacionamentos.</p>



<p>Sim!</p>



<p>E respondo com outra máxima de Winnicott, que, “<em>é no brincar, e somente no brincar, que o indivíduo, criança ou adulto, pode ser criativo e utilizar sua personalidade integral: e é somente sendo criativo que o indivíduo descobre o seu EU (self)”.</em></p>



<p>No brincar também podemos reparar feridas internas, entrar em sintonia com o outro, aprimorar a comunicação (verbal e não-verbal), enfim, expressar a criatividade, liberar fantasias e ressignificar positivamente possíveis traumas.</p>



<p>Quando for brincar com seu (sua) filho(a), você sabe o que pode acontecer?</p>



<p>Serão duas crianças que irão descobrir o espaço interno de cada uma: a criança interior que há na mãe e a criança (filho ou filha). O brinquedo ou o brincar será o intermediário dessa relação.</p>



<p>E por que mencionamos a “criança interna”?</p>



<p><strong>Não é possível compreender a criança que geramos se não estivermos em contato com a nossa infância, com a criança que há dentro de nós.</strong></p>



<p>Em muitas situações no cotidiano, na rotina familiar nós, mães, nos deparamos com atitudes e reações que são mais lembranças que a nossa criança interna recebeu, do que do nosso EU adulto.</p>



<p>O que recebemos de nossos pais pode emergir quando nos deparamos com situações que já vivenciamos anteriormente, porém, em outro papel – o de filha. E agimos, inconscientemente da mesma maneira que agiram conosco.</p>



<p>Podemos mobilizar esses bloqueios e removê-los ao tomar consciência que existe essa situação e que há uma forma compensadora e possível de entender essa dinâmica inconsciente.</p>



<p>Ao trabalhar esse processo de tomada de consciência, do autoconhecimento, da autopercepção, é possível compreender os papéis exercidos pelos elementos da família.</p>



<p>Entender o movimento e a dinâmica familiar, torna mais fácil observar os sintomas a serem trabalhados e que a criança esteja manifestando, podendo também fortalecer o vínculo entre todos os componentes da família.</p>



<p>Como psicomotricista, não posso deixar de falar do corpo na relação com o brincar. Costumamos sistematizar as propostas para mobilizar as emoções que precisam ser emergidas e elaboradas.</p>



<p>Por meio do comportamento, do sentimento manifestado ou pelo que está sendo verbalizado, é possível saber qual seria a melhor atividade lúdica, ou qual proposta oferecer para que aquele conteúdo possa ser desenvolvido.</p>



<p>Precisamos compreender quais sentimentos ou afetos que são despertados na criança quando utilizamos determinada brincadeira para poder acionar uma adequada reestruturação.</p>



<p>Rocha, (2005) pesquisou noventa e cinco brinquedos relevantes e reuniu em seu estudo uma amostragem de quarenta crianças e adolescentes. Nele, analisou e atribuiu e sistematizou características e preferências de cada criança a cada brincadeira.</p>



<p>O objetivo de seu trabalho era o de reconstruir a imagem interna de cada criança e adolescente, e avaliar se o brincar poderia aliviar dores e angústias que estes estavam passando.</p>



<p>Observaram que não existe brinquedo ou brincar certo ou errado e puderam afirmar que existe sim, brinquedos e brincadeiras necessárias para determinadas ansiedades.</p>



<p>Rocha (2005, p.220) afirmou que “o brincar é um ato de amor” que possui uma energia, um ritmo, uma pulsação e uma linguagem própria. Devemos dar abertura para que o amor possa fluir”.</p>



<p>Mãe, pai, responsável pela criança, estejam abertos para conhecer esse “mundo do brincar” você e a sua família terão uma oportunidade ímpar de fluir o amor, aumentar a sintonia entre vocês e fazer a sua história!</p>



<p>Por <a href="https://blog.descobrindocriancas.com.br/adriana-lucchin/">Adriana Lucchin</a></p>



