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	<title>Arquivos Bebês - Blog Descobrindo Crianças</title>
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	<description>Descomplicando a Infância</description>
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	<title>Arquivos Bebês - Blog Descobrindo Crianças</title>
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	<item>
		<title>Aprender brincando: como inserir brincadeiras no ambiente escolar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernanda Colil [Pedagoga]]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jan 2025 23:26:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bebês]]></category>
		<category><![CDATA[Desenvolvimento infantil]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Pedagogia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Descubra dicas práticas para incorporar o brincar na escola, promovendo aprendizado significativo, criatividade e colaboração entre os alunos.</p>
<p>O post <a href="https://blog.descobrindocriancas.com.br/2025/01/14/aprender-brincando-como-inserir-brincadeiras-no-ambiente-escolar/">Aprender brincando: como inserir brincadeiras no ambiente escolar</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.descobrindocriancas.com.br">Blog Descobrindo Crianças</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O aprendizado infantil é um processo complexo que vai além da simples transmissão de conhecimentos.<strong> Aprender brincando</strong> é uma maneira das crianças absorverem melhor determinado conhecimento, pois há curiosidade, exploração e prazer na experiência educacional.</p>
<p>Nesse contexto, as brincadeiras desempenham um papel central, permitindo que os pequenos desenvolvam habilidades cognitivas, sociais, emocionais e motoras de forma natural e significativa.</p>
<p>Aprender brincando não é apenas um método complementar, mas uma abordagem essencial para o desenvolvimento integral da criança. Este artigo explora como a ludicidade pode ser incorporada ao ambiente escolar e os benefícios que essa prática traz para o aprendizado.</p>
<figure id="attachment_6941" aria-describedby="caption-attachment-6941" style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-6941" src="https://blog.descobrindocriancas.com.br/wp-content/uploads/crianca-e-escola-720x405.jpg" alt="Crianças e escola: como aprender brincando?" width="720" height="405" srcset="https://blog.descobrindocriancas.com.br/wp-content/uploads/crianca-e-escola-720x405.jpg 720w, https://blog.descobrindocriancas.com.br/wp-content/uploads/crianca-e-escola-1024x576.jpg 1024w, https://blog.descobrindocriancas.com.br/wp-content/uploads/crianca-e-escola-768x432.jpg 768w, https://blog.descobrindocriancas.com.br/wp-content/uploads/crianca-e-escola.jpg 1200w" sizes="(max-width: 720px) 100vw, 720px" /><figcaption id="caption-attachment-6941" class="wp-caption-text">Crianças e escola: como aprender brincando? Foto: Pexels / Montagem: Canva</figcaption></figure>
<h2>Por que aprender brincando é importante?</h2>
<p>Brincar é a principal atividade da infância e uma das formas mais eficazes de promover o desenvolvimento. Através das brincadeiras, as crianças exploram o mundo, expressam emoções, resolvem problemas e interagem com os outros.</p>
<p>Segundo o pedagogo suíço Jean Piaget, brincar permite que as crianças assimilem novos conhecimentos e os transformem em experiências concretas. Além disso, o jogo estimula o desenvolvimento cognitivo e motor, a criatividade e a capacidade de lidar com desafios.</p>
<p>De acordo com a neurociência, brincar ativa diversas áreas do cérebro, especialmente aquelas responsáveis pela memória, atenção e resolução de problemas. Brincadeiras desafiadoras fortalecem as conexões neurais e desenvolvem habilidades fundamentais como comunicação, empatia e colaboração.</p>
<h2>O brincar na escola: um espaço para exploração e descoberta</h2>
<p>Incorporar brincadeiras ao cotidiano escolar não significa abandonar os conteúdos curriculares, mas encontrar formas lúdicas de ensinar matemática, ciências, linguagem e outras disciplinas. Atividades lúdicas despertam o interesse dos alunos e tornam o aprendizado prazeroso e engajante.</p>
<h3>Jogos pedagógicos</h3>
<p>Jogos pedagógicos são ferramentas eficazes para ensinar conceitos escolares de forma divertida. Jogos de tabuleiro ajudam na matemática, raciocínio lógico e estratégia. Jogos de palavras e rimas favorecem a leitura e a escrita. Quando as crianças participam ativamente, o aprendizado se torna mais significativo e prático.</p>
<h3>Brincadeiras ao ar livre</h3>
<p>Atividades ao ar livre melhoram a saúde física e promovem o aprendizado. Brincadeiras como caça ao tesouro, jardinagem e esportes colaborativos ensinam sobre a natureza, ciências e habilidades sociais. Além disso, o contato com o ambiente natural estimula a criatividade, melhora o bem-estar emocional e contribui para a concentração e o desempenho acadêmico.</p>
<h3>Dramatizações e teatro</h3>
<p>Teatro e dramatizações são ótimas formas de explorar temas complexos. Representar situações do cotidiano ou personagens históricos ajuda os alunos a entender diferentes perspectivas e aprofundar conteúdos. Essa prática também desenvolve habilidades comunicativas, fortalece a autoestima e incentiva o trabalho em equipe.</p>
<h2>Desenvolvimento socioemocional e o brincar</h2>
<p>Brincar é essencial para o desenvolvimento socioemocional das crianças. Nas brincadeiras, elas aprendem a compartilhar, esperar a vez, negociar regras e lidar com frustrações — competências fundamentais para a convivência em sociedade.</p>
<p>Atividades colaborativas, como jogos em grupo, promovem empatia e ensinam a importância da cooperação. Em vez de competir, as crianças aprendem a celebrar conquistas coletivas e a valorizar o esforço do grupo, fortalecendo a inteligência emocional e a capacidade de se colocar no lugar do outro.</p>
<h2>O papel do professor no aprendizado lúdico</h2>
<p>O professor desempenha um papel fundamental em ambientes que valorizam o aprendizado lúdico. Ele deve ser mediador e facilitador, criando situações que estimulem a curiosidade e incentivem a autonomia dos alunos. Planejar atividades desafiadoras, mas adequadas ao nível de desenvolvimento infantil, é essencial.</p>
<p>Além disso, o professor deve observar como as crianças se envolvem nas brincadeiras, ajustando as atividades para garantir a participação de todos. Brincar também pode ser usado para reforçar conceitos já trabalhados e introduzir novos conteúdos de forma natural.</p>
<h2>Brincar e aprender: o lúdico e o desempenho acadêmico</h2>
<p>Estudos indicam que brincar está diretamente relacionado a melhores resultados acadêmicos. Crianças que participam regularmente de atividades lúdicas têm maior concentração, capacidade de resolver problemas e criatividade. Além disso, a ludicidade reduz a ansiedade e torna a escola um ambiente mais acolhedor.</p>
<p>Em disciplinas como matemática, jogos ajudam a compreender conceitos abstratos de maneira prática e divertida. Já na alfabetização, brincar com palavras e histórias desperta o interesse pela leitura e melhora a compreensão textual.</p>
<h2>Brincar e incluir: uma ferramenta para todos os alunos</h2>
<p>O aprender brincando se torna um momento lúdico e inclusivo, pois respeita os diferentes ritmos e estilos de aprendizagem. Alunos com algum tipo de deficiência ou necessidade específica, por exemplo, se beneficiam dessas práticas, que favorecem o aprendizado prático e colaborativo.</p>
<p>Além disso, as brincadeiras criam um ambiente escolar mais igualitário, no qual as diferenças individuais são valorizadas. Durante os jogos, as crianças aprendem a respeitar a diversidade e a trabalhar em equipe.</p>
<h2>Dicas para incorporar o brincar no cotidiano escolar</h2>
<p>Incorporar o brincar ao ambiente escolar é fundamental para tornar o aprendizado mais envolvente e significativo. Confira algumas dicas práticas para aplicar essa abordagem no dia a dia:</p>
<ol>
<li>Reserve tempo diário para atividades lúdicas, reconhecendo sua importância no aprendizado;</li>
<li>Integre brincadeiras aos conteúdos curriculares com criatividade;</li>
<li>Envolva os alunos na criação de atividades para aumentar o engajamento;</li>
<li>Utilize diferentes espaços, como pátios, parques e bibliotecas, para enriquecer a experiência lúdica;</li>
<li>Promova a colaboração em grupo para desenvolver empatia e trabalho em equipe.</li>
</ol>
<h2>Desafios e superação de obstáculos</h2>
<p>Embora o aprendizado lúdico traga muitos benefícios, sua implementação enfrenta desafios, como pressão por resultados, falta de tempo e recursos. Para superar essas barreiras, é essencial que escolas e famílias reconheçam a importância do brincar.</p>
<p>Outro desafio é a formação de professores. Muitos educadores não recebem treinamento específico para incorporar o brincar ao currículo. Investir em capacitação docente e na troca de experiências entre profissionais é fundamental.</p>
<h2>A importância de brincar para aprender</h2>
<p>Brincar é uma ferramenta poderosa para promover aprendizado significativo e desenvolvimento integral. A escola deve ser um espaço onde curiosidade, imaginação e diversão coexistam com o ensino de conteúdos.</p>
<p>Quando o aprendizado é prazeroso, os alunos se tornam mais motivados, autônomos e confiantes. Incorporar a ludicidade à rotina escolar não é apenas uma tendência pedagógica, mas uma necessidade para preparar as crianças para os desafios do futuro com criatividade, empatia e prazer pelo conhecimento.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>DEFICIÊNCIAS NUTRICIONAIS NA PRIMEIRA INFÂNCIA</title>
		<link>https://blog.descobrindocriancas.com.br/2024/07/26/deficiencias-nutricionais-na-primeira-infancia/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabiana Jarussi [Nutricionista]]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Jul 2024 21:06:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bebês]]></category>
		<category><![CDATA[Desenvolvimento infantil]]></category>
		<category><![CDATA[Nutrição]]></category>
		<category><![CDATA[B]]></category>
		<category><![CDATA[Blog Descobrindo Crianças]]></category>
		<category><![CDATA[Introdução Alimentar]]></category>
		<category><![CDATA[Nutrição Infantil]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Deficiências nutricionais são comuns na infância devido ao rápido crescimento das crianças. Entenda todas as informações a seguir. </p>
<p>O post <a href="https://blog.descobrindocriancas.com.br/2024/07/26/deficiencias-nutricionais-na-primeira-infancia/">DEFICIÊNCIAS NUTRICIONAIS NA PRIMEIRA INFÂNCIA</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.descobrindocriancas.com.br">Blog Descobrindo Crianças</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>É comum bebês e crianças possuírem deficiências nutricionais na primeira infância, pois essa etapa é caracterizada por um rápido crescimento e desenvolvimento físico e cognitivo, havendo grande demanda de energia e nutrientes.</p>