<p><a href="https://www.youtube.com/descobrindocriancas" target="_blank" rel="noreferrer noopener">www.youtube.com/descobrindocriancas</a></p>


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		<title>ATIVIDADES PARA CRIANÇAS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Érica Lacerda [Pedagoga]]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2020 22:47:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Pedagogia]]></category>
		<category><![CDATA[Atividades]]></category>
		<category><![CDATA[Blog Descobrindo Crianças]]></category>
		<category><![CDATA[Pandemia]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Algumas sugestões de atividades para realizar com as crianças durante a pandemia.</p>



<p>Durante a pandemia, muitos pais não sabem o que fazer para entreter as crianças em casa e acabam deixando-as em frente às telas por muito mais tempo do que gostariam.</p>



<p>Talvez por falta de tempo dos pais para com as crianças, devido a grande demanda que estão tendo atualmente com todas essas mudanças que vem acontecendo em todos os cenários da vida, trabalho em modo home office, aulas online, cuidar da casa e filhos e ainda tentar preservar a saúde mental de todos.</p>



<p>Ou também, às vezes, por não ter mais ideias do que brincar, quais atividades fazer com as crianças e acabam deixando as crianças usar as telas por muito tempo para se distrair.</p>



<p>Estamos vivendo um momento muito difícil, onde as crianças estão sendo muito prejudicadas com tudo isso, precisamos ter um olhar mais atento para elas, acolher seus sentimentos, abraçar, ouvir o que elas têm a dizer, o que estão sentindo e como podem ajudá-las a passar por esse momento de uma maneira um pouco mais leve e sem tantos prejuízos para elas.</p>



<p>E para tentar amenizar e ajudar nessa situação, hoje trago sugestões de atividades que podem ser realizadas com as crianças em casa, estimulando-as, desenvolvendo assim, novas habilidades.</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Desenho livre utilizando tinta guache, giz de cera ou outro material disponível e folha em branco. </li><li>Para as crianças menores, de até uns 3 anos, é recomendado utilizar o giz de cera mais grosso, chamado de “meu primeiro giz”, ele permite que a criança pegue de forma melhor o giz, abraçando o giz com todos os dedos, pois a criança ainda não consegue segurar o giz ou lápis tradicional com o movimento de pinça corretamente.</li></ul>



<figure class="wp-block-table"><table><tbody><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><img decoding="async" width="150" height="99" class="wp-image-4178" style="width: 150px;" src="https://descobrindocriancas.com.br/wp-content/uploads/images-4.jpeg" alt="Movimento de pinça"><br><br></td></tr></tbody></table><figcaption><a href="https://neurosaber.com.br/ensine-seu-filho-segurar-um-lapis-corretamente/">Movimento de pinça</a></figcaption></figure>



<figure class="wp-block-table"><table><tbody><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><br><img decoding="async" width="150" height="124" class="wp-image-4179" style="width: 150px;" src="https://descobrindocriancas.com.br/wp-content/uploads/images-2.jpeg" alt="Meu primeiro giz"><br></td></tr></tbody></table><figcaption><a href="https://produto.mercadolivre.com.br/MLB-1007699124-giz-de-cera-6-cores-meu-primeiro-giz-09506-acrilex-_JM">Meu primeiro giz</a></figcaption></figure>



<ul class="wp-block-list"><li>Ainda com tinta e papel, pode também fazer pinturas com a ajuda de um cotonete. A criança pega a tinta com o cotonete e faz seus desenhos no papel, como no exemplo abaixo:</li><li></li></ul>



<p class="has-text-align-center"><img loading="lazy" decoding="async" width="150" height="150" class="wp-image-4181" style="width: 150px;" src="https://descobrindocriancas.com.br/wp-content/uploads/images-3.jpeg" alt="Cotonete" srcset="https://blog.descobrindocriancas.com.br/wp-content/uploads/images-3.jpeg 554w, https://blog.descobrindocriancas.com.br/wp-content/uploads/images-3-256x256.jpeg 256w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></p>



<p class="has-text-align-center"><a rel="noreferrer noopener" href="https://www.criandocomapego.com/pintura-com-cotonetes-linda-atividade-para-criancas/" target="_blank">Cotonete</a></p>



<ul class="wp-block-list"><li>Faça desenhos de formas geométricas em um papel e peça para a criança fazer as formas geométricas utilizando massinha de modelar, tendo como exemplo os desenhos feitos no papel pelo adulto. Trabalhará além da coordenação motora fina, a aprendizagem de formas geométricas. </li></ul>



<p class="has-text-align-center"> <img loading="lazy" decoding="async" width="150" height="150" class="wp-image-4183" style="width: 150px;" src="https://descobrindocriancas.com.br/wp-content/uploads/imagem-6.jpg" alt="Formas geométricas" srcset="https://blog.descobrindocriancas.com.br/wp-content/uploads/imagem-6.jpg 640w, https://blog.descobrindocriancas.com.br/wp-content/uploads/imagem-6-256x256.jpg 256w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></p>



<ul class="wp-block-list"><li>Com massinha de modelar, faça uma base e espete um espeto ou macarrão espaguete e depois com macarrão argolinha ou pene, a criança tenta encaixar o macarrão no espeto, conforme exemplo:</li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li>Brincadeiras com papel: entregue tiras de papel, pode ser papel crepom também, para as crianças e deixe que brinquem, fazendo movimentos de dança, pode colocar um ventilador por perto para dar mais <a href="https://www.criandocomapego.com/atividade-de-encaixe-com-macarrao/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">movimento</a> para as tiras e observar o dançar das tiras pelo ar.</li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li>Atividades que envolvem os cinco sentidos: tato, olfato, paladar, audição e visão.</li></ul>



<p class="has-text-align-center"><img loading="lazy" decoding="async" width="150" height="112" class="wp-image-4186" style="width: 150px;" src="https://descobrindocriancas.com.br/wp-content/uploads/images-5.jpeg" alt="Encaixe do Macarrão"></p>



<p>Para o tato pode ser realizada uma brincadeira com caixa de papelão ou qualquer outra caixa e colocar dentro dela alguns objetos, algodão, tampinhas de garrafa, lixa, bolas, folhas ou qualquer outro objeto que tiver em casa.</p>



<p>Depois de colocar dentro da caixa, peça à criança que pegue o objeto com os olhos vendados e tente adivinhar. Isso trabalhará o tato, reconhecendo objetos do cotidiano da criança. Depois das tentativas, tire a venda e mostre o objeto, veja se acertou e converse sobre o sentido que foi trabalhado com ela.</p>



<p>O olfato pode ser trabalhado também com os olhos vendados ou simplesmente fechados mesmo, dar algumas opções de cheiros para a criança sentir e tentar adivinhar que cheiro é. Como, perfume da criança, sabonete, shampoo, algum alimento com cheiro mais forte, como maracujá, cheiros que ela esteja acostumada no dia a dia para tentar adivinhar.</p>



<p>O paladar a criança pode experimentar alguns alimentos para diferenciar seus sabores: doce, amargo, salgado e azedo, conversem com a criança, fale seu sabor favorito, pergunte para ela qual o sabor que mais gostou de experimentar, experimente você também. </p>



<p>Depois mostre imagens de outros alimentos desses grupos, recortem de revistas, jornais ou encartes e cole numa folha alimentos que experimentaram dos quatro grupos.</p>



<p>Explique um pouco sobre os alimentos doces, que não são tão saudáveis para as pessoas, que devemos dar preferência para alimentos mais ricos em nutrientes, da natureza e menos industrializados, mostre embalagens de alimentos industrializados e tente explicar sobre a importância de uma alimentação saudável, de maneira simples.</p>