<p>Deficiências de micronutrientes no início da vida podem prejudicar significativamente a saúde a longo prazo. Uma nutrição pobre durante o desenvolvimento inicial não apenas aumenta o risco de doenças para a criança, mas também aumenta a suscetibilidade para desenvolver condições médicas significativas ao longo da vida, como por exemplo:</p>



<ul>
<li>Raquitismo;</li>
<li>Anemia;</li>
<li>Doença coronariana;</li>
<li>Diabetes tipo 2;</li>
<li>Câncer;</li>
<li>Osteoporose;</li>
<li>Deficiências Nutricionais e Peso Corporal.</li>
</ul>



<p>Um ponto importante a destacar é que as deficiências nutricionais <strong>não têm relação direta com o peso</strong>. Crianças abaixo, acima ou no peso ideal podem apresentar problemas nutricionais.</p>



<h2><strong>Deficiência Nutricional no Brasil</strong></h2>



<p>A deficiência nutricional durante a infância é um problema comum em todo o mundo, afetando também crianças brasileiras. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), quase um terço da população mundial infantil é afetada por uma ou mais deficiências de micronutrientes.</p>
<p>De acordo com o Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil &#8211; <a href="https://enani.nutricao.ufrj.br/relatorios/">ENANI</a>, as crianças brasileiras possuem carências nutricionais importantes, sendo elas: </p>





<h3><strong>Ferro</strong></h3>
<ul>
<li><strong>Funções no organismo</strong>: Necessário para o transporte do oxigênio, produção de energia e formação do sangue;</li>
<li><strong>Fontes alimentares</strong>: Carnes (especialmente vermelhas), fígado, leguminosas (feijões), sementes e folhas verde-escuras;</li>
<li><strong>Consequências da carência</strong>: Anemia, falta de apetite, cansaço, fadiga e queda de cabelo.</li>
</ul>



<h3><strong>Zinco</strong></h3>



<ul>
<li><strong>Funções no organismo</strong>: Importante para o bom funcionamento cerebral, desenvolvimento e crescimento infantil;</li>
<li><strong>Fontes alimentares</strong>: Carnes vermelhas, frutos do mar, ovos, nozes e leguminosas (feijões);</li>
<li><strong>Consequências da carência</strong>: Redução da taxa de crescimento, dificuldade de aprendizagem, diminuição do apetite e paladar.</li>
</ul>



<h3><strong>Vitamina A</strong></h3>



<ul>
<li><strong>Funções no organismo</strong>: Papel importante na manutenção da visão;</li>
<li><strong>Fontes alimentares</strong>: Ovos, peixes, laticínios e alimentos alaranjados como cenoura, abóbora e manga;</li>
<li><strong>Consequências da carência</strong>: Alteração na visão e cegueira noturna.</li>
</ul>



<h3><strong>Vitamina B12</strong></h3>



<ul>
<li><strong>Funções no organismo</strong>: Apoia o desenvolvimento motor;</li>
<li><strong>Fontes alimentares</strong>: Carnes (especialmente vermelhas), vísceras, gema de ovo, frutos do mar e laticínios;</li>
<li><strong>Consequências da carência</strong>: Anemia perniciosa, cansaço, perda de apetite e alterações neurológicas.</li>
</ul>



<h3><strong>Vitamina D</strong></h3>



<ul>
<li><strong>Funções no organismo</strong>: Importante para o desenvolvimento dos ossos;</li>
<li><strong>Fontes alimentares</strong>: Gema do ovo, fígado, sardinha, leite e manteiga, além de exposição ao sol;</li>
<li><strong>Consequências da carência</strong>: Alteração na saúde óssea, suores noturnos, fraqueza muscular e vertigem.</li>
</ul>



<h2><strong>Prevenção das Deficiências Nutricionais</strong></h2>
<p>Diversos hábitos podem ser adotados para ajudar na prevenção de deficiências nutricionais na primeira infância. Abaixo listamos as principais sugestões que auxiliarão no processo de nutrição dos pequenos. Veja a seguir:</p>



<h3><strong>Primeiros 1000 Dias</strong></h3>



<p>Já conversamos sobre a importância dos mil primeiros dias na saúde das crianças e o impacto da nutrição nesse período para as demais fases da vida. Se você ainda não leu esse artigo, <a href="https://blog.descobrindocriancas.com.br/2020/12/01/alimentacao-nos-primeiros-1000-dias/">clique aqui</a>.</p>



<p>Os primeiros 1000 dias são uma grande janela de oportunidades para impactar de forma positiva a saúde das crianças com resultados que serão sentidos ao longo dos anos futuros.</p>
<p>Esse período compreende desde a concepção até os dois anos de idade, e a nutrição durante a gestação até a chegada da alimentação sólida faz total diferença no impacto nutricional das crianças.</p>



<h3><strong>Amamentação</strong></h3>



<p>A gestante deve fazer o pré-natal, tomar os suplementos recomendados para esta fase e ser encorajada a amamentar. Sabemos hoje que a amamentação nos primeiros minutos de vida é muito importante para as crianças.</p>
<p>Mesmo aquelas mães que tiverem dificuldade devem ser estimuladas a amamentar. O leite materno sempre é a melhor recomendação para as crianças.</p>



<p>A mãe deve ser incentivada e ajudada por toda a sua rede de apoio para conseguir amamentar. Nesse sentido, o acolhimento e auxílio em muitos aspectos da sua rede de apoio são cruciais. Temos também um artigo explicando só sobre esse assunto. Não deixe de ler, <a href="https://blog.descobrindocriancas.com.br/2021/08/03/amamentacao-e-promocao-de-saude/">clicando aqui</a>.</p>



<h3><strong>Alimentação Complementar</strong></h3>



<p>Quando a criança completa seis meses, geralmente diminui-se a amamentação e se inicia a alimentação complementar. Essa é outra fase muito importante para a nutrição, pois evita carências nutricionais a curto, médio e longo prazo. </p>



<h3><strong>Alimentação para Crianças Maiores de 2 Anos</strong></h3>



<p>Como deve ser o prato? A variedade do cardápio contribui para a nutrição adequada em todas as idades. É importante incluir uma gama de nutrientes: vitaminas e minerais (especialmente os listados acima), além de alimentos proteicos e energéticos (carboidratos).</p>
<p>Colocarei algumas informações aqui, mas trarei informações específicas em outro texto. O que posso resumir para vocês, é que a variedade do cardápio contribui para a nutrição adequada, em TODAS as idades.</p>
<p>Segundo o <a href="https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_alimentar_populacao_brasileira_2ed.pdf">Guia Alimentar para a População Brasileira</a>, o prato adequado de após a introdução alimentar deveria ser assim:</p>
<figure id="attachment_6843" aria-describedby="caption-attachment-6843" style="width: 533px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class=" wp-image-6843" src="https://blog.descobrindocriancas.com.br/wp-content/uploads/deficiencias-nutricionais-na-primeira-infancia-720x541.png" alt="Deficiências nutricionais na primeira infância" width="543" height="408" srcset="https://blog.descobrindocriancas.com.br/wp-content/uploads/deficiencias-nutricionais-na-primeira-infancia-720x541.png 720w, https://blog.descobrindocriancas.com.br/wp-content/uploads/deficiencias-nutricionais-na-primeira-infancia-768x577.png 768w, https://blog.descobrindocriancas.com.br/wp-content/uploads/deficiencias-nutricionais-na-primeira-infancia.png 787w" sizes="(max-width: 543px) 100vw, 543px" /><figcaption id="caption-attachment-6843" class="wp-caption-text">Deficiências nutricionais na primeira infância<br />                   Foto: montagem / Guia Alimentar para a População Brasileira</figcaption></figure>