<p>Para a audição, faça sons diversos com brinquedos, algum instrumento musical que tenha ou outros objetos e peça para a criança tentar adivinhar que som foi feito, de qual objeto, mas sem a deixar ver.</p>



<p>Depois pergunte para ela qual ela mais gostou, qual a música preferida dela. Coloque a música para tocar e dancem juntos, observem a letra da música e façam movimentos de acordo com o que se pede na música.</p>



<p>Construam juntos objetos musicais, como chocalho, com garrafa pet pequena e grãos dentro, tambor feito de latas de leite ou outro material e divirtam-se juntos.</p>



<p>A visão peça que feche os olhos, pergunte se a criança vê alguma coisa. Depois peça para abrir e pergunte novamente o que ela vê. Faça óculos com papel celofane colorido para observar objetos de uma forma diferente, pegue uma lupa para observar algum inseto, algum brinquedo pequeno.</p>



<p>Faça binóculos com de rolo de papel higiênico, cola e tintas. Pinte os rolos de papel, espere secar, depois cole um no outro e veja através dos binóculos objetos e paisagens.</p>



<p class="has-text-align-center"><img loading="lazy" decoding="async" width="150" height="113" class="wp-image-4185" style="width: 150px;" src="https://descobrindocriancas.com.br/wp-content/uploads/04-06.jpg" alt="Massinha de modelar"></p>



<ul class="wp-block-list"><li>Cantar e dançar cantigas de roda, estimulando a expressão corporal da criança, deixando-a dançar livremente, mas também com comandos nas músicas, pedindo para fazer gestos diferentes durante a música.</li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li>Brincar de dança da cadeira também é uma boa opção.</li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li>Oferecer revistas e imagens para a criança recortar, sob supervisão de um adulto, assim, ela trabalhará a coordenação motora fina e concentração. Depois dê um papel e peça que cole os recortes no papel, se preferir.</li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li>Ler histórias é um recurso muito legal também. Ao final, questione a criança, pergunte quem são as personagens, o que aconteceu no final da história, o que mais gostou. Peça também, que faça um reconto da história, de acordo com o que entendeu. Sairá um belo reconto!</li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li>Monte um circuito em casa: pegue fita e cole no chão fazendo diversos traçados, coloque cadeiras no meio do circuito, peça que passe por cima, por baixo das cadeiras ou de outros objetos, ande em linha reta sobre a fita, etc., trabalhando, então, a coordenação motora ampla da criança.</li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li>Caça ao tesouro: faça um desenho em folha com um mapa do tesouro, esconda um brinquedo ou outro objeto em um lugar da casa e dê o mapa do tesouro para a criança tentar descobrir onde está o tesouro escondido na casa. Se quiser, faça um tapa olho e outros acessórios para a brincadeira ficar mais divertida.</li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li>Ofereça tintas guache e pincéis para a criança brincar e pintar no banheiro, nos azulejos e box. Depois da brincadeira, chame a criança para ajudar a limpar o banheiro e guardar os objetos.</li></ul>



<p>Essas foram algumas sugestões de atividades e brincadeiras para os pais e crianças fazerem em casa nesse período de pandemia em que vivemos.</p>



<p>Após todas as brincadeiras e atividades que forem desenvolvidas, sempre estimule a criança a organizar o ambiente no qual estava brincando.</p>



<p>Para deixar esses dias de incertezas um pouco mais alegre e divertido. As crianças merecem esse cuidado com elas, são pequenas e não entendem bem o que está acontecendo e o motivo de toda sua rotina, sua vida ter mudado assim, tão de repente.</p>



<p>Entende-se perfeitamente que não está sendo fácil para os pais se adaptarem a essa nova rotina, afinal, não está sendo fácil para ninguém. </p>



<p>Mas cuide de suas crianças, desses seres indefesos e que estão com toda a energia disponível para gastar, estimule a gastar essa energia com atividades e brincadeiras produtivas.</p>



<p>Tenham um tempo juntos, de qualidade, se conecte com seus filhos. Crie uma rotina para a família, para a criança, ela precisa disso. Para se sentir pertencente, para se sentir parte do todo e se desenvolver de uma forma saudável.</p>



<p>Se cuidem, vai ficar tudo bem!</p>



<p>Por <a href="https://descobrindocriancas.com.br/erica-goncalves-lacerda/">Erica Lacerda</a></p>
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		<title>EDUCAÇÃO, PROFESSOR, PAI E A PANDEMIA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Érica Lacerda [Pedagoga]]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2020 21:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Pedagogia]]></category>
		<category><![CDATA[Descobrindo Crianças]]></category>
		<category><![CDATA[Pandemia]]></category>
		<category><![CDATA[Professor]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>Educação, professor e pais em meio á pandemia: Uma nova realidade</strong></p>



<p>Em meio à pandemia em que estamos vivendo, a educação sofre por não estar adaptada ao sistema de aulas online. </p>



<p>Todos estão sofrendo com tudo o que está acontecendo nos últimos meses.</p>



<p>Pais despreparados para ensinar atividades em casa para seus filhos, escola e professor sem formação para lidar com gravações de aulas em vídeos ou aulas online ao vivo e crianças sofrendo no meio de tudo isso com aulas exaustivas e muitos conteúdos.</p>



<p>De todo modo, essa situação tem gerado muitos questionamentos e aflições para todas as partes.</p>



<p>Para os pais que, sem ter uma formação pedagógica para ensinar seu filho em casa, se tem visto muitos desabafos, descontentamentos com essa nova função em suas vidas.</p>



<p>Muitos pais estão trabalhando em modo home office, precisam cuidar da casa, das crianças e ter que “dar aulas” para as crianças em casa,  se viram professor do dia para a noite.</p>



<p>Crianças que estavam acostumadas com as metodologias de ensino do professor, com didáticas diversificadas, agora precisam aprender os conteúdos com os pais, o que pode gerar pouco aprendizado para as crianças e muito estresse para todos da família.</p>



<p><a href="https://descobrindocriancas.com.br/2019/11/05/pedagogia-de-projetos-na-educacao-infantil/">pedagogia de projetos na educação infantil</a></p>



<p>Há, também, pais que cobram muito da escola, no sentido de que, tenham aulas normais, no período de aula normal que a criança teria na escola, só que de forma online, para que, de certa forma, não tenham “tanto trabalho” com as crianças em casa, que justifique o pagamento das mensalidades (no caso da escola particular) e que muitas vezes, pensam que os professores estão em casa “sem fazer nada”.</p>



<p>Mas não é bem assim, do outro lado, tem professores exaustos com a nova rotina de trabalho, trabalhando muito mais do que se estivesse na escola e muitos com seus salários reduzidos.</p>



<p>Professor está fazendo de tudo para dar conta, para se adaptar a nova realidade de “ensino”, alguns que não entendem tanto quanto precisariam entender sobre a tecnologia, sobre como usar programas e plataformas de aulas online.</p>



<p>Professor sem recursos pedagógicos para darem suas aulas em casa. Na escola, teria muitos recursos, mas em casa, tem que se virar com o que tem, inventar, criar, adaptar atividades o tempo todo para que consiga dar suas aulas online.</p>



<p>Que se reinventam para dar suas aulas, para atender as ordens da escola e os pedidos dos pais.</p>



<p>Os professores também têm famílias, têm filhos, casas para cuidar. E também estão esgotados com tudo isso.</p>



<p>Imagina como gravar aulas ou entrar numa plataforma online ao vivo com crianças em casa?</p>



<p>Mesmo que tenha um lugar separado na casa para isso, as crianças pequenas não entendem muito bem e querem os pais por perto, chamam, batem na porta e querem a atenção de seus pais.</p>



<p>Vejam bem, o professor também estão trabalhando em home office, como os pais de seus alunos, então está sendo muito difícil para todos, de verdade.</p>