<h2><strong>Dicas Básicas de Nutrição</strong></h2>



<p>Abaixo destaco algumas dicas que farão a diferença na hora de cuidar da nutrição de suas crianças e prevenir principais deficiências nutricionais na primeira infância. Veja a seguir:</p>



<ul>
<li>Inclua sempre alimentos de origem animal nas refeições principais, como carnes e laticínios. Caso a criança seja vegetariana, procure orientação nutricional específica para evitar carências nutricionais;</li>
<li>Se for oferecer sucos, sempre coloque uma fonte de vitamina C como laranja e limão, além de vegetais verde-escuros. Comer a fruta é sempre melhor que tomá-la;</li>
<li>Ofereça o alimento diversas vezes e em diferentes formas de apresentação. Tenho certeza que terá sucesso. Não desista;</li>
<li>Em caso de resistência, mude o tipo de corte: palito, cubos, pedacinhos, alimento inteiro;</li>
<li>Inclua a criança em todas as fases da alimentação, inclusive na compra e preparo;</li>
<li>Ofereça alimentos diferentes do mesmo grupo ao longo dos dias. Por exemplo, hoje batata, amanhã mandioca, depois inhame;</li>
<li>Priorize os alimentos da época (safra), porque geralmente são mais nutritivos;</li>
<li>Monte pratos coloridos, especialmente nas refeições principais &#8211; almoço e jantar. A dica que apresento para os pacientes é ter 5 cores no prato.</li>
</ul>



<h2><strong>Consulta com Nutricionista</strong></h2>



<p>A quantidade das porções adequadas devem ser ajustadas pelo nutricionista, de acordo com a idade, rotina, histórico clínico e atividade física de cada paciente. Na dúvida ou para qualquer questão individual, consulte um nutricionista. </p>
<p>Fabiana Jarussi<br />Nutricionista – CRN 11217</p>
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			</item>
		<item>
		<title>CNJ UNIFORMIZA DE ENTREGA VOLUNTÁRIA DE BEBÊS PARA ADOÇÃO</title>
		<link>https://blog.descobrindocriancas.com.br/2023/08/19/cnj-uniformiza-de-entrega-voluntaria-de-bebes-para-adocao/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Priscila Mendes [Advogada]]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 19 Aug 2023 19:18:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bebês]]></category>
		<category><![CDATA[Direito de família]]></category>
		<category><![CDATA[Adoção]]></category>
		<category><![CDATA[Crianças]]></category>
		<category><![CDATA[Direito de familia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>CNJ uniformiza procedimento de entrega voluntária de bebês para adoção ... <a title="CNJ UNIFORMIZA DE ENTREGA VOLUNTÁRIA DE BEBÊS PARA ADOÇÃO" class="read-more" href="https://blog.descobrindocriancas.com.br/2023/08/19/cnj-uniformiza-de-entrega-voluntaria-de-bebes-para-adocao/">Ler +</a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>CNJ uniformiza procedimento de entrega voluntária de bebês para adoção</strong></p>



<p>Você já ouviu falar sobre ADOÇÃO VOLUNTÁRIA?</p>



<p>Consiste na possibilidade de uma gestante ou mãe de entregar seu filho ou recém-nascido para adoção em um procedimento <a href="https://blog.descobrindocriancas.com.br/2022/09/09/entrega-voluntaria-para-adocao/">assistido </a>pela Justiça da Infância e da Juventude. </p>



<p>Sobre o assunto, a Lei do Estatuto da Criança e do Adolescente (8.069/90) apresenta:</p>



<p>As gestantes ou mães que manifestem interesse em entregar seus filhos para adoção serão obrigatoriamente encaminhadas, sem constrangimento, à Justiça da Infância e da Juventude.</p>



<p>&nbsp;A gestante ou mãe será ouvida pela equipe interprofissional da Justiça da Infância e da Juventude, que apresentará relatório à autoridade judiciária, considerando inclusive os eventuais efeitos do estado gestacional e puerperal.</p>



<p>Contudo, além do ECA apresentar sobre a <a href="https://atos.cnj.jus.br/files/original1451502023012663d29386eee18.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">entrega </a>da adoção voluntária, agora temos <strong>a RESOLUÇÃO N. 485, DE 18 DE JANEIRO DE 2023, do CNJ, no qual dispõe, sobre o adequado atendimento de gestante ou parturiente que manifeste desejo de entregar o filho para adoção e a proteção integral da criança.</strong></p>



<p>A resolução em comento, assinada pela presidente do CNJ, a Ministra Rosa Weber prevê algumas mudanças, entre elas temos:</p>



<p>A Gestante ou parturiente que, antes ou logo após o nascimento, perante hospitais, maternidades, unidades de saúde, conselhos tutelares, Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), Centros de Referência Especializada de Assistência Social (CREAS), instituições de ensino ou demais órgãos do Sistema de Garantia de Direitos.</p>



<p>Manifeste interesse em entregar seu filho à adoção, antes ou logo após o nascimento, será encaminhada, sem constrangimento, à Vara da Infância e Juventude.</p>



<p>A fim de que seja formalizado o procedimento judicial e seja designado atendimento pela equipe interprofissional.</p>



<p>A pessoa gestante ou parturiente deverá ser acolhida por equipe interprofissional do Poder Judiciário.</p>



<p>Enquanto não houver equipe interprofissional, poderá a autoridade judiciária, de forma excepcional e provisória, designar servidor qualificado da Vara com competência da Infância e Juventude.</p>