<p>Temos também, a escola, que por vezes cede muito para os desejos dos pais, como citei anteriormente, há pais reclamando dos conteúdos e aulas dadas online, reivindicam aulas ao vivo todos os dias e com horários completos de aula.</p>



<p>Então, para “não perder o aluno”, para conseguir arcar com suas despesas com funcionários, etc. (na escola particular), a escola mais uma vez cede, aceita esse ultimato dos pais, e passa-se a ter aulas “normais” todos os dias online para as crianças.</p>



<p>Com conteúdos pesados, massacrantes para o momento em que estamos vivendo.</p>



<p>Claro que há exceções, não são todas as escolas que estão fazendo isso, mas esse é o retrato da maioria.</p>



<p>As escolas continuam como se não estivesse nada de diferente na sociedade, trata a pandemia como se não fosse nada, continua com seus conteúdos que muitas vezes são desnecessários, jogando goela abaixo das crianças e não se importa em ensinar o que de fato importaria nesse momento, não se importa em ensinar com mais leveza, com criatividade, com ainda mais ludicidade que o momento pede.</p>



<p>Mas para isso, também precisa da parceria família-escola, sem essa parceria, nada é possível. E mesmo antes de uma pandemia, precisava-se dessa parceria, agora ainda mais.</p>



<p>A educação precisa se reinventar, deixar um pouco de lado conteúdos tradicionalistas, ensinar as crianças coisas simples da vida, do dia a dia, a leveza que a criança na primeira infância precisa ter, ela já terá a vida toda pela frente quando adulta para ser séria, para ser adulta de verdade, não vamos “adultizar” a criança agora.</p>



<p>Precisa ensinar o respeito, a colaboração, as artes, as brincadeiras, a criatividade, esse é o momento para isso e não para jogar conteúdos em cima de conteúdo sobre a criança, pois ninguém vai aprender nada assim.</p>



<p>Volto a dizer, para isso funcionar, os pais precisam ser parceiros da escola, precisam entender que o momento não é para conteúdos massacrantes e sim de mais leveza, brincadeiras e criatividade.</p>



<p>E a peça mais importante de tudo isso, quase ninguém tem pensado, a criança, o aluno. Que está ali, do outro lado da tela de um computador, de um tablete ou celular.</p>



<p>Essa criança está sofrendo mais que qualquer pessoa envolvida nesse sistema de educação à distância.</p>



<p>Mais que <em>professor</em>, escola e pais.</p>



<p>São crianças estressadas por não conseguirem acompanhar os conteúdos dado nas aulas.</p>



<p>Crianças nervosas, chateadas porque os pais não conseguem ensiná-los, porque acabam brigando com a criança que não entendeu o que os pais tentaram explicar.</p>



<p>Crianças tendo que ficar expostos quase que o dia todo ao uso de telas, trancados num quarto de frente para uma tela, tentando entender tudo aquilo que está acontecendo no momento, no mundo, entender a matéria dada pelo <em>professor</em>, entender os pais trabalhando de casa e ainda mais estressados que o normal.</p>



<p>Enfim, precisa-se cuidar da saúde mental das crianças nesse período de pandemia, não só da criança, mas de toda a família, dos professores também.</p>



<p>Mas principalmente das crianças, porque são elas quem estão sendo bombardeadas de tantas informações ao mesmo tempo e não conseguem entender tudo isso que está acontecendo nesse momento.</p>



<p>É necessário alinhar tudo, escola, <em>professores</em>, pais, famílias como um todo e observar o momento, entender, refletir e pensar sabiamente no que pode ser feito para que todos fiquem bem, pensando, principalmente, nas crianças, no bem estar delas e deixar um pouco de lado conteúdos e mais conteúdos, pois já vimos que nesse momento não está sendo bem aproveitado e nem aprendido.</p>



<p>Cuidem de seus filhos, de seus entes queridos, abracem mais, beijem mais, cozinhem juntos, façam receitas, peça ajuda das crianças no preparo de um bolo, de alguma refeição para deixar esse momento menos tenso e mais alegre, apesar de tudo.</p>



<p>Se cuidem! Se protejam! Cuide de quem você ama! </p>



<p>Reflita sobre suas atitudes e pensamentos nesse momento&#8230;</p>



<p>E o mais importante, tudo isso vai passar</p>



<p>Por Erica lacerda</p>



<p>Capa:<a href="https://br.freepik.com/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> FreePik</a></p>
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		<title>A Música no Ensino das Escolas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Érica Lacerda [Pedagoga]]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Feb 2020 09:57:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Pedagogia]]></category>
		<category><![CDATA[Blog Descobrindo Crianças]]></category>
		<category><![CDATA[Ensino]]></category>
		<category><![CDATA[Escola]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Existem muitas teorias que
definem o que é música, pois a definição de música e a linguagem musical, sua
definição possui e está relacionada a diferentes definições, pois estas vão de
acordo com a cultura, à época/momento histórico, a forma de pensar, os valores
e as concepções estéticas vigentes no momento histórico. </p>



<p>A música é uma linguagem
universal e participa da história da humanidade desde as primeiras
civilizações.</p>



<p>A música é de extrema importância na educação, fundamentada
em práticas pedagógicas em um estudo de diversidades. </p>



<p>Tendo como problema a preocupação sobre o conteúdo de
música que é trabalhado com as crianças, no que se refere à formação e o
conhecimento que elas podem construir com a prática do ensino de música na
escola.</p>



<p>Deve-se trabalhar a música na educação, no sentido de que seja prazerosa e que traga muitos significados para os educandos.</p>



<p>A música possui o ritmo, a
harmonia, a melodia, a organização do material sonoro, é também o som das
máquinas, da natureza, das vozes, dos instrumentos, dos objetos e também é toda
ação de uma escuta intencional, que é transformadora, que gera sentidos e
significados a quem está ouvindo.</p>



<p>Existem músicas que nos fazem
adormecer, dormir, dançar, chorar e entres outros diversos sentimentos que a
música nos remete ao ouvirmos, mas, sobretudo a música também é um meio de
reflexão para abrir a mente do ouvinte para o mundo. </p>



<p>Portanto, tudo o que fazemos,
todos os sons e não sons incluídos é música.</p>



<p>A cultura está inteiramente ligada a qualquer definição de música ou produção musical, cada som produzido em um determinado lugar está relacionado ao local, a finalidade da produção de determinado som, ao momento e a cultura de determinada região e sociedade.</p>



<p><a href="https://descobrindocriancas.com.br/2018/07/10/musica-e-no-desenvolvimento-infantil/">A música e o seu papel no desenvolvimento infantil</a></p>



<p>Cada som possui seu
significado, e este significado está totalmente relacionado à cultura, por
exemplo, quando estamos em casa ao tocar a campainha sabemos que há uma pessoa
e que devemos sair de dentro da cada para atendê-la, outro exemplo de som
produzido pela cultura são os sons das máquinas (indústria), entre outros.</p>



<p>A música sempre existiu como
produção cultural, econômica e social, pois desde que o ser humano começou a se
organizar enquanto ser social, a música é parte integrante do cotidiano da vida
humana.</p>



<p>Uma educação musical eficaz
possibilita que a criança tenha um desenvolvimento artístico que por sua vez
desenvolve a cultura em geral, como ser humano, além dos aspectos sensorial,
afetivo e mental.</p>



<p>O professor nos momentos de
educação musical deve atuar sempre como animador, estimulador, provedor de
informações e experiências que possibilitem não só o desenvolvimento e
conhecimento das crianças no ponto de vista da música e sim no desenvolvimento
integral das crianças. </p>



<p>,Deve respeitar o processo de
aprendizado da criança, lembrando que cada um se desenvolve de forma diferente,
em tempos diferentes, de acordo com a interação com o meio em que vivem.</p>