<p>Em data próxima ao atendimento, em espaço que resguarde sua privacidade, oportunidade em que será colhida sua qualificação – identificação, endereço, contatos e data provável do parto &#8211; e assinatura, e será orientada sobre a entrega voluntária, sem constrangimentos e sem pré-julgamentos (ECA, art. 151).</p>



<p><strong>O procedimento da entrega voluntária da adoção tramitará com prioridade e em segredo de justiça.</strong></p>



<p>Caso a pessoa gestante ou parturiente não tenha advogado constituído, ser-lhe-á imediatamente nomeado um defensor público ou, na impossibilidade, advogado dativo para acompanhamento durante o processo</p>



<p>E, notadamente, na audiência, possibilitando entrevista prévia com o defensor, em ambiente com privacidade, para receber orientação jurídica qualificada.</p>



<p>No relatório circunstanciado a ser apresentado pela equipe interprofissional será avaliado:</p>



<p>&nbsp;I – Se a manifestação de vontade da pessoa gestante ou parturiente é fruto de decisão amadurecida e consciente ou se determinada pela falta ou falha de garantia de direitos;</p>



<p>II – Se, ressalvado o respeito a sigilo em caso de gestação decorrente de crime, a pessoa gestante foi orientada sobre direitos de proteção, inclusive de aborto legal (art. 128 do Código Penal);</p>



<p>III – se foi oferecido apoio psicossocial e socioassistencial para evitar que fatores socioculturais e/ou socioeconômicos impeçam a tomada de decisão amadurecida;</p>



<p>&nbsp;IV – Se as condições cognitivas da pessoa gestante ou parturiente reclamam apoio para a tomada de decisão;</p>



<p>&nbsp;V – Se as condições emocionais e psicológicas, inclusive eventuais efeitos do estado gestacional e puerperal, demandam avaliação clínica apropriada e o prazo estimado para tratamento;</p>



<p>&nbsp;VI – Se a pessoa gestante ou parturiente tem conhecimento da identidade e paradeiro do pai e da família paterna, e se necessita suporte para contato e mediação de eventuais conflitos, salvo no caso de requerer sigilo quanto ao nascimento.</p>



<p><strong>QUEM A MULHER DEVE PROCURAR PARA COMUNICAR SEU INTERESSE DE ENTREGAR O BEBÊ PARA ADOÇÃO?</strong></p>



<p>Conforme mencionado acima, a mulher poderá procurar: Hospitais, Unidades Básicas de Saúde, CRAS, Conselho Tutelares, CREAS, Programas de Saúde da Mulher. Ou então, a mãe pode ir direito ao Poder Judiciário, bem como a Defensoria Pública e o Ministério Público</p>



<p><strong>A gestante ou parturiente deve ser informada, pela equipe técnica ou por servidor designado do Judiciário, sobre o direito ao sigilo do nascimento da criança.</strong></p>



<p><strong>Inclusive, em relação aos membros da família extensa e pai indicado, observando-se eventuais justificativas apresentadas, respeitada sempre sua manifestação de vontade e esclarecendo-se sobre o direito da criança ao conhecimento da origem biológica.</strong></p>



<p>Será garantido o sigilo dos prontuários médicos e da finalidade do atendimento à gestante/parturiente nas unidades de saúde, maternidades e perícias médicas de autarquias previdenciárias, notadamente quando noticiada a intenção de entrega para adoção.</p>



<p>Caso não haja solicitação de sigilo sobre o nascimento e a entrega do filho, será consultada a pessoa gestante ou parturiente sobre a existência de integrantes da família natural ou extensa com quem ela tenha relação de afinidade para, se possível, e com anuência dela, também serem ouvidos.</p>



<p>A equipe técnica deverá informar, ainda, a gestante ou a parturiente, dentre outros, sobre:</p>



<p>&nbsp;I – O direito à assistência da rede de proteção, inclusive atendimento psicológico nos períodos pré e pós-natal, devendo, de plano, a equipe interprofissional fazer os encaminhamentos necessários, caso haja sua anuência;</p>



<p>II – O direito de atribuir nome à criança, colhendo desde logo suas sugestões, bem como a forma como será atribuído esse nome caso ela não o faça;</p>



<p>&nbsp;III – o direito da criança de conhecer suas origens (ECA, art. 48); IV – o direito da criança de preservação de sua identidade.</p>



<p>V – O direito de a genitora ou parturiente deixar informações ou registros que favoreçam a preservação da identidade da criança, seja sobre o histórico familiar;</p>



<p>Da gestação e de sua decisão de entrega, seja sobre dados que possam ser úteis aos cuidados da criança, como os relativos a históricos de saúde da família de origem, ou outros que lhe pareçam significativo;</p>



<p>VI – O direito de gozo de licença-saúde após o parto e que a razão da licença será mantida em sigilo.</p>



<p>O magistrado oficiará ao estabelecimento de saúde de referência em que o parto provavelmente ocorrerá, comunicando a intenção da gestante, para que ela receba <strong>ATENDIMENTO HUMANIZADO E ACOLHEDOR.</strong></p>



<p>Correspondente à situação peculiar em que se encontra, evitando constrangimentos e resguardando-se o sigilo, requisitando seja o juízo comunicado imediatamente quando de sua internação.</p>



<p>Deve o estabelecimento de saúde, inclusive, ser orientado quanto à necessidade de respeitar a vontade da paciente quanto a não ter contato com o recém-nascido.</p>



<p><strong><u>A nova resolução confirma também o direito ao sigilo em caso de gestação oriunda de crime, como estupro. A gestante deve ser orientada sobre os dispositivos de proteção, inclusive do aborto legal.</u></strong></p>



<p>A regulamentação prevê ainda a garantia de uma licença-saúde para parturientes que passarem pela entrega do recém-nascido, com direito ao sigilo no ambiente de trabalho.</p>



<p>Grazyelle Yamuto, fundadora do grupo de apoio Adoção Brasil, lembra que a situação coloca a <a href="https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/nova-resolucao-do-cnj-preve-tratamento-humanizado-em-casos-de-entrega-de-bebes-para-adocao/#:~:text=Nova%20resolução%20do%20CNJ%20prevê%20“tratamento%20humanizado”%20em%20casos%20de,mulheres%20em%20situação%20de%20vulnerabilidade." target="_blank" rel="noreferrer noopener">mulher </a>em um momento de vulnerabilidade, normalmente, sem qualquer rede de apoio da família e do genitor.</p>



<p>Para ela, o suporte é fundamental. “Para que essa entrega voluntária seja humanizada, a gestante deve ser devidamente acolhida, respeitada, respaldada tanto pela equipe multidisciplinar do sistema de saúde</p>



<p>E de justiça, os profissionais devem estar preparados e capacitados, para que a gestante tenha todo apoio e suporte psicossocial e possa realizar a entrega de maneira refletida e consciente”, destacou Yamuto.</p>



<p>A defensora pública Juliana Andrade, supervisora do Núcleo de Atendimento da Infância e da Juventude (Nadij), explica que, embora conste na lei o <a href="https://www.defensoria.ce.def.br/noticia/entrega-voluntaria-de-bebes-para-adocao-nao-e-crime-defensoria-tem-projeto-que-oferece-acompanhamento-e-suporte-necessarios/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">direito da mulher</a> entregar de maneira voluntária o filho para o Sistema Nacional de Adoção, esse ato costuma ser visto de maneira negativa pela sociedade.</p>



<p>“A entrega voluntária não é um crime e veio para regulamentar uma prática em que muitas mães, após dar à luz a uma criança, pensavam entregar, de forma clandestina, para alguém que pudesse criar aquele bebê.</p>



<p>Com essa alteração legislativa, resguardou essa mulher e que ela pode fazer a entrega voluntária, mas buscar todo o aparato da Justiça da Infância e da Juventude, para ter os devidos encaminhamentos e acompanhamentos necessários para que a entrega seja segura”, explica a defensora.</p>



<p>Outro ponto, que merece ser elucidado é que a entrega voluntária não é crime, o abandono que consiste em crime, haja vista, que a entrega voluntária tem previsão legal.</p>



<p>O direito de entrega da mãe ou gestante privilegia o Estado Democrático de Direito, a autonomia de vontade da mulher, inclusive das <a href="https://www.direitopenalbrasileiro.com.br/entrega-de-filho-a-adocao-e-crime/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">vítimas de violência</a> que, seja por convicções pessoais ou religiosas, optem por não realizar a interrupção da gravidez”, explica a Juíza Mabel Viana.</p>



<p><strong>“Podem ser muitas as razões que levam a mãe a entregar seu filho à Justiça e vão desde uma gravidez indesejada à ausência de recursos financeiros. As razões não são passíveis de tratamento diferenciado ou discriminatório por parte do Poder Judiciário.”</strong></p>



<p>A nova resolução em comentou passou a ter validade no Brasil em 18 de março de 2023.</p>



<p>A mãe que entrega o seu filho para adoção NÃO comete crime e NÃO deve ser julgada, mas sim amparada.</p>



<p>Pro Priscila Mendes</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<p></p>
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		<item>
		<title>Introdução alimentar do bebê &#8211;   Alimentos</title>
		<link>https://blog.descobrindocriancas.com.br/2022/12/28/introducao-alimentar-do-bebe-parte-2/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabiana Jarussi [Nutricionista]]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Dec 2022 13:08:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bebês]]></category>
		<category><![CDATA[Descobrindo Crianças]]></category>
		<category><![CDATA[Introdução Alimentar]]></category>
		<category><![CDATA[Nutrição Infantil]]></category>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Dando sequência ao assunto de introdução alimentar do bebê, vamos abordar novamente o tema, trazendo questões de alimentos</p>



<p>Quais alimentos são os mais indicados na introdução alimentar do bebê?</p>



<p>E as quantidades ideais?</p>



<p>Preciso oferecer a comida em algum utensílio específico?</p>



<p>Essas são algumas dúvidas rotineiras no consultório.</p>



<p>Diferentemente do que acreditava-se no passado, o bebê deve receber todos os grupos alimentares desde o início, além do leite materno.</p>



<p><a href="https://blog.descobrindocriancas.com.br/2022/11/22/como-dever-ser-a-introducao-alimentar/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Como deve ser a introdução alimentar</a></p>



<p>Ou seja, água, cereais, legumes, tubérculos, carnes, frutas e verduras podem ser apresentados de forma equilibrada durante as refeições.</p>



<p>Basicamente o bebê deve receber um alimento de cada um dos grupos abaixo nas refeições principais:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Hortaliças: folhas verdes, abóbora, beterraba, quiabo, tomate, cenoura etc;</li>
<li>Cereais e tubérculos: arroz, batata-doce, batata, inhame, macarrão, aipim etc.;</li>
<li>Carnes e ovos: frango, peixe, boi, pato, vísceras ou miúdos, codorna, ovos etc;</li>
<li>Leguminosas: feijão, lentilha, soja, ervilha, grão-de-bico etc.</li>
</ul>



<p>As frutas, normalmente são oferecidas nos intervalos da manhã e da tarde, junto do leite materno.</p>



<p>Quanto maior for a variedade de oferta de alimentos, maior será o aporte de micro e macronutrientes importantes para o desenvolvimento do bebê. Diversidade de cores, texturas, sabores e cheiros, contribuem para aumentar o interesse no novo padrão alimentar nos bebês.</p>



<p>Os alimentos oferecidos para a criança podem ser os mesmos preparados para a família, podendo ser feitas adaptações na consistência e tempero, sempre que necessário.</p>



<p>No início, a criança deverá receber a comida amassada com garfo. Com o passar do tempo, deve-se evoluir para alimentos picados em pedaços pequenos ou desfiados, para que a criança aprenda a mastigá-los.</p>



<p><strong>No passado, oferecia-se à criança os alimentos em versões líquidas, passados pelo liquidificador, mexer ou peneira.</strong></p>



<p>Hoje a recomendação mudou, pois sabemos que se a criança continuar com a consistência líquida, terá dificuldade em aceitar alimentos mais sólidos no futuro, além de ser mais fácil acontecer episódios de engasgo e ânsia e vômito.</p>