<p>Para que o trabalho da música
seja feito com qualidade é preciso que o professor tenha alguma formação
musical e também se faz necessário que os educadores repensem suas concepções
ultrapassadas de música, onde a música é trabalhada e entendida como algo
pronto, onde se ensina a música apenas para a reprodução e interpretar músicas,
ou ensaiar uma determinada música para apresentar em uma determinada data
comemorativa.</p>



<p>Uma educação musical pode
contribuir para a formação da criança de forma positiva em sua vida ou
negativa, caso o trabalho com a educação musical com a criança não seja feito
com qualidade pode-se influenciar diretamente na formação ruim de um indivíduo,
porém ocorre também ao contrário, quando o trabalho da educação musical é
realizado com qualidade esta formação contribuirá de forma positiva para o
desenvolvimento das crianças.</p>



<p>Assim, é necessário que o
aluno esteja exposto a um material sonoro de boa qualidade, que de fato
possibilitará na formação de um ser humano com equilíbrio emocional, afetivo e
intelectual.</p>



<p>Para realizar um trabalho com
a música na educação com qualidade é preciso além de todo repertório musical
com qualidade, é preciso pensar no espaço físico, na sala de educação, pois é
preciso uma organização do espaço que possibilite o movimento corporal, com
ambiente que possa ter uma percepção do som e do silêncio, bem como limpeza do
ambiente, iluminação e ventilação.</p>



<p>Na
seleção do repertório musical é preciso ser analisado conforme a fase do
desenvolvimento do aluno. Deve ser norteado por princípios pedagógicos e ter
também flexibilidade diante da maturidade e capacidade específica a cada
criança.</p>



<p>&nbsp; Aprender a escutar de forma inteligente, uma
música, possibilita que uma criança tenha níveis mais altos de atenção,
interesse, concentração e criatividade, além do possibilitar o desenvolvimento
do raciocínio lógico e também aprendizado com diferentes palavras e até outros
idiomas.</p>



<p>Utilizar
os instrumentos musicais com os alunos, promovendo que eles tenham o contato
com este instrumento na medida em que possam experimentar tocar um tambor, por
exemplo, em diversas formas seja mais forte ou mais fraco, e outros
instrumentos tem um resultado muito importante para o desenvolvimento da
técnica aliada à percepção da qualidade dos sons produzidos.</p>



<p>&nbsp; É muito importante oferecer oportunidades que
a criança possa ouvir músicas sem texto, possibilitando a música instrumental,
para que possam através destas experiências ampliarem sua capacidade de atenção
e de concentração. </p>



<p>Possibilitar o contato da criança com musicais de outros países e regiões, para que elas possam entender que o contato da linguagem musical é também uma forma de expressão individual e coletiva, além de ser também uma forma de como interpretamos o mundo.</p>



<p>Trabalhar a música com os
alunos significa fazer a diferença na vida deles, pois mostrar outra cultura e
suas origens, ensinar não só a ouvir por ouvir uma música, mas apreciar e
interpretar cada letra musical, deixando que se expresse e saiba mais sobre a
música e suas dimensões.</p>



<p>Assim, o trabalho com a música tem como foco o envolvimento e o interesse das crianças em conhecer o mundo musical através das diversas vivências, experiências e atividades, possibilitando o contato e conhecimento das crianças nos diversos repertórios musicais, nos diferentes gêneros musicais, na qual levará experiências com os diferentes tipos de sons, instrumentos, que trarão grande benefício em relação ao desenvolvimento integral da criança.</p>



<p>Por <a href="https://descobrindocriancas.com.br/erica-goncalves-lacerda/">Erica Lacerda</a></p>



<p>Capa: <a href="https://br.freepik.com/fotos-vetores-gratis/pink-free" target="_blank" rel="noreferrer noopener" aria-label="FreePik (abre numa nova aba)">FreePik</a></p>
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