<p>A consistência adequada é aquela que não escorre da colher, que é firme, que dá trabalho para mastigar, ajudando no desenvolvimento da face e dos ossos da cabeça, colaborando para a respiração adequada e o aprendizado da mastigação.</p>



<p>Alimentos líquidos como sopas, sucos e caldos, por conterem mais água, fornecem menos energia e nutrientes do que a criança precisa e devem ser evitados.</p>



<p>Os pais ou responsáveis sempre devem optar por oferecer os alimentos <em>in natura</em>, na forma crua ou cozida e não líquida.</p>



<p>Além disso, preparações com alimentos misturados, como sopas, dificulta que o bebê tenha contato com sabores diferentes.</p>



<p>Fica mais difícil de saber se o alimento é de agrado ou não do seu paladar e também se algum alimento pode ser o causador de eventuais contratempos, como alergia.</p>



<p>Falando em alergia alimentar, caso a criança não tenha histórico familiar pregresso de alergia ou diagnóstico pessoal da doença, alguns alimentos com grande potencial alergênico, como ovo, peixe e cereais fontes de glúten (trigo, centeio, cevada) devem ser oferecidos até o oitavo mês, a fim de se criar tolerância.</p>



<p>Havendo histórico familiar ou pessoal de alergia alimentar, um Nutricionista deverá ser consultado para se criar estratégias de introdução ou de exclusão do alimento para se evitar sintomas e comprometimento no desenvolvimento.</p>



<p>Por outro lado, pelo menos até os 2 anos é importante se evitar itens como frituras, café, alimentos enlatados e ultraprocessados, como salsicha, refrigerantes, salgadinhos, além de balas, biscoitos doces, e açúcar adicionado às preparações.</p>



<p>O sal deve ser usado com moderação e o mínimo possível. Para temperar, a dica é utilizar temperos naturais como cebola, alho, salsinha e cebolinha, etc.</p>



<p>Temperos ultraprocessados vendidos em cubos, sachê ou líquido possuem sódio em excesso e não devem ser utilizados na alimentação da família, principalmente para crianças.</p>



<p>O excesso de sódio é um dos grandes vilões e contribui para o aparecimento de diversas doenças, como a hipertensão arterial.</p>



<p>Quando precisar usar óleo, recomendo o uso de azeite de oliva, mas também sempre em pequena quantidade. Ou seja, a prioridade deve ser sempre alimentos frescos e pouco processados.</p>



<p>Farei uma ressalva importante sobre o açúcar, uma vez que muitos adultos acreditam que doce e açúcar deve fazer parte da alimentação infantil.</p>



<p>NÃO, não deve! Açúcar para o bebê, não</p>



<p>Como já disse, nos dois primeiros anos de vida, frutas e bebidas não devem ser adoçadas com nenhum tipo de açúcar: branco, mascavo, cristal, demerara, açúcar de coco, xarope de milho, mel, melado ou rapadura.</p>



<p>Também não devem ser oferecidas preparações caseiras que tenham açúcar como ingrediente, como bolos, biscoitos, doces e geleias.</p>



<p>O açúcar também está presente em grande parte dos alimentos ultraprocessados (refrigerantes, achocolatados, farinhas instantâneas com açúcar, bolos prontos, biscoitos, pães do tipo bisnaguinha, iogurtes, sucos de caixinha, entre outros).</p>



<p>O consumo de açúcar aumenta a chance de ganho excessivo de peso e de ocorrência de outras doenças, como diabetes, hipertensão e câncer, e pode provocar cárie e placa bacteriana nos bebês.</p>



<p>Além disso, como a criança já tem preferência pelo sabor doce desde o nascimento, se ela for acostumada com preparações açucaradas, poderá ter dificuldade em aceitar verduras, legumes e outros alimentos saudáveis.</p>



<p>Da mesma forma, o mel deve ser evitado até os dois meses.</p>



<p>Embora seja um alimento natural, ele contém os mesmos componentes do açúcar, o que já justifica evitá-lo. Além disso, há risco de contaminação por uma bactéria associada ao botulismo.</p>



<p>A criança menor de 1 ano é menos resistente a essa bactéria, podendo desenvolver essa grave doença, que causa sintomas gastrintestinais e neurológicos.</p>



<p>A quantidade de alimentos a ser oferecida também traz muitas dúvidas para a família.</p>



<p>Como sempre ressalto, no início da introdução alimentar, o leite materno ainda será o mais predominante.</p>



<p>Portanto, a quantidade de alimentos sólidos ainda será pequena.</p>



<p>Com o passar do tempo, a criança se acostuma com as novas texturas e sabores e começa a comer um pouco mais.</p>



<p>É muito importante que os pais tenham calma e paciência nesse momento.</p>



<p>Tudo é uma grande novidade para todos.</p>



<p>Importante que os pais ou responsáveis fiquem atentos aos sinais de saciedade.</p>



<p>Como a criança pequena não consegue se expressar com palavras, ela usa outros artifícios, como afastar a colher ou a boca do alimento, chorar, movimenta as mãos e o corpo, etc.</p>



<p>Ao perceber os sinais, a alimentação deve ser interrompida, respeitando a manifestação que o bebê está satisfeito.</p>



<p>O grande balizador para saber se o volume consumido pelo bebê está adequado, é avaliando o desenvolvimento físico.</p>



<p>Se o crescimento e o desenvolvimento estiverem de acordo com o esperado, é sinal de que a alimentação está adequada.</p>



<p>Na dúvida, consulte sempre um profissional e acompanhe mensalmente os ganhos de peso e altura na curva de crescimento registrada na Caderneta da Criança.</p>



<p>Sabendo os alimentos que devem ser priorizados, os alimentos que devem ser excluídos e as quantidades, outra questão surge.</p>



<p>Mas e os utensílios?</p>



<p>Como oferecer a alimentação ao bebê?</p>



<p>Esse tópico requer atenção também.</p>



<p>Os utensílios utilizados devem ser adequados à idade e feitos de material resistente. Ou seja, a colher deve ser do tamanho que caiba na boca da criança e os líquidos devem ser ofertados em copos onde a criança tenha capacidade de segurar com o tempo.</p>



<p>Por questões de segurança, especialmente se a criança tiver participação ativa na refeição, importante evitar utensílios de louça e vidro.</p>



<p>Importante também evitar copos que tenham canudos ou muitos detalhes em seu formato porque dificultam a limpeza e a pega da criança.</p>



<p>Ao adquirir produtos plásticos para o bebê, os pais devem ficar atentos à composição do utensílio e optar por aqueles isentos de <strong>bisfenol A</strong>, também chamado de BPA.</p>



<p>Aqui no Brasil, a substância já é proibida na fabricação de mamadeiras, mas uma infinidade de utensílios plásticos ainda podem contê-lo.</p>



<p>Normalmente, os <a href="https://amzn.to/4jd4kYS">utensílios</a> vêm com a descrição “<strong>BPA free</strong>” (livre de BPA, em inglês).</p>



<p>Sempre ouvimos a expressão “comemos com os olhos”, e com as crianças não é diferente.</p>



<p><a href="https://amzn.to/4jd4kYS">Utensílios</a> adequados, seguros e coloridos, garantem uma refeição mais atrativa e divertida.</p>



<p>Investir em alimentação adequada e segura, desde os primeiros meses de vida, garante um futuro mais saudável.</p>



<p>Pra você que chegou até o final deste texto tenho uma pergunta.</p>



<p>Que tal um curso de introdução alimentar, oferecido pela equipe Descobrindo Crianças?</p>



<p>Responde nos comentários</p>



<p>Por <a href="https://blog.descobrindocriancas.com.br/fabiana-cristina-da-silva-jarussi/">Fabiana Jarussi</a></p>



<p>Inscreva no <a href="https://www.youtube.com/@descobrindocriancas" target="_blank" rel="noreferrer noopener">canal Descobrindo Crianças</a></p>
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			</item>
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		<title>O Que Um Recém-Nascido Precisa?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernanda Alves [Fisioterapeuta]]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Jan 2019 22:13:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bebês]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Blog Descobrindo Crianças]]></category>
		<category><![CDATA[Desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[Fisioterapia Infantil]]></category>
		<category><![CDATA[Recem Nascido]]></category>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O que um recém-nascido precisa?</p>



<p>Nascer é uma das maiores experiências pela qual o ser humano passa. </p>



<p>O bebê sai de um ambiente líquido, confortável, onde tem tudo o que precisa para outro completamente diferente e passa a depender de um adulto para suprir suas necessidades.</p>



<p>Maria Montessori, médica e pedagoga italiana, em seu livro “A Criança”, de 1936, classifica o nascimento como:</p>



<p><em> “uma passagem traumatizante” uma vez que “em nenhuma outra época da vida o homem enfrenta semelhante ocasião de luta e contraste, bem como de sofrimento”.</em></p>



<p>Ainda
nesse livro, Montessori propõe uma reflexão bastante interessante: a mãe que
acabou de dar à luz está cansada, muitas vezes exausta após longas horas em
trabalho de parto. Para a mãe, silêncio, repouso. E para o bebê?</p>



<p><em>Se traçarmos um paralelo entre
os cuidados dispensados à criança e os dedicados à mãe, e imaginarmos o que
seria para a mãe receber o mesmo tratamento que o recém-nascido, o erro que
cometemos tornar-se-ia mais evidente</em> (Montessori, 1936, p. 36).</p>



<p>Roupas lindas, compradas especialmente para esse momento, porém que nem de longe são confortáveis para alguém que talvez nem precise disso. Vestidos, babados, roupas que apertam, faixa na cabeça.</p>



<p><a href="https://descobrindocriancas.com.br/2018/12/12/vale-a-pena-antecipar-o-nascimento-do-bebe/">Vale a pena antecipar o Nascimento do bebê?</a></p>



<p>Um
recém-nascido precisa de roupas confortáveis. Montessori até defende a ideia de
ambientes aquecidos o suficiente para que o bebê permaneça sem roupas. Para
ela, quem aquece o bebê é o ambiente e não as roupas. </p>



<p><em>A criança deveria permanecer
nua, como a representa a arte. Os anjos são pintados ou esculpidos nus e, no
presépio, a Virgem Maria adora a Criança Divina nua e assim a toma nos braços</em>
(Montessori, 1936, p. 33). </p>



<p>E as luvas? </p>



<p>Acredita-se que as luvas protegem a criança, principalmente do frio e de unhas compridas que podem arranhar. Porém, ao colocarmos uma luva num bebê, tiramos dele a possibilidade de começar a explorar o mundo através do tato.</p>



<p>Além disso, a maternidade vira uma verdadeira festa. Entra e sai de pessoas, barulho, exposição. </p>



<p>E o que o bebê quer? </p>



<p>Silêncio, ouvir a voz da mãe e do pai, leite materno, pouca luz e colo, muito colo. Mas, <strong>colo de verdade, não de cadeirinhas que balançam e prometem acalmar o bebê, tocando músicas e embalando.</strong></p>



<p><em>“Não damos atenção à um
recém-nascido: para nós, ele não é um homem. Quando chega ao nosso mundo, não
sabemos receber, embora o mundo que o criamos seja lhe seja destinado, a fim de
que ele dê continuidade e o faça avançar no sentido de um progresso superior ao
nosso</em> (Montessori, 1936, p.37). </p>



<p>Montessori diz que “na verdade, o luxo para os recém-nascidos demonstra a total ausência de consideração pela criança psíquica”. </p>



<p>Poucas coisas são necessárias para o processo de adaptação do recém-nascido e tudo está ao nosso alcance. </p>



<p>Portanto, precisamos nos preocupar menos com as aparências e mais com as reais necessidades de um bebê. </p>



<p class="has-text-color has-vivid-red-color">Fisioterapeuta Fernanda Alves</p>



<p>Capa: <a href="https://br.freepik.com/fotos-vetores-gratis/pink-free">Freepik</a></p>
